15 outubro 2007

Compras de Outono

Apesar de ter esfriado há pouco tempo já percebemos que o outono daqui é bem mais frio que o inverno paulistano, portanto, aproveitamos a promoção de 70% off da Mountain Equipment CO-OP e fomos às compras de roupas de inverno.

As dicas do nosso já conhecido amigo Jorge, que é gerente da loja, foram fundamentais para que pudéssemos gastar pouco e comprar o suficiente para nos manter aquecidos.

Além do casacão que vai nos proteger inclusive no inverno, compramos as "roupas de baixo" na categoria "mid weight" que é para baixas temperaturas. Se você for esquiar vai precisar de roupas mais quentes.

As "roupas de baixo" são basicamente um "minhocão" chamado long john para ser colocado sob a calça e uma blusinha silk mas que na verdade não é de seda, segundo o Jorge. Essa blusa fica justa no corpo e absorve a transpiração sem deixar a roupa molhada. O Pedro vai usá-la por baixo da camisa para trabalhar porque além do subway ele ainda fica esperando a boa vontade do streetcar passar e depois ainda tem que caminhar 10 minutos até o trabalho.
Nos dias de muito vento ele passa muito frio, tadinho.

Existem várias formas de se vestir, segundo fomos informados, e isso vai depender de quanto frio cada um sente. Não existe certo ou errado porque precisamos experimentar o frio primeiro e depois ver que tipo de roupa vai se adequar mais às nossas necessidades.

O que não pode faltar é uma bota impermeável por causa da neve derretida. Verifique sempre a faixa de temperatura que ela aguenta. Você vai encontrar botas de -10 a -40 graus.

Se esse também é o seu primeiro outono/inverno por aqui peça ajuda a alguém experiente para não comprar coisas muito pesadas ou que não estão de acordo com a estação. Eu, por exemplo, vi casacos super grossos e achei que eles aguentassem o inverno, mas muitos deles eram só para o outono. Procure por aqueles que têm down fill em seu interior; apesar de mais caros são bem mais leves e quentinhos (dica preciosa da Dani).

12 outubro 2007

Cortando a juba pela primeira vez

Sabe aqueles dias em que você acorda e diz "Não aguento mais meu cabelo"? Pois é, tenho acordado assim há alguns dias mas sem coragem de tomar uma iniciativa.

Venta demais nessa cidade e toda vez que saía ficava parecendo o Floquinho da Turma da Mônica com o cabelo todo na cara e não adiantava tirar porque o vento insistia em bagunçar tudo de novo. Como vi que não ia vencer essa batalha resolvi dar um basta e o resultado está aí.

Para quem entrou no primeiro salão que encontrou até que não ficou tão ruim, embora tenha passado longe da foto que eu levei para servir de modelo.

Quem sabe no mês que vem eu tomo vergonha na cara e resolvou fazer alguma coisa decente no cabelo. Por enquanto eu só queria tirá-lo da frente do rosto mesmo!

O próximo a ter a juba cortada será o Willy, só preciso decobrir onde vou levá-lo.

11 outubro 2007

Cadê o calor que estava aqui?


Que tempo louco! O que aconteceu com o calor?
Pelo que vi a previsão não é muito otimista porque a tendência é de continuar a esfriar.

Desse jeito acho que Capachinho e Piaçava só vão conhecer o High Park no ano que vem!

Tá bom, não vou reclamar, eu sei que vem coisa (muito) pior.

10 outubro 2007

Desconstruindo Mitos

Enquanto estamos naquela agonia de esperar pelo tão desejado visto de imigração aproveitamos o tempo para pesquisar tudo o que podemos sobre o Canadá, e em uma destas minhas pesquisas deparei-me com afirmações que me fizeram formar um pré-conceito sobre os canadenses.

Em abril deste ano escrevi um post sobre curiosidades e eis o que está lá:

"Não faça carinho em crianças que você não conhece e jamais toque nelas! No máximo sorria e diga: he/she is so cute."

"O mesmo vale para cachorros. SEMPRE pergunte antes: Can I pet your dog? ou Is she/he friendly?. Os donos não gostam quando a pessoa já vai tocando no cachorro, e depois nunca se sabe se ele (o cachorro) é bravo."

Encontrei estas afirmações lá na comunidade Maura, me ajuda!, que tanto me ajudou durante o processo de pesquisa.

Sinceramente não sei por que disseram isso. As experiências que venho tendo até agora são exatamente opostas a estas. Todos brincam com meus cachorros, acariciam e fazem perguntas; acho até que aqui as pessoas brincam mais com eles do que acontecia no Brasil (é só dar uma olhada no post em que os dogs andaram de metrô).

Com as crianças não é diferente; as pessoas já chegam fazendo graça e carinho. A diferença que percebi aqui é que as crianças parecem ser a coisa mais preciosa da sociedade. Tem até propaganda na TV com números de telefone para você denunciar violência infantil, seja na escola ou no círculo social em que colocam apelidos pejorativos em algumas crianças.

Outra coisa que me chamou a atenção é que você não vê menores soltos e abandonados pelas ruas pedindo esmola; até agora eu não vi sequer uma única criança perdida por aí. Não sei como é em outras cidades e províncias, mas aqui em Toronto elas são bem tratadas.

Quanto a cachorros de rua eu cheguei a ver alguns mas é muito raro. Acredito que o controle sobre a esterilização dos animais seja mais sério por aqui.

Já em outro post eu falo das diferenças culturais e como motoristas e pedestres canadenses são educados. Nada como a experiência para nos confirmar ou não os fatos e este com certeza não é 100% verdadeiro.

Desde meu primeiro dia aqui vi muitos pedestres atravessando fora da faixa, portanto, o mito do pedestre educado foi derrubado.

Motoristas: tão mal-educados quanto em qualquer lugar, com a diferença de que aqui eles têm a obrigação de dar preferência ao pedestre porque se atropelarem alguém as consequências são sérias e pesadas no bolso.

Adoram uma buzina, o que me surpreendeu. Apesar do pedestre ter toda a preferência e de carros pararem no meio da rua ao ver um cruzando as faixas, o mesmo não ocorre com outros motoristas. Já vi passarem em sinal vermelho, xingar e ultrapassar quando não deveriam, mas claro que isso é em menor escala.

Antes de chegar imaginei que os canadenses fossem o cúmulo da educação e polidez. De fato são, mas basta você fazer qualquer coisa "errada" ou fora do padrão que eles já vão logo se metendo e xingam até sua bisavó. Vi isso acontecer várias vezes com pessoas próximas ou desconhecidas.

Enfim, nada melhor do que fazer parte do "povo" para saber como ele vive.
Claro que o que escrevi não passa de um ponto de vista e de uma opinião muito pessoal baseada nos fatos que presenciei até agora; pode ser que outros tenham passado por experiências diferentes e vejam a coisa de outra maneira.

07 outubro 2007

PATH: uma cidade sob a terra

Este é um assunto que estava na minha lista há algum tempo. Para quem já está acostumado com a cidade não é lá grande coisa, mas para quem chega é um novo mundo a ser descoberto.

Nós mesmos ficamos impressionados com a dimensão e infra-estrutura que os caminhos subterâneos (PATH) possuem aqui em Toronto. São 27 quilômetros repletos de lojinhas, supermercados, praças de alimentação e serviços; uma verdadeira cidade sob a terra.

"Mais de cinquenta prédios/escritórios estão conectados através do PATH. Vinte estacionamentos, cinco estações de metrô, duas das maiores lojas de departamentos, seis dos maiores hotéis e até um terminal ferroviário. Há mais de 125 pontos de acesso e mais 60 pontos de decisão nos quais o pedestre deve decidir entre virar à direita, esquerda ou continuar em frente". É aí que a coisa complica.

Para quem é totalmente sem noção feito eu e ainda não consegue se localizar na cidade através do 4 pontos cardeais o PATH pode se tornar um labirinto sem fim.

Várias vezes fiz o caminho de ida mas não consegui voltar e isso se aplica inclusive ao caminho que liga noso prédio à Biblioteca Pública de North York, por exemplo, que apesar de não fazer parte do PATH é como se fosse um.

Mas o PATH não é exclusividade de Toronto. Montreal e Quebec City também têm o seu RÉSO.

01 outubro 2007

Domingo é dia de Feijoada!


Pois é, todo último domingo do mês o Centro Espírita Joanna de Angelis promove uma feijoada beneficente e nós fomos prestigiá-la mais uma vez.

Lembram-se que na semana passada fomos convidados para almoçar na casa da Maria Elena e do Jorge? Como eles disseram que gostavam muito de feijoada resolvemos levá-los conosco. Também convidamos a Alexandra, que já é figurinha carimbada em nossos fins de semana. O Gean também estava lá "fazendo uma boquinha".

Pra fechar o dia com chave de ouro nada melhor que um café de verdade e lá fomos nós pra padaria portuguesa que tem ali na mesma rua. Só percebemos que o tempo havia passado quando eram mais de 6 da tarde. Ô turminha que fala!

No próximo mês não haverá feijoada mas em novembro ela retorna! O evento é aberto a pessoas de todas as religiões ou de nenhuma delas pois o intuito é levantar fundos.

28 setembro 2007

Capachinho e Piaçava no Metrô


Nesta sexta-feira a Ísis e o Willy fizeram seu primeiro passeio de metrô e streetcar. Nem preciso falar que viraram a atração dentro do metrô, né?

Todos que se sentavam próximos de nós brincavam com eles, conversavam, afagavam e perguntavam se a Ísis era da raça Jack Russel Terrier. Eu nunca havia ouvido falar desse cão mas fui procurar no Google e achei essa foto aí ao lado. Não é que a Ísis parece mesmo com um Jack Russel? Mas duvido que ele seja tão praga igual a ela.

Os dois se comportaram tão bem que eu nem acreditei! A Ísis até deitou no meu colo, e olha que quando ela sai de carro fica em pé o tempo todo, nunca senta, parece um cavalo. Uma vez fomos de São Paulo ao Paraná e ela foi em pé durante as 11 horas de viagem.

A sensação de andar com cachorro no transporte público é bem esquisita, parecia que eu estava fazendo algo errado, escondido e que a qualquer momento iam pedir para eu descer mas não foi o que aconteceu. Os motoristas dos streetcars sequer olharam pra eles então fizemos nossa viagem tranquilamente. Só na volta que pegamos o metrô completamente lotado às 14h30 da tarde!!!! Aí sim foi difícil porque viajamos em pé e ainda tínhamos que ter cuidado para não pisarem nos coitadinhos, principalmente no Willy que é tão pequeno que até em casa a gente vive tropeçando nele, heheheh

Ah, as pessoas têm me perguntado sobre o apelido deles. Capachinho porque o Willy é uma bolinha de pêlos e quando deita fica parecendo um tapetinho e como ele é maria vai com as outras virou Capachinho.

A Ísis tem um pêlo duro e espetado que parece uma piaçava, daí o apelido.

Quem inventou isso? Só podia ter sido o Pedro!

É lógico!

Ok. Todo mundo está perguntando que questão complicada foi aquela da minha entrevista. Vou tentar reproduzi-la aqui. Trata-se de uma questão que envolve mais lógica e matemática do que propriamente programação. Em todo caso, ela foi proposta na segunda entrevista, pelo CTO da empresa. A princípio ele pediu para eu desenhar algum projeto que tivesse desenvolvido. Depois ele me veio com essa:

Considere uma empresa que produz peças: parafusos e porcas. Os parafusos pesam 11g e as porcas, 10g. Para atender a uma encomenda de porcas, foi separado um certo número de caixas, mas, por engano, uma das caixas continha parafusos, só que agora todas as caixas já estão fechadas. É preciso descobrir qual é a caixa errada!
Suponha-se um sistema automático que pode coletar uma determinada quantidade de peças de uma determinada caixa e guardar numa bandeja e pode também levar o conteúdo da bandeja para uma balança. A primeira ação é executada por uma função void pegar(int numPecas, int caixa); e a segunda por uma função int pesar(); embora isso seja meramente ilustrativo, porque não precisava escrever o programa, mas apenas demonstrar a minha maneira de raciocinar (se bem que essas funções acabaram me dando uma dica importante no final).
O problema é montar um algoritmo que execute essas operações (um programa que chame essas funções) para determinar qual é a caixa que contém parafusos em vez de porcas.
A princípio, ele disse que era apenas uma maneira de observar a minha maneira de pensar e resolver problemas. Por isso eu comecei com a solução mais simples: pegar uma peça da primeira caixa e pesar, depois uma da segunda e assim sucessivamente até encontrar um parafuso. Depois ele pediu para considerar a balança como um recurso caro que precisa ser otimizado e pediu para elaborar um algoritmo que executasse menos pesagens. Eu propus uma solução com busca binária (ele me pediu até a função matemática que descreve a eficiência da busca binária). Por fim, ele disse que a balança era um recurso muito, muito caro e perguntou se eu poderia fazer um algoritmo com o mínimo de pesagens possível. Ele até saiu da sala para deixar eu pensando. Se bem que a resposta me veio logo que ele saiu. Na verdade esse é um problema clássico de lógica que aparece em muitos livrinhos de passatempo. Apesar disso, depois que eu dei a resposta, ele disse que mais ou menos 90% das pessoas não conseguem chegar a essa solução.
Alguém mais sabe a resposta?

27 setembro 2007

Vai trabalhar, vagabundo!

Hoje não tenho como escapar. A Jeanne já está brava comigo porque ainda não escrevi um post dizendo que já comecei a trabalhar!
Depois de duas entrevistas (onde tive que responder até perguntinhas de lógica) fui contratado por uma empresa de jogos online. Embora muitas pessoas achem que deve ser muito legal trabalhar nesse tipo de empresa, eu vou cuidar mais da parte administrativa do site. Só de vez em quando é preciso testar se os jogos estão bem integrados com o resto.
Mesmo assim, tenho que reconhecer que o clima da empresa é mais descontraído. Fica num edifício antigo, no Distillery District, um lugar bem charmoso, perto (mas não muito) do centro da cidade. São vários edifícios antigos, com galerias de arte, lojas de decoração, restaurantes e alguns escritórios escondidos.
Acho que os edifícios são históricos e não podem ser reformados, o que cria uma atmosfera pitoresca no ambiente de trabalho. Tem até uma caldeira no meio de uma sala de reuniões.

Minha última entrevista foi na segunda de manhã. No final do dia perguntaram se eu não poderia começar a trabalhar já na quarta. Como não estou fazendo nada...
Passei o primeiro dia inteiro instalando e configurando o ambiente de desenvolvimento na minha máquina. Ou melhor, máquinas, porque lá todo mundo tem dois computadores para trabalhar. É tanta ferramenta que eu fiquei até com medo. E hoje, o segundo dia, fiz uma simulação no ambiente pré-produção. Não pude fazer muita coisa porque no meio da tarde, todos paramos de trabalhar para ir a uma festa em outro andar, organizada pelo pessoal que desenvolve os jogos para comemorar o lançamento oficial de um novo jogo na Internet. Tinha comida de todas as partes do mundo, bebida à vontade, de refrigerante até vodca, com barman e até DJ. Sem esquecer, é claro, das instalações de jogos para quem quisesse "experimentar". E ainda deram uma camiseta para cada um. Para completar, deram a sexta-feira de folga para todo mundo! Assim eu vou acostumar mal...

Outra coisa interessante nesse lugar é que fica pertinho do Cirque du Soleil. Por coincidência, é para lá que fui quando saí da festa, mas isso já é o assunto do próximo post.

23 setembro 2007

Torre de Babel

Choquequirao - Peru

Toronto é realmente uma Torre de Babel onde você pode encontrar pessoas de todos os lugares desse mundão.

No Job Start conheci a Maria Elena, uma boliviana que se casou com um peruano e mora aqui há 1 ano. Fomos convidados para almoçar na casa deles neste domingo.

A Maria Elena é um desastre na cozinha; para vocês terem idéia ela é pior que eu porque não sabe nem ferver água, é uma comédia.
Isso acontece porque na Bolívia a mão de obra é tão barata que qualquer família tem empregada, cozinheira e muitas vezes até babá. Desta forma, minha amiga disse que nunca precisou colocar o pé na cozinha, só que aqui no Canadá as coisas são bem diferentes.

Mas não pensem que ela está sofrendo não, porque o marido Jorge é um cozinheiro de mão cheia e não a deixa entrar na cozinha, lá é território dele! Ai, bem que o Pedro poderia pegar umas aulinhas com ele, né? Já pensou eu com cozinheiro particular em casa?

Mas, voltando à realidade, essa mistura de gente de vários lugares é muito rica porque você sempre aprende alguma coisa sobre o país do outro.

Além de cozinhar o Jorge também gosta de dar uma de mochileiro e em 2006 passou 3 semanas sem tomar banho, quer dizer, subindo umas montanhas em Choquequirao, considerada a irmã sagrada de Machu Pichu no Peru. E não vai parar por aí não! Ele disse que ainda falta percorrer a outra parte do caminho que ficou faltando e pretende fazer isso logo no início do próximo ano. Haja disposição!


22 setembro 2007

Fazendo compras em Kensington

Mais uma vez nos reunimos com nossos amigos Alexandra e Alan para uma agradável manhã/tarde no Kensington Market.

É incrível como aquele lugar é vivo e cheio de coisas para serem descobertas. A primeira impressão de quando se vai lá é de que só tem legumes e verduras na rua como se fosse uma grande feira, mas o Kensington não é só isso.

Você tem que se embrenhar pelas lojinhas e descobrir tudo o que elas têm para oferecer, desde paçoquinha, chá mate, guaraná e outros produtos brasileiros, passando por especiarias da Índia e até produtos portugueses, peruanos, mexicanos; enfim tudo o que você imaginar estará lá escondidinho em alguma prateleira.

Aproveitamos para almoçar ali mesmo em uma casa de empanadas chilenas. Assim como o mexicano em que fomos da última vez, esse restaurante não deixou a desejar no tempero, mas como tudo por ali, estava lotado.

Vale a pena reservar um sábado para "descobrir o Kensignton Market"; com certeza é um programa que já está em nossos futuros planos.

21 setembro 2007

Elephant & Castle


Ontem à noite fomos a um barzinho pela primeira vez e o escolhido foi o Elephant & Castle para o encontro do pessoal da comunidade do Fernando no orkut: Brasileiros Vivendo em Toronto.

Adoramos o bar, que tem uma atmosfera bem intimista e um cardápio variado e delicioso. Não bebo cerveja mas sou fã incondicional de melancia e de vodka com qualquer coisa, portanto é claro que minha bebida não poderia ser outra: um coquetel de vodka com xarope de melancia. Se não me engano é o mesmo xarope que colocam na soda italiana. Divino!

Eu havia me esquecido que não se fuma no interior dos bares daqui então já saí de casa achando que iria voltar com o cabelo e a roupa fedidos de cigarro, mas isto não aconteceu. AMEI!

O pessoal já está agitando um boliche para o próximo encontro. Enquanto isso, veja as fotos de ontem aqui.

14 setembro 2007

IKEA

A Ikea é ponto obrigatório para todo imigrante recém chegado e com pouco dinheiro no bolso. A loja é uma espécie de ETNA ou Tok Stok que temos lá no Brasil, embora eu prefira a Tok Stok porque tem móveis muito mais modernos e arrojados.
A loja daqui tem produtos para todos os bolsos e aqueles mais baratinhos têm qualidade superior ao que é vendido no Wal-Mart. Aliás, não comprem móveis no Wal-Mart porque a maioria que tenho visto é praticamente descartável. Muito móveis em exposição, inclusive, já estão caindo aos pedaços. Comprar lá é jogar dinheiro fora.

Um exemplo de móvel barato é esse rack para TV por $16,99:

Mas se você tiver espaço e bolso maiores pode levar esse daqui por "apenas" $179:
A loja que temos mais próxima daqui é a de North York.

Para quem não tem carro basta descer na estação Leslie do metrô e subir a escada rolante para pegar uma van que te leva até a Ikea. Ela passa a cada 20 minutos.

Boas compras!

12 setembro 2007

Health Card

Chegando aqui o newcomer tem que providenciar uma série de documentos: SIN, PR Card, Driver's Licence (para quem for dirigir), entre outros. Nesta semana tentamos providenciar o Health Card; digo tentamos porque só o Pedro conseguiu. Como eu não tenho nenhum comprovante de endereço além da cópia do contrato do apartamento não pude aplicar.

Fique atento porque nenhuma cópia de documento é aceita, todos devem ser originais e basta apresentá-lo lá na hora, não precisa levar cópia.

A lista de documentos contém 3 itens:

1- Comprovante de cidadania ou elegibilidade para aplicar para o OHIP: qualquer documento que prove que você é cidadão canadense ou possui algum outro status que dê direito ao Health Card. No nosso caso somos landed immigrants, então temos direito.

2- Comprovante de rediência em Ontario: foi o que eu disse no início do post, você vai precisar de um documento com seu nome e endereço provando que você reside em Ontario.

3- Documentos adicionais: é o que eles chamam de Support of Identity, ou seja, um documento que contenha seu nome e assinatura (o PR Card é um deles).

No caso do Pedro ele só apresentou o passaporte e uma conta da Rogers. Em algumas semanas ele receberá o Heath Card via correio mas só poderá utilizá-lo a partir do terceiro mês aqui no Canadá. Até lá contamos com o suporte de um plano de saúde contratado no Brasil através da AMEX.

Com os documentos em mãos e o formulário prenchido basta ir a um dos postos de atendimento e pegar uma senha.

Este blog fala sobre o Health Card para residentes temporários...eles não têm direito a um.

07 setembro 2007

Graduação no Job Start


Os posts têm ficado menos frequentes aqui no blog mas é porque andamos muito ocupados nessas 2 últimas semanas com a mudança de apartamento, a chegada de Capachinho e Piaçava e as tarefas do Job Start, que finalmente terminou hoje com um almoço internacional de confraternização.

Cada um levou um prato típico de seu país e como não era possível levar picanha ou feijoada, tivemos que levar pãezinhos de queijo e guaraná comprados lá no Nosso Talho na Bloor St. Nossos amigos da Marcha dos Pinguins falaram sobre esse "açougue/mercado" aqui.

O curso acabou mas é agora que o trabalho realmente começa porque já sabemos o que responder nas entrevistas (ainda precisamos praticar), onde e como procurar trabalho e ainda contaremos com a ajuda do Job Start durante 3 meses nos quais eles vão oferecer nossos serviços para as empresas e nos oferecer vagas que eles recebem por lá.

Como já havíamos feito um curso relâmpago como esse no Skills for Change não tivemos tantas novidades assim, mas o bom deste último é que além do trabalho de auto-confiança que eles fazem conosco ainda teremos essa ajuda para vencer a barreira do primeiro emprego canadense.

Ainda não temos 2 meses de Canadá mas para mim parece que faz muito mais tempo porque a ansiedade de conseguir trabalho na nossa área é grande. Sei que a média é de 3 meses, mas isso varia muito.

A partir de segunda recomeçaremos nossa busca, mas dessa vez do jeito certo!

02 setembro 2007

Olha quem chegou!


Esses 2 últimos meses devem ter sido duros para os meu pequenos porque saíram de casa, foram para hotelzinho, depois mudaram de novo e ficaram na casa de uma amiga minha que os tratou como filhos, o que me deixou mais tranquila.

Assim que cheguei ao depósito de cargas da Air Canada deu até pena porque eles tremiam como eu nunca vira antes, mas assim que os tirei da caixa eles se animaram.

Felizmente se comportaram direitinho durante a viagem e conseguiram segurar as "necessidades" para fazer em terra firme.

Acho que já expliquei aqui o procedimento para enviar animais como carga viva, então vou falar sobre a chegada deles.

Você deve ir até a Britannia Av. 2580 que é onde fica o depósito da Air Canada. Lá você fornece o AWB, que eu não sei o que é mas é um número que o agente de cargas no Brasil vai te passar.

Você recebe um papel e tem que ir até o Customer Service para pagar a taxa de inspeção veterinária de $37 e mais umas taxas municipais no valor de $11. Não espere ser bem atendido.
Esse prédio fica um pouco depois do número 2580 da Britannia. Você sai do depósito, vira à direita e segue até encontrar um prédio azul espelhado.

Depois de pagar as taxas você deverá retornar ao depósito, apresentar o comprovante de pagamento e pagar mais $50, só então seus pets serão liberados ali no prédio mesmo.

Tem um balcão no qual você se apresenta e espera por atendimento. Eu não esperei muito e o funcionário foi muito atencioso, mas pelas pixações que vi por lá os clientes não estão nada satisfeitos com a empresa e nem com o tempo de atendimento. Havia xingamentos de baixo calão e várias referências sobre a demora no atendimento como "wait 4 ever". Não resisti e tirei uma foto de uma das pixações. Reparem no "next 3 years" acrescentado ao final da frase:

Chegando em casa eles comeram bastante e depois fomos passear pelas redondezas.
Eles se adaptaram logo ao novo lar mas não desgrudam de mim um instante, principalmente o Willy.

01 setembro 2007

Home Sweet Home

Vista da sacada do nosso apartamento.

Depois de 1 mês e meio sem um cantinho que pudéssemos chamar de nosso, hoje finalmente nos mudamos para nosso apartamento. O Luiz,nosso roomate, nos ajudou a trazer as malas e algumas tralhas.

Essa foi uma das pimeiras "mudanças" que fiz sem chuva, mesmo no dia em que deixamos o hotel e fomos para a casa do Luiz caiu uma garoa fininha.

Fomos recepcionados com uma cesta de boas-vindas oferecida pela administradora do prédio. Achei a idéia excelente porque quando você se muda dificilmente tem coisas básicas à disposição. Geralmente você vai até o "mercadinho" mais próximo e compra o necessário.

À noite fomos até o Loblaws para comprar alguma coisa para comer mas achei os preços absurdos,porém, mesmo com preços altos eu vi carne estragada (esverdeada) à venda. Já vi que não é uma exclusividade do No Frills. O que me pergunto é se alguém compra isso!

Loblaws: nem tudo o que reluz é ouro.

26 agosto 2007

De volta ao Kensington Market

Dessa vez deu certo! Marcamos novamente de encontrar a Alexandra e o Alan no Kesington Market neste sábado.
Para quem não sabe o Kensigton é na verdade um conjunto de ruas perto da Spadina Av. e é o que realmente se pode chamar de "mercado multicultural" com produtos e pessoas das mais diversas (e ecléticas) nacionalidades. E é justamente por isso que você não deve ir achando que vai encontrar um ambiente bonito ou refinado, aliás, como muita coisa aqui em Toronto. Imagine se Mercado Municipal de São Paulo fosse a céu aberto sem aquela linda construção e mais apertadinho e antes da reforma de revitalização. Lembre-se que lá você come a melhor mortadela da cidade. Imaginou? O Kensigton é mais ou menos aquilo.

Mas voltando ao encontro com nossos mais novos amigos, podemos dizer que foi uma manhã das mais agradáveis (apesar da chuvinha fraca) em que ficamos jogando muita conversa fora, trocando experiências e comendo o famoso Bolo de Arroz português com um cafezinho "brasileiro" no Louie's (235 Augusta St). Mais uma vez, não se deixe levar pela cara de "butecão" do local.

Conversamos tanto que nos deu fome então fomos a um restaurantezinho mexicano bem simples ali perto mas nem por isso menos saboroso. Ah, e podem usar o banheiro porque estava impecavelmente limpo.

Novamente perdemos a noção da hora e só deixamos o restaurante depois das 2 da tarde porque tínhamos mais um compromisso: conhecer nossa (também nova) amiga Ana.

Através dela conhecemos no mesmo dia o casal Lu e Cris da Família GG, com que fomos de carona até Milton, uma cidade perto (pero no mucho) de Toronto. Lá encontramos a Lucia e o Sergio, que haviam chegado mais cedo.

A Ana é uma anfitriã de mão cheia e excelente cozinheira. A "reunião" também foi muito interessante, rimos, brincamos e trocamos mais experiências, que é a melhor parte de se conhecer pessoas, cada uma tem alguma coisa interessante para contar.

Infelizmente não pudemos encontrar as famílias da Ana e da Cris para um piquinique hoje lá no High Park porque tínhamos uma feijoada para comer com nossos mais novos amigos Alexandra e Alan, que nos apresentaram à Daniela.
Além da feijuca tinha um quiabinho com frango ótimo (para quem gosta de quiabo)!

Decidimos finalizar o almoço com um verdadeiro café expresso numa padaria portuguesa ali perto, na Dundas St. Aproveitando que eles tinham sobremesa, pedimos pudim de leite condensado (conhecido como "pudim caseiro") e pasteizinhos de nata (também conhecidos como pasteizinhos de Belém lá no Brasil).

Eu, como maníaca por coxinha, trouxe para casa algumas para matar a vontade. Aliás, se alguém tiver alguma receita de coxinha faça o favor de me passar, pois apesar de ser um perigo na cozinha estou disposta a me aventurar nesse setor. Se ficarem boas eu convido a dona da receita para experimentá-las!


23 agosto 2007

Satisfação garantida ou seu dinheiro de volta

Depois de dias cinzas e friozinhos hoje resolveu aparecer um sol com temperatura agradável. Resolvemos então tirar os patins que trouxemos do Brasil e sair por aí.

Recentemente consegui comprar um daqueles patins antigos de rodinhas paralelas como esse aqui:
E foi por isso que resolvi trazê-lo para cá, afinal deu MUITO trabalho pra achar, além de ser o único patins que nunca machucou meu pé.
Pra minha surpresa, também recentemente, descobri que aqui no Canadá esses patins ainda são vendidos neste site. :)

Depois de nossa patinação resolvemos comprar um cortador de legumes no Wal-Mart para preparar um delicioso hot dog.

Lá fui eu de volta pra casa toda contente porque ia poder picar as coisas sem ficar com a mão cheirando a cebola.

Resolvi começar pelo tomate: lá se foi o primeiro. Ficou a coisa mais linda, todo quadradinho, picadinho em pequenos pedaços (nesse momento eu já estava imaginando que delícia que ficaria o molho). Vamos então ao segundo: abaixo a tampa e "crack", 5 segundos de respiração suspensa e um pensamento "esse crack não foi do cortador que eu acabei de comprar".

Pois é, meus caros amigos, infelizmente foi. Minha alegria durou pouco, mas eis que me lembro de vários posts comentando sobre troca da mercadoria ou seu dinheiro de volta. Ah, não tive dúvida, lavei o treco, coloquei na caixinha, peguei a notinha e lá fui eu pro customer service do Wal-Mart já pensando que teria que dar 1 milhão de explicações pra moça.

Depois de uma fila razoável (como as pessoas trocam mercadorias aqui!) chegou a minha vez. Uma senhora apática me atendeu e somente quis saber qual era o problema pra escrever logo num papelzinho e grudar na caixa do produto: "Broken? " e depois perguntou se eu queria outra mercadoria ou o dinheiro de volta.
Ah, minha senhora, eu quero o dinheiro de volta, vai que eu compre outro desse ele quebre de novo?
E assim recebi todo meu dinheiro de volta com direito até a restituição do imposto cobrado!

Voltei pra casa toda contente pra preparar meu hot dog com acidente de percurso. De cada 10 vez que eu vou para a cozinha 9 eu me machuco.
Ontem preparei um bolo de caixinha e queimei o dedo indicador na travessa quente. Hoje quase perdi o polegar da mesma mão tentando abrir uma lata de polpa de tomate.
Acho que nunca sangrei tanto na minha vida. O corte ficou feio e profundo, mas o meu hot dog ficou uma delícia!

18 agosto 2007

Fazendo mais amigos

Neste sábado fizemos um passeio muito agradável no High Park com o casal do Conexão Toronto. Além do casal encontramos outros amigos que eu estava ansiosa para conhecer:



Todos já sabem que virei fã incondicional dos esquilinhos que correm soltos pelos parques da cidade. Aqui mesmo, no parque em frente ao nosso prédio, é cheio deles mas nunca conseguimos nos aproximar porque são muito medrosos. Mas desta vez o Conexão Toronto nos ensinou o truque e levou amendoins para atraí-los. Esses bichinhos gostam tanto que até se arriscam a ir pegá-los na sua mão mas infelizmente assim que conseguem o que querem saem correndo em direção à árvore mais próxima.

Até então eu só tinha visto o esquilinho preto e estava louca para ver o cinza, que é maior e mais gordinho, além de se parecer menos com um rato. É um fofo!

O parque possui um mini zoológico que tem até capivara e canguru, mas o que me chamou a atenção mesmo foi um "boi" de franja. Não me lembro do nome do animal mas ele é muito engraçadinho, apesar de fedido:

Embora o passeio e a "prosa" com o Conexão Toronto estivessem muito agradáveis (pessoal, adoramos conhecer vocês!) tivemos que deixá-los por conta de um delicioso churrasco de picanha com a Helena e o Roberto que moram em Vaughan, uma cidadezinha ao norte de Toronto.

Ela nos pareceu muito longe já que levamos quase 1 hora até Downsview, a última estação da linha amarela do metrô. De lá ainda percorremos mais uns 30 minutos de carro com o Roberto, mas na volta percebemos que pela higway levamos exatamente 20 minutos de Vaughan até nossa casa, é realmente bem perto.

O local onde eles moram é uma gracinha, cheio de casinhas e fica ao lado do Wonderland, um parque de diversões que pretendemos conhecer no próximo verão.

O churrasco que o Roberto preparou estava uma delícia, teve até farofa, e para terminar a noite bem a Helena fez um pavê que eu costumava comer na casa da minha mãe e um pudim de leite condensado simplesmente divino. Depois disso tudo pretendo comer só uma saladinha amanhã.

17 agosto 2007

Skills for Change



Passamos a semana inteira no Skills for Change aprendendo como:
  • gravar uma mensagem para o voice mail no celular: essa atividade foi gravada em fita K-7 e depois o grupo ouviu o que cada pessoa falou,
  • telefonar para algum lugar e solicitar informações (ligamos de verdade para o TTC e para bibliotecas),
  • atender ao telefone quando um empregador ou recruiter te liga: fizemos uma simulação com os instrutores, eles nos colocaram em uma salinha com telefone e ligaram para nós fazendo inúmeras perguntas. Essa atividade conseguiu criar um pouco do clima de realidade,
  • fazer a sua "propaganda" para o empregador, o que eles chamam de 30" Comercial: a atividade também foi gravada em fita K-7 e depois o grupo ouviu e fez comentários,
  • portar-se em uma entrevista: essa foi a pior parte porque fomos novamente para uma salinha e fomos filmados como se estivéssemos em uma entrevista real. O resultado, na maioria das vezes foi bem pior do que imaginávamos e só então nos demos conta de quão despreparados estamos para qualquer tipo de mercado, seja o canadense ou brasileiro,
  • realizar "cold calls": admito que esta é a última coisa que pretendo fazer na vida. Para nós que não estamos acostumados com esse lado da cultura canadense é algo muito difícil porque você liga para as empresas nas quais deseja trabalhar em busca de emprego. Claro que tem todo um "teatro" porque você não vai simplesmente ligar e dizer que quer um emprego, você tem que dizer que está buscando informações sobre a empresa e gostaria de falar com alguém da sua área. Claro que a maioria te responde "não", mas se você conseguir uma entrevista pode ter grandes chances de aumentar sua networking e até conseguir um emprego, por que não?
  • fazer follow-up dentro de um processo seletivo: isto também é algo que sempre fiz sem sucesso no Brasil, as empresas não gostam que você fique ligando perguntando sobre o andamento do seu processo de seleção mas parece que aqui as coisas são diferentes e tem gente que consegue o emprego pela insistência,
  • responder àquelas perguntas chatíssimas que sempre te fazem nas entrevistas: "por que eu deveria contratá-lo?", "onde você imagina estar daqui a 5 anos?", "quais suas 3 principais qualidades e defeitos?", "por que você quer trabalhar para nós?", "tem alguma pergunta que você gostaria de fazer?". Para esta última a resposta é "SIM"! Isso mesmo, faça sempre umas 2 perguntas para mostrar que você tem interesse na vaga e na empresa. No Skills eles te dão as dicas de que tipo de perguntas fazer.
O curso foi de segunda a sexta durante o período da manhã. Tinha horas que eu queria morrer, sair de lá porque essas coisas são muuuuito chatas como todo o processo de busca por emprego, mas devo admitir que foi um dos cursos mais válidos em toda minha vida. Com certeza o que aprendi nesta semana será seguido por muitos anos. É também um processo de auto-conhecimento.

12 agosto 2007

Domingo no Parque

Boa tarde minhas amigas de casa, minhas colegas de trabalho. A-ai!
Fiquei um bom tempo deixando a Jeanne cuidar sozinha do blog (eu ajudava apenas com a revisão), mas hoje ela me intimou a escrever sobre o nosso fim de semana festivo. Agora que começaram as minhas entrevistas de emprego, o final de semana voltou a ser um período de descanso, por isso decidimos passear bastante.
No sábado fomos a um festival de culinária grega Taste of the Danforth. A avenida, que é bem larga, fica fechada por um bom trecho e os restaurantes da região, nem todos gregos, montam barraquinhas vendendo pratos típicos por bons preços. O souvlaki dos gregos, espetinho geralmente de frango ou carne de porco, é vendido em quase todos os restaurantes de todas as nacionalidades. Tinha até "caipirinha brasileira" e guaraná (anunciado como Antártica, mas só tinha Schin). E é claro que tinha o famoso "churrasquinho grego" (não sei como eles chamam por aqui, mas parece tão nojento quanto o do Brasil). Dos maiores que eu já vi.



Debaixo de um sol inclemente, comemos umas tiras de carne num pão sírio (pita bread) e ainda assistimos uma apresentação de dança do ventre (egípcia).


Mas estava muito quente e decidimos voltar para casa. Já tínhamos andado até o final do evento, e depois de volta ao início. O mais impressionante é que, no meio da avenida, montaram uma quadra de vôlei de praia, um pequeno campo de futebol infantil com grama sintética, uma árvore para escalada e uma pista de patinação no gelo. Como eles conseguiram gelo debaixo de 30°C eu não sei dizer, mas desconfio que era algum material sintético também.


No domingo, fomos finalmente conhecer o High Park. O Centro Cutural Brasil-Angola promoveu um churrasco de confraternização e é sempre bom conhecer mais pessoas, em especial o Gean, que só conhecíamos "virtualmente". E também é sempre bom poder comer uma comidinha mais familiar (com gosto e sem pimenta). Tinha bastante picanha e outras coisas que não se acha por aqui, como farofa e brigadeiro.
E também conhecemos gente muito legal, inclusive um venezuelano (Glen) e uma japonesa (Mai) e pudemos conversar bastante sobre as diferentes culturas e explicar algo sobre a culinária e os costumes brasileiros.
No final, foram sorteado alguns prêmios e eu ganhei um aparelho de rádio e CD portátil. Talvez seja um sinal de que minha sorte está melhorando.


No meio do churrasco começou a chover, mas tínhamos uma área coberta bem grande e a chuva nem atrapalhou, e ainda refrescou um pouco o calor insuportável que vinha fazendo durante a semana toda. É claro que, depois de comermos até não caber mais, os brasileiros já começaram a formar a rodinha de samba - com cavaquinho e tudo. Evidentemente, essa era a nossa deixa para sair de fininho. Uma coisa do Brasil de que ainda não estamos sentindo falta é da barulheira.
Como estava chovendo, não pudemos passear por dentro do parque e procurar os esquilinhos cinzas. Só vimos um, na saída, que, para a nossa decepção, era da mesma cor escura dos que temos em volta de casa.

08 agosto 2007

1, 2, feijão com arroz


Já morei fora do Brasil durante 4 anos por isso não imaginei que fosse sentir tanta falta de um feijãozinho com arroz.

Fora esse calor insuportável que tem feito desde que chegamos aqui (hoje a sensação térmica é de 36 graus) a comida tem sido o fator mais difícil para minha adaptação, não só por causa da pimenta, mas também pela falta de sabor e de coisas saudáveis.

O almoço sempre foi a minha principal refeição, portanto a mais gostosa, mais agradável e aqui eu tive que abrir mão disso para ficar entre extremos: ou como só salada ou só porcaria, não tem meio termo. Quando começarmos a trabalhar a tendência é só piorar. Preciso me acostumar a comer muffins, donuts e cereais no café da manhã, nada de pãozinho de forma integral com queijo branco e chá sem açúcar. Ah, ovos com bacon? No, thanks!

Mas como a vida não é feita só de espinhos eu consegui contornar a situação prepando minha própria comida! Sim, perdi o medo desse fogão elétrico esquisito e fiz arroz e picadinho de carne com bastaaaante cebola. Ai, que manjar dos deuses!

Bem, o arroz ficou empapadíssimo como era de esperar. Eu já havia sido alertada sobre a impossibilidade se se fazer um arroz soltinho por estas bandas.
Feijão eu não fazia nem no Brasil, então resolvi seguir a dica da Dani e comprei uma lata de Pinto Beans que me quebrou o galho.

Vocês devem estar se perguntando se a foto aí de cima é do prato que preparei. Não, ela é do Brazilian Star, um restaurante brasileiro que fica no 1242 Dundas West, em pleno bairro portuga. Me senti em casa quando vi a comida posta na mesa.

O prato com esta maravilhosa picanha na chapa sai por $14, já com as taxas inclusas e dá para duas pessoas.

Tenho falado muito sobre comida nestes últimos posts e bastante sobre o bairro Português, afinal, estamos morando nele até setembro e pretendemos explorar o que ele tem a nos oferecer, assim como fizemos com Gay Village.

Como nem só de comida vive o ser humano, estamos procurando emprego sim. Meu resume finalmente ficou com cara canadenses depois de passar dias e dias no Skills for Change.

Ontem o Pedro recebeu o primeiro telefonema de uma head hunter que deve ter achado o resume dele no Workopolis. Foram 30 minutos de tensão ao telefone, 1 milhão de perguntas e a promessa de que ela ligaria novamente. Estamos esperando.

05 agosto 2007

Andando por aí

Esta foi a primeira vez que a dona Antonieta visitou Toronto, portanto, nada mais justo do que comprar souvenirs para levar para os netos, genros, filhos e amigos e o ideal para isso é nas proximidades da Yonge x Wellsesley, bem pertinho de onde estávamos hospedados.

Além das lojas que vendem tudo a $1 tem uma lojinha especializada em souvenirs canadenses a preços convidativos. A promoção atual é de 3 camisetas por $9,99.
Se você sentir sede ou fome durante as compras basta ir na loja ao lado chamada Papaya Island, 513 Yonge.

Não se deixe levar pela aparência de boteco do local porque o dono é muito simpático e os smoothies e sucos que ele prepara são divinos. Nós tomamos um que tem de tudo: mamão, pêssego, banana, côco e mais muitas outras frutas que eu não me lembro. Um copo vale por uma refeição e você ainda tem direito a pedir um sanduíche ou sopa, tudo natural e feito com farinha integral.

Nós pedimos o chilly, que apesar do nome não tinha muita pimenta. O que eu conheço tem bastante feijão e carne moída, mas nesse eu só vi alguns grãozinhos e nada de carne, mas nem por isso estava menos saboroso.

A surpresa da casa fica por conta do açaí com guaraná "vindo direto da Amazônia". Para quem duvida aí vai a foto:

04 agosto 2007

Uma noite na Espanha

Otília e Haroldo

Hoje foi o dia de nossa primeira mudança. Logo cedo o Luiz e a Diane passaram no hotel para pegar os mais de 120 quilos que temos em malas e seguimos para nosso "homestay".

Hoje também foi dia de recebermos visitas: Otília - irmã do Pedro, seu marido Haroldo, a filha Beatriz, a d. Antonieta mãe do Pedro que veio visitar as filhas nos EUA com um porta malas abarrotado de coisas para nossa futura casa. Claro que ela voltou com ele quase cheio porque não temos como "armazenar" tudo em um quarto com mais milhares de malas. Mas o bom disso tudo é que não vamos precisar comprar quase nada quando nos mudarmos.

Como estamos próximos ao bairro Português eles fizeram questão de dar uma voltinha para conhecer o Nosso Talho, a Churrasqueira do Sardinha e todo o comércio da região. Ficamos incumbidos de levar paio pra Otília quando formos visitá-la. Espero que essa não seja uma missão impossível.

À noite, ela e o Haroldo nos levaram a um restaurante espanhol para comer "tapas".
Segundo a Otília, na Espanha as pessoas costumam jantar tarde, por volta das nove e meia da noite porque em torno das 19 horas elas se sentam em restaurantes ou bares para comer "tapas" que nada mais são dos que aperitivos.

O local escolhido foi o Embrujo Flamenco, que fica na 97 Danforth Ave. É necessário fazer reserva antes porque o local lota por causa da deliciosa comida e das danças flamencas que são apresentadas ao vivo.

Tem "tapas" para todos os gostos, inclusive o vegetariano, mas o que eu mais gostei foi o Solomillo en Salsa de Mostaza, pequenas fatias de carne de boi ao molho de mostarda suave sobre uma cama de fritas. Foi a primeira vez que comi algo gostoso nessa cidade. Pena que as porções são pequenas, por isso recomenda-se que cada pessoa peça 4 tipos de tapas.

Entre as coisas "esquisitas" da casa estão o camarão com molho de chocolate, que eu não sei se é bom porque não como coisas que nadam. Tem também o damasco envolto em bacon. Parece estranho mas eu me rendi à novidade e adorei! Até o Pedro que não gosta de damasco deliciou-se com vários pedaços.

A carne de avestruz também é saborosa. Apesar de ser considerada "branca" ela tem aparência e gosto praticamente idêntico ao da carne de boi, com a vantagem de ser muito mais saudável, o problema é o preço.

A atração da noite ficou por conta de 2 dançarinas (acho que eram legítimas espanholas) e um rapaz que toca violão enquanto elas animam o público com suas castanholas.

Ah, o melhor de tudo isso? A comida não tem pimenta!

Eu, Pedro e dona Antonieta no Embrujo Flamenco

02 agosto 2007

Já temos casa!

Sim, é verdade! A partir de primeiro de setembro seremos os mais novos vizinhos do pessoal de North York. Pensaram que iam se livrar de mim, hein?
Recebemos a notícia pela manhã e ficamos mais aliviados do que contentes porque a pior coisa é ficar nesse estado "homeless" (embora tenhamos a casa do Luiz para ficar até setembro).

Como nem tudo são flores, o dono do hotelzinho em que os cachorros estão lá no Brasil me ligou dizendo que recebeu uma proposta de emprego para trabalhar em Montreal. Pois é, mais um brazuca saindo da terrinha.
Até aí tudo bem, o problema é que ele vai fechar o hotelzinho até o meio de agosto e quem ficará homeless serão meu bichinhos.

Claro que estou desesperada com a situação, pensamos até em trazê-los para cá e deixá-los num hotelzinho, o problema é o preço que além de ser mais alto que no Brasil ainda é em dólar.

Tenho uma amiga que está tentando encontrar moradia para eles mas nada é garantido. O que me dá mais pena é eles ficarem indo para lá e para cá na mão de estranhos e ainda terem essa longa viagem até aqui. Tadinhos.

Capachinho e Piaçava homeless

31 julho 2007

Preparando o currículo

Mais uma vez passamos o dia todo no Skills for Change preparando currículos e aprendendo a fazer uma cover letter, cold calls, etc. Pode parecer besteira mas estamos em uma cultura completamente diferente da nossa então os detalhes fazem a diferença.
O dia foi tão intenso que só fomos "liberados" do Skills lá pelas 4h30 tarde mortos de fome porque saímos de casa sem tomar café da manhã e não tivemos tempo de almoçar.

Seguindo a recomendação da Paula fomos até a Churrasqueira do Sardinha que fica no 942 da Bloor St. pertinho da estação Ossington. Logo veio uma portuguesa perguntando que parte do frango eu queria e se era 1/4, meio ou inteiro. Como eu como pouco pedi meio para dividir com o Pedro, mas eis que de repente eu vejo aquele prato crescendo e ficando cheio de arroz e batata com meio frango dentro! O prato servido é gigantesco. Como não somos muito vorazes deu para comermos bem, e o melhor: tudo por $8,50!
Meu estômago agradeceu porque se você tirar a pele do frango ele não fica apimentado. Lá é exatamente como o Gean falou: a moça pergunta se você quer picante ou "doce", aí fiquei pensando "o que é um frango doce?" e logo me veio à cabeça que deveria ser um frango sem pimenta. Ledo engano, ele tem menos pimenta que o picante mas nem por isso deixa de ser ardido.

À noite saímos para visitar um apartamento pra dividir que encontrei através do Homestay Connection. So far so good, porém...aqui é que começa a parte interessante:
Chegando lá notamos que o cara tinha um sotaque diferente, parecido com o nosso, mas como ele não mencionou nada ao dizer que éramos brasileiros ficamos imaginamos de onde seria. Sim senhor, ele é do Brasil! E melhor: de São Paulo!
Calma, ainda não acabou, além de ser o dono do Homestay Connection Ele também trabalha com Java assim como o Pedro.
Foi muita coincidência de uma só vez! Mas a melhor parte de todas é que ele vai ajudar o Pedro a conseguir um emprego na empresa em que trabalha. Contando ninguém acredita.

Bom, depois de tudo isso eu só posso dizer que estamos nos mudando para lá no sábado e ainda existe a possibilidade dele vir nos buscar aqui no hotel para levarmos as malas.
Um cara tão gente boa assim só podia ser "amigo" do Gean!

Quero agradecer a todos que estão deixando recadinhos e enviando e-mails com dicas. Um agradecimento especial à Monique que talvez tenha descoberto a minha função aqui na terrinha: Technical Writer. Meu futuro roomate me disse que talvez seja Business Analist mas acho que não é o caso.
O duro foi tentar fazer a "tiazinha" do Skills entender o que é um Analista de Organização e Métodos. Bom, ela não entendeu e ainda me mandou procurar um emprego de Data Entry!

30 julho 2007

1 Semana em Toronto

Comemoramos ontem nossa primeira semana em Toronto e para isso fizemos um programinha de turista: fomos até a CN Tower e ao Lago Ontário. Não sei se foi impressão minha mas assim que cheguei ao lago senti cheiro de mar.
Começamos hoje os preparativos para encontrar um emprego, fomos ao Skills for Change para que nos orientem a fazer um resume canadense. Este serviço está disponível apenas na parte da manhã, então teremos que voltar lá. Amanhã também haverá uma palestra sobre Cover Letter e hoje assistimos uma sobre como evitar o choque cultural no ambiente de trabalho.
Uma das coisas que me chamou a atenção foi o fato de não se poder usar perfume dentro das empresas por causa de pessoas alérgicas. Acho que é por isso que tem tanta gente fedida por aí porque acho que alguns nem desodorante usam! (cá entre nós, tô achando esses canadenses meio hipocondríacos).

Saindo do Skills resolvemos dar uma volta pelo bairro Português e descobrimos a padaria Brazil na College X Dundas (1566 Dundas West St.). Acreditam que tinha coxinha??? Pena que só tinha uma senão eu teria me acabado de tanto comer. Também tomamos um cafezinho expresso com leite, ai que saudade de um bom café.

Falando em comida, amanhã estaremos lá na Dufferin de novo. Alguém tem alguma sugestão de restaurante razoável e baratinho por aquelas bandas? Pode ser brasileiro mesmo desde que não tenha tanta pimenta, hehehe.

Por hoje é só, pessoal!

Toronto sempre nos surpreende, essa é a imagem de hoje.

28 julho 2007

Fazendo amigos

O dia de ontem foi dedicado a tentativas de entregar a papelada na imobiliária. Digo tentativas porque fomos lá 2 vezes e a pessoa não estava.
O escritório fechou ao meio-dia (hora em que chegamos pela primeira vez) e só abriu às 15hs. enquanto isso decidimos explorar um pouco a região e fomos conhecer o Don Mills.

Ele é um pouco melhor que o Eaton Centre mas mesmo assim não chega aos pés dos grandes shoppings que temos em São Paulo.

À noite fomos finalmente visitar a Dani e Rafa, que eu não via há mais de 1 ano.
Jantamos em um restaurante thailandês e baratinho, o que é melhor, e lá conhecemos mais outros casais de brasileiros: Carol e Fernando, Rogério e Luci, Leo e Guta, Cris e marido (sorry Cris, esqueci temporariamente o nome dele).

Adorei o restaurante e todos que conheci mas a melhor parte foi rever a Dani depois de tanto tempo.

Depois de 1 semana só comendo sanduíche, ou até não comendo por falta de vontade, conseguimos comer comida de verdade! Estava morrendo de vontade de comer arroz. Apesar de tudo ser muito apimentado por aqui eu adorei o franguinho que pedimos.

Hoje, logo cedo, fomos à imobiliária de novo e conseguimos entregar a papelada.
Seguimos para o Kensington Market mas até chegar em casa eu estava pensando que não o havia encontrado pois estava procurando uma construção como o Mercado Municipal de São Paulo. Estava tão preocupada em saber como chegar lá, olhando mapas na internet, no metrô, que acabei me esquecendo de entrar no site do mercado e dar uma olhada, assim eu saberia que não existe construção nenhuma e que Kensington Market é o nome dado a um conjunto de ruas em Chinatown (que mais parece a 25 de Março de tanta gente que tinha na rua) com uma grande variedade de lojas.

Como já tinha ficado meio tarde e a fome apertou, resolvemos arriscar comer em um restaurante chinês por lá mesmo, o que foi uma comédia porque o garçom mal falava Inglês e entendia menos ainda! Pedimos 2 Sprites e ele nos aparece com 2 Pepsis. Eu nem quis dicutir porque tudo que a gente falava ele balançava a cabeça afirmativamente como se estivesse entendido (tá parecendo eu, hehehehe).

Hoje também experimentamos andar no streetcar, aqueles "bondinhos"que tem por aqui. Pegamos um e fomos até um B&B para negociar nossa estadia depois que sairmos daqui do flat.
O local é bonito e limpo e o preço cobrado não foi dos piores
O próximo passo agora é procurar homestays, que são mais baratas ainda. Por que não pensei nisso antes?
Se alguém conhecer alguma para recomendar nós agradecemos. Apenas exigimos cama e internet porque sem acesso não somos ninguém nesta terra ainda desconhecida.

26 julho 2007

Lavando a roupa

Lavamos roupa pela primeira vez desde que estamos aqui. Foi uma experiência nova para mim usar essas máquinas que funcionam com moedinha. Fiquei morrendo de medo que a roupa encolhesse mas parece estar tudo normal, exceto que ela saiu tão suja quanto entrou.
Como não conheço marca de nada acabei comprando um sabão "em pó" líquido chamado Purex, mas creio que ele sairá da minha lista de compras. Quanto ao amaciante....esse eu esqueci de comprar!

Tivemos nosso pedido de cartões de crédito aprovado pelo banco hoje. Na próxima semana já poderemos começar a construir nosso histórico de crédito aqui na terrinha.

Também fomos ao Prelude tentar negociar um apartamento que só vai ficar vago em primeiro de setembro. Ele é quase nosso mas para isso deveremos provar que temos um determinado valor em dinheiro. Como a maior parte ficou no Brasil (não conseguimos trocar tudo em dólares antes da viagem) tivemos que pedir aos nossos bancos que nos enviem um "atestado de idoneidade" constando todo o montante que possuímos aqui e no Brasil.

Estamos aceitando sugestões de hotéis ou B&B baratos e com internet porque não vai dar para ficar tanto tempo assim aqui no flat, principalmente porque ainda não temos emprego.

Entramos (finalmente) com o pedido do SIN. Fomos informados de que deveríamos ter recebido o formulário no landing mas como só nos deram um formulário para PR Card achamos que seriam solicitados juntos. O que importa é que já temos nosso SIN e poderemos procurar emprego a partir de agora.
Para aplicar para o SIN basta ir a qualquer Service Canada Centre. Você preenche um formulário e passa por uma entrevista única e exclusivamente para confirmar seus dados. A senhora que me entrevistou foi muito boazinha me dando dicas de emprego e um pouco de ânimo para não achar que todas as dificuldades deste início são o fim do mundo.

Vamos procurar ajuda do governo, claro, como o NOW ou o COSTI, mas não custa nada mandar uns currículos só para sentir o mercado. Digo isso no caso do Pedro que trabalha com Java. O mercado está aquecido e quem sabe o contratem sem exigir a tal experiência canadense? Bom, não temos nada a perder, se pintar um emprego será ótimo, mas se precisarmos passar pelo NOW antes no problem!

25 julho 2007

Eu acho que vi um esquilinho

Uma das minhas maiores curiosidades enquanto estava no Brasil era ver um esquilinho de perto e isso foi possível nesta semana. Fiquei impressionada com o tamanho deles, cabem na palma da mão e eu sempre achei que fossem do tamanho de um gato!

A foto não ficou boa porque eles são muito ariscos e quando você mira para fotografar eles já estão longe! Aqui na minha rua está cheio de esquilinhos iguais ao da foto, não são fofos?

Hoje fizemos um tour com a Helena (uma brasileira que já está em Toronto há 12 anos) pelo bairro português (que eu não sei exatamente onde começa e onde termina). Vimos muitas lojas com placas em português e muita gente falando o português de Portugal, ora pois!

Também demos uma passadinha pelo Duffering Mall para conhecer o tão falado No Frills. Adorei os dois! Primeiro porque o Eaton Centre não é um shopping propriamente dito, mas uma galeria gigantesca com um aglomerado de lojas e o Rabba é só um mercadinho de bairro, não um supermercado de verdade. No Duffering tem um Wal-Mart também.

Voltando a downtown fomos ver um apartamento na 50 Alexander, indicação da Alexandra. É um conjunto de predinhos que parecem bem acolhedores mas, infelizmente, só tem vaga para outrubro. Aliás, aqui pela região os apartamentos só começarão a vagar a partir de setembro (não me perguntem por quê!).

Quero agradecer a todos que têm deixado comentários e me mandado e-mails com dicas, telefones e endereços para nos ajudar nessa busca que parece interminável: Gean, Dani, Luly, Andrea, Camila, Alexandra e todos aqueles que estão torcendo por nós.

Espero em breve poder dar boas notícias a todos!

Enquanto não encontrarmos um cantinho para morar esses dois continuarão sozinhos e abandonados em um hotelzinho lá em SP. Não vejo a hora de trazê-los para cá. Quem tem animalzinho de estimação sabe como é duro ficar longe dessas praguinhas.

E pra terminar, uma loja que nos chamou a atenção em nosso passeio vespertino pela Yonge St:



24 julho 2007

Abrindo uma conta no banco

O dia de ontem foi praticamente dedicado à busca por celulares e à abertura de uma conta no banco.
Fomos primeiro ao Scotiabank já sabendo que não seria fácil fazer negócio por lá. A princípio, ficamos impressionados com um cartaz na entrada dizendo que podíamos ser atendidos em vários idiomas, inclusive Português! A moça que nos atendeu foi simpática mas descartou qualquer possibilidade de abrirmos conta lá sem termos um endereço fixo.
Chegando em casa li no folheto que ela nos deu que a falta de um endereço não te impede de abrir uma conta. Bom, pior pro banco que deixou de ganhar 2 clientes que vieram com um pouquinho de dinheiro pra deixar pra eles.

Em seguida fomos ao TD Canada Trust, que é uma espécie de Bradesco porque tem em qualquer esquina.
Quem nos atendeu gentilmente (até demais, hehehe) foi o Daniel. Deu-nos até dicas sobre operadoras de celular e nos ensinou a andar de metrô. Um amor de pessoa!
Havia outros funcionários no banco que me pareceram educados demais, assim como o Daniel. Pouco tempo depois descobrimos o motivo: estávamos em Gay Village! (rsrsrsrsrs) Na rua da agência vimos um monte de bandeiras do arco-íris, e dentro da agência também. Eles devem estar preparados para atender a esse público "seleto".
Foi por isso que tive a impressão de ter tanto homossexual por aqui, estamos no bairro deles!
Isso é muito bom porque os gays são sempre mais atenciosos, gentis e educados que os ditos "machões".

Já nos tornamos fregueses do Eaton Centre porque vamos lá todos os dias. Ontem fizemos uma pesquisa sobre as 3 operadoras que o Daniel recomendou: Bell, Telus e a Rogers.
Todas oferecem planos muito parecidos mas te amarram num contrato de 3 anos.
Hoje voltamos lá e acabamos optando por uma espécie de suboperadora da Bell chamada Solo Mobile, que torna as coisas mais acessíveis para pobres imigrantes como nós, já que não nos amarra a contrato nenhum (depois ficamos sabendo que a Rogers tem uma suboperadora parecida, a Fido Solutions, mas nem fomos atrás para evitar qualquer arrependimento, pois já tínhamos assinado com a Solo).
Como não temos histórico de crédito fomos obrigados a deixar um depósito por 6 meses e se pagarmos todas as contas em dia teremos o valor de volta no final desse período.

Seguimos para North York para procurar apartamento e solicitar o SIN.
Descemos na estação Sheppard do metrô e andamos pela Yonge Street até o número 4900.
O cara que nos atendeu parecia que tinha cheirado todas, não sabia responder uma única pergunta.
O formulário do SIN exigia um endereço mas como não tínhamos o CEP resolvemos voltar para casa e enviar o formulário via internet mesmo.

Depois fomos até o prédio da Dani mas a moça da administradora nos informou que só teria apartamento disponível para 01 de setembro. No way!
Elas nos enviou então para uma administradora no centro, a Jazz Residences on Church.
O apartamento é até bem cuidado mas caro para o tamanho e localização, fica em frente a uma igreja cheia de mendigos.
Além do mais, nos exigiram um fiador além do primeiro e último mês de aluguel. Como me disseram que essa prática de fiador é ilegal eu fiquei p* da vida com o cara e resolvi continuar minha busca.
Já fiz alguns contatos e vamos ver o que amanhã nos reserva.

Quem souber de alguém que queira alugar um apartamento de 1 dormitório para um casal de imigrantes idôneo, pobre mas limpinho, por favor ente em contato conosco!


Estas bandeiras coloridas do "orgulho gay"estão espalhadas por várias ruas aqui na região e nas mesas do banco em que abrimos conta.