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01 junho 2009

Metropass dá desconto em atrações turísticas

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A partir deste verão, usuários do TTC poderão utilizar seu Metropass para obter um desconto de 20% em algumas atrações turísticas, tais como: Toronto Zoo, Ontario Place, CN Tower, Ontario Science Centre e Casa Loma.

A medida pretende incentivar as pessoas a visitarem locais turísticos, apesar da crise; e segundo o TTC, isto não vai custar nada ao seu apertado budget,além dos custos com a divulgação do programa.

É claro que o TTC também visa ganhar com essa medida, já que espera que mais pessoas comprem o Metropass, além dos seus 250 mil fiéis usuários.
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20 janeiro 2009

TTC e-Alert



O Toronto Transit Comission (TTC) disponibilizou um serviço de alertas para possíveis atrasos e problemas em seu sistema de metrô. Eu já me inscrevi e, como o metrô dá problema TODOS os dias, estou esperando receber muitos alertas em meu e-mail.

Para se inscrever basta entrar nesta página no site do TTC. Em menos de 24 horas inscrita neste este serviço já recebi 11 alertas sobre trechos em que o subway não estava funcionando. Pelo jeito o sistema de transporte está pior do que eu imaginava:
"A section of the Bloor-Danforth Subway service is currently shut down from Jane Station to St. George Station. Shuttle buses are in service.

A section of the Yonge-University-Spadina Subway service is currently shut down from Eglinton Station to Bloor Station. Shuttle buses are in service.
A section of the Bloor-Danforth Subway service is currently shut down from St. George Station to Islington Station. Shuttle buses are in service."
Alguém já viajou no metrô que tem bancos de madeira? Isso mesmo, madeira! Quando entrei no trem nem acreditei! Definitivamente, os trens, as estações e a parte técnica precisam ser renovados.

Trem do metrô de Toronto com bancos de madeira

14 janeiro 2009

Pelados no Trem

Essa cidade continua me surpreendendo sempre. É cada uma que contando ninguém acredita!

A última foi a No Pants Subway Ride ocorrida no sábado passado onde aproximadamente 300 pessoas literalmente tiraram suas calças dentro do metrô. O evento foi considerado um sucesso, já que no ano passado apenas 100 pessoas participaram.

O pequeno grande detalhe desta aventura é que a temperatura no dia era de -9C!!! Tudo bem que os trens têm aquecimento, mas as estações costumam ser geladas.

As pessoas foram divididas em 6 grupos e embarcaram em vagões distintos partindo da Queens Park Station, mas este não foi um evento exclusivo de Toronto! Muitas cidades americanas também participaram!

O melhor foi o depoimento do funcionário do TTC no final: "It's freedom or whatever it's called....so you guys gotta do what you gotta do".

Quem sabe você não se anima a participar no próximo ano também? Só não vai vestir cueca furada no dia, hein!

Dá um olhadinha no vídeo deste ano.

27 junho 2008

Uma cidade para todos

Toronto é uma cidade friendly em vários aspectos no que se refere a homossexuais, pets, crianças e bicicletas mas não pára por aí. Pessoas que têm algum tipo de dificuldade de locomoção contam com uma cidade desenhada para elas na maioria dos casos.

Andando pelas ruas é impossível não notar a quantidade de calçadas rebaixadas e de portas de estabelecimentos comerciais que possuem um botão para abertura automática da porta.

Já as estações de metrô deixam bastante a desejar, principalmente as mais antigas que não possuem rampas nem elevadores. É praticamente impossível que alguém em uma cadeira de rodas saia do trem e tenha acesso à rua devido às imensas escadarias. As escadas também são uma barreira para a frota de carrinhos de bebês que está por toda a cidade. Muitas mães precisam de ajuda para chegar ao topo.

Escadaria de uma estação de metrô

O streetcar é ainda pior porque suas portas são tão estreitas que dificultam até a passagem de pessoas obesas, sem contar que não possuem rampa rebaixada como os ônibus.

Para contornar a situação existe um sistema chamado Wheel-trans para pessoas com dificuldade de locomoção, que as levam onde elas precisam ir. O serviço só não funciona entre 1 e 5 da manhã e o preço da passagem é o mesmo cobrado nos demais tansportes públicos.

Para usufruir deste sistema é preciso preencher um formulário e confirmar horários. Este site traz todos os detalhes.

Veículo da Wheel Trans

No inverno existe uma lei que exige que os moradores de casas limpem a neve de suas calçadas em até 12 horas, do contrário poderão arcar com uma multa de $105. Mas e os velhinhos e deficientes físicos?
Eles não são obrigados a retirar a neve da frente de suas casas, mas devem chamar um serviço público que faça isso por eles. Através do telefone (416)392-7768 você conseguirá mais informações.

Realmente é incrível como a cidade pensa em todos os seus habitantes. Claro que existem reclamações e as coisas estão longe da perfeição, mas é bom ver que o dinheiro que você paga em impostos (e olha que o preço é alto) é revertido em serviços para a população.

26 abril 2008

TTC em Greve


UPDATE 27 DE ABRIL: Os trabalhadores receberam ordem para voltar ao trabalho e às 6 horas da tarde de hoje (domingo) alguns streetcars já estavam na rua.

Pois é, um milhão de planos para o fim de semana - principalmente o de comprar uma bicicleta - e o transporte público simplesmente decide entrar em greve à meia-noite.

Quem lucrou com isso foram os cachorros, que já passearam hoje e vão passear bastante enquanto a greve durar porque teremos mais tempo para eles.

O acordo era de que avisassem com 48 horas de antecedência sobre a ocorrência de greve, mas simplesmente decidiram de uma hora para outra.

O governo está tentando fazer um acordo com os grevistas mas 65% deles já discordaram do que foi oferecido.

Enquanto isso vamos dar umas patinadas por aí.

18 fevereiro 2008

Linha vermelha do metrô de SP é a mais lotada do mundo


A linha vermelha do metrô de São Paulo é a mais lotada do mundo. A linha faz a ligação entre as zonas oeste e leste da capital paulista (clique aqui para ver o vídeo).

No ano de 2007, o trecho leste - oeste recebeu, a cada quilômetro, quase 13 milhões de passageiros. Entrar em um dos vagões da linha vermelha na hora do pico, seja pela manhã ou à tarde, é um verdadeiro desafio para qualquer passageiro.

A reportagem do Conversa Afiada percorreu alguns trechos da linha vermelha. Entre 18h e 19h a Estação da Sé, que integra as linhas azul e vermelha fica lotada. Nas plataformas de embarque os passageiros disputam espaço para entrar em um vagão da linha vermelha.

Quem não pode embarcar na primeira Estação, Barra Funda, sabe que fazer a viagem sentado é impossível. E torce mesmo é para dar a sorte de encontrar ao menos um lugar para se segurar e não cair.

O governo do Estado de São Paulo garante que investe na malha metroviária. Na manhã desta terça-feira, durante a inauguração da Estação de trem Leste-USP, o governador José Serra prometeu melhorias.

A linha vermelha do metrô de São Paulo começou a operar em março de 1979. Na época tinha apenas sete quilômetros. Hoje o trecho tem 22 quilômetros de extensão. Atende 18 estações e faz 1.141 viagens por dia.

A linha leste-oeste do metrô da capital paulista é mais cheia que o metrô de Tóquio e o de Hong Kong.

Reportagem reproduzida na íntegra.

Leia também:

22 dezembro 2007

Foto do dia

Há algum tempo eu havia passado por esta placa na estação Finch e achei muito bem humorada (e sarcástica).
Hoje passei por lá novamente e não resisti à tentação de fotografar:

Recentemente as tarifas do TTC subiram e causaram indignação em muita gente. Os rumores são de que a cidade está sem dinheiro, no entanto estão sendo implementadas uma série de "melhorias" no transporte público como já comentei neste post.

28 novembro 2007

Blackout

Logo que chegamos aqui, uma das coisas mais difíceis de aprender foi atravessar a rua: simplesmente passar da calçada para o asfalto naturalmente, sem parar para ver se vinha algum carro. Ou principalmente quando vinha um carro, pois eles sempre param para deixar o pedestre atravessar. Demorou um tempo para perdermos o reflexo condicionado de paulistano de encarar qualquer carro como um potencial assassino.
Pode ser que os motoristas tenham mais respeito e bom senso, ou pode ser que tenham medo dos processos por atropelamento. De fato, vemos muitas propagandas (amricanas, é verdade) de advogados especializados nesse tipo de acidente ("Hurt in a car? Call William Mattar!"). Por outro lado, com muitos anos de experiência como pedestre convicto, não descarto a possibilidade de que os motoristas de São Paulo tenham menos respeito porque, no Brasil, quem tem carro é necessariamente "melhor" que quem não tem, no melhor espírito oligárquico.

Hoje pude presenciar mais um fato "impressionante" em Toronto. Estava trabalhando normalmente (como todos devem se lembrar, trabalho em downtown, no Old Distillery District). Como estava implementanto uma nova funcionalidade em uma parte do programa que eu não conhecia, passei quase todo o dia estudando e fazendo testes e, quando finalmente entendi o que precisava ser feito e comecei a alterar todos os arquivos envolvidos, a energia acabou! É claro que eu ainda não tinha salvado nada... De qualquer forma, lá pelas cinco da tarde as luzes ainda não tinham voltado e fomos dispensados. Até então eu ainda pensava que fosse um problema no meu escritório, ou no prédio, quando vi que o elevador também não funcionava. Só quando cheguei no primeiro cruzamento é que percebi que os semáforos também não estavam funcionando. De fato, tratava-se de algo muito maior.
Mas foi só ao chegar no terceiro cruzamento a caminho do meu ponto do streetcar é que percebi que estava faltando alguma coisa. Era o começo do pico de trânsito, em pleno centro da cidade e ninguém estava buzinando. Ninguém mesmo! Fui até o centro, pois pego o subway na esquina da King & Yonge, onde ficam os enormes edifícios de bancos, e em todo o trajeto não ouvi nenhuma buzina. E o trânsito fluía quase normalmente. É claro que, sem os semáforos, estava mais congestionado. Entretanto, de alguma forma os motoristas sabiam quando passar e quando ceder a vez, sem muita complicação. Tentei me lembrar das inúmeras vezes em que a primeira chuvarada deixava todos os semáforos da Ibirapuera piscando no amarelo e da confusão ensurdecedora que se seguia, mas essa não é uma recordação que eu guardo com muito carinho.

Não acho que os canadenses, em particular os torontonians, sejam pessoas exemplares, e tenho visto muito individualismo e bairrismo por aqui. Porém também tenho visto que isso não impede que as pessoas sejam respeitosas. Ainda é cedo para tirar conclusões, para definir quais as regras e quais as exceções, mas, por enquanto, estou gostando do que estou vendo.

13 novembro 2007

Mudanças no TTC

Segundo o Metronews o TTC passará por uma boa reforma tecnológica que inclui um novo sistema que mostrará aos passageiros na plataforma de embarque quanto eles vão esperar pelo próximo trem. O website também está sendo reformulado e em breve será possível comprar o metropass pela internet (pelo jeito já sabemos para onde vai o dinheiro resultante do aumento das tarifas neste mês).

Gostei da idéia de comprar o metropass online mas não sei até onde é útil você saber quanto tempo vai esperar pelo próximo trem sendo que existe uma placa nas plataformas com todos os horários de segunda a domingo.

Já nos ônibus e streetcars está sendo estudada a instalação de "cabines transparentes" como aquelas que existem em alguns táxis no Brasil para proteger o motorista. A idéia é essa mesma, já que diariamente muitos motoristas relatam casos de agressões verbais e até físicas que ocorrem principalmente quando há atraso nas linhas ou alguma discussão por causa do preço da passagem.

As opiniões ainda estão divididas: há aqueles que apóiam, aqueles que acham que isso vai tirar a melhor parte do trabalho do motorista que é interagir com o público e aqueles que acham que seria melhor pensar numa solução mais criativa para evitar o atrito entre motoristas e passageiros.

Um hipótese levantada foi a possibilidade de se instalar mais câmeras e diminuir a lotação dos carros aumentando a frota. Agora sim eles estão falando a minha língua!

28 setembro 2007

Capachinho e Piaçava no Metrô


Nesta sexta-feira a Ísis e o Willy fizeram seu primeiro passeio de metrô e streetcar. Nem preciso falar que viraram a atração dentro do metrô, né?

Todos que se sentavam próximos de nós brincavam com eles, conversavam, afagavam e perguntavam se a Ísis era da raça Jack Russel Terrier. Eu nunca havia ouvido falar desse cão mas fui procurar no Google e achei essa foto aí ao lado. Não é que a Ísis parece mesmo com um Jack Russel? Mas duvido que ele seja tão praga igual a ela.

Os dois se comportaram tão bem que eu nem acreditei! A Ísis até deitou no meu colo, e olha que quando ela sai de carro fica em pé o tempo todo, nunca senta, parece um cavalo. Uma vez fomos de São Paulo ao Paraná e ela foi em pé durante as 11 horas de viagem.

A sensação de andar com cachorro no transporte público é bem esquisita, parecia que eu estava fazendo algo errado, escondido e que a qualquer momento iam pedir para eu descer mas não foi o que aconteceu. Os motoristas dos streetcars sequer olharam pra eles então fizemos nossa viagem tranquilamente. Só na volta que pegamos o metrô completamente lotado às 14h30 da tarde!!!! Aí sim foi difícil porque viajamos em pé e ainda tínhamos que ter cuidado para não pisarem nos coitadinhos, principalmente no Willy que é tão pequeno que até em casa a gente vive tropeçando nele, heheheh

Ah, as pessoas têm me perguntado sobre o apelido deles. Capachinho porque o Willy é uma bolinha de pêlos e quando deita fica parecendo um tapetinho e como ele é maria vai com as outras virou Capachinho.

A Ísis tem um pêlo duro e espetado que parece uma piaçava, daí o apelido.

Quem inventou isso? Só podia ter sido o Pedro!