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20 setembro 2009

Praias

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Dunes Beach

O fim do verão está oficialmente próximo: em 22 de setembro entramos no outono e já começamos a sentir saudade das tardes ensolaradas. Como todos sabem, o verão é uma época curta por aqui, por isso procuramos aproveitar cada minuto. Neste quase findo, viajamos pelo “interior” de Ontario e tivemos surpresas boas.


O turista que vem a Toronto acaba ficando no eixo CN Tower-Eaton Centre, e acaba não aproveitando as outras coisas boas que o Canadá tem a oferecer, o que é uma pena.

O último passeio que fizemos a convite de amigos (que já viraram nossos fiéis companheiros de viagem) foi à região de Prince Edward County, pelos arredores de Picton, Belleville e Nanaville.

Picton é conhecida pelas dunas de areia e tem as praias de água doce mais bonitas que já aqui em Ontario, com direito a ondas e conchinhas na areia. A foto é da praia de Sandbanks, que foi a mais bonitas que visitamos.

Sandbanks Beach

Outra praia muito bonita é a de Peter’s Point, que ao invés de areia tem grandes placas de pedra. E a vantagem dessas praias é que não atraem as tão chatinhas blackflies, inimigas de quem tem cottages à beira do lago. Essas regiões pelas quais estivemos viajando são bem rurais, com aqueles celeiros enormes que a gente via em desenhos animados na TV. Alguns celeiros estão caindo aos pedaços, mas outros continuam firmes e fortes, cheios de fenos para alimentar os animais.


Peter'sPoint Beach

Um colega de trabalho, nativo de Picton, me sugeriu que almoçasse no Isaiah Tubbs, um ressort à beira do lago; mas é claro que eu só fui lembrar o nome do local quando ja estávamos no caminho de volta a Toronto.

Se você tiver mais tempo, vale à pena dar uma esticadinha até Kingston e conhecer as 1000 Island, que ficam a mais ou menos 1 hora de Picton. Este passeio estava programado para este verão mas, infelizmente, teve que ficar para o próximo.

Definitivamente, Picton é um lugar onde eu alugaria uma cottage para passar uns dias tranquilos na praia. E o melhor de tudo? A praia não é salgada!
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02 setembro 2009

Yorkville e o "incidente do café"

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Yorkville

No domingo resolvemos conhecer uma creperia autenticamente francesa: Crêpes à Go-Go.

O local fica na neighborhood de Yorkville, em downtown, um lugar refinado e muito bonito, com várias opções de restaurantes e cafés europeus, especialmente franceses e italianos. By the way, tem um dos metros quadrados mais caros da América do Norte, ficando em terceiro lugar. Infelizmente estava sem minha câmera, então não pude registrar a beleza das ruas, mas consegui algumas fotos na internet dos locais por onde passamos.

Para vocês terem uma idéia de como as coisas são caras por lá, entrei em uma boutique para cães e deparei-me com uma botinha para cachorro por $125! E era praticamente igual à que meus cachorros têm e que não chegaram o custar $25. É, o bairro é para quem pode, não para quem quer.

Yorkville Park

Já a creperia é um assunto à parte. Nossa experiência por lá foi, no mínimo, engraçada.

Para começar, a dona e as atendentes são francesas, então não se espante se elas começarem a te atender em Inglês e terminarem em Francês. Uma vez anotados os pedidos, eles são solicitados em Francês no balcão.

Ao receber seu crepe, a atendente gentilmente te ensina a segurá-lo sem queimar as mãos (quase impossível), já que eles não são servidos em pratos com garfo e faca, e aí é um tal de “Attention, c’est chaud!” prá lá e pra cá.

Bom, a parte da comida transcorreu deliciosamente bem, com direito a crepe salgado e finger crepe doce, mas na hora da bebida... Eu apelidei o caso de “o incidente do café”. Vamos a ele.

Pedi um cappuccino, mas a máquina estava quebrada, então a atendente me sugeriu um café au lait, que também era feito com café espresso. Poucos instantes depois recebo meu café au lait um pouco amargo, principalmente porque eu havia provado da deliciosa e doce limonada com hortelã e cana-de-açúcar do Pedro.

Yorkville

Chamo a atentende e peço açúcar. Para minha surpresa, ela me pede para provar o café para me certificar de que realmente precisava de mais açúcar. Provo e digo que sim. Ela insiste mais duas vezes e quando eu falo pela terceira vez que eu gostaria de mais açúcar, ela some. Penso “foi finalmente buscar meu açúcar”.

Alguns segundos depois aparece sua mãe, dona do café (Madame Gogo), e a história do prova-o-café-de-novo se repete.

Indignada com minha insitência, ela me pergunta se eu havia bebido da limonada do Pedro (e diz que hortelã não "combina" com café), e me traz uma garrafa de água para limpar o paladar e provar novamente o café. Na verdade, até que ele não estava realmente amargo, mas para meu gosto eu preferia um pouquinho mais doce.

Depois de perder a conta de quantas vezes provara o café, desisti do açúcar e já me imaginei sendo escurraçada do local por pedir mais açúcar (eu não sabia se ria ou chorava da situação). Nisto, a Mde. Gogo diz que o café foi feito na medida certa para eu poder apreciar seu verdadeiro sabor, pois no Tim Hortons as pessoas pedem café e o entopem de açúcar, alterando assim seu sabor. OK, if you say so...

Fiquei um pouco assustada com a situação e me perguntando se os restaurantes na França também eram assim, mas ao mesmo tempo eu tinha vontade de rir da situação surreal que encarei com bom-humor.

Se vamos voltar lá? Mas é claro!!!! É o melhor crepe da cidade e fomos bem atendidos apesar do incidente do café, que serviu para tornar o local mais “original”.

Ah, as substituições de ingredientes dos pratos não é muito bem-vinda, mas não porque vai dar trabalho, e sim porque tudo foi criado com carinho e de forma balanceada para que você tenha uma boa experiência com os sabores. Caso ainda assim você insista, é cobrada uma taxa de $1.

Parece um local nada convidativo a uma visita, mas garanto que vale à pena e que todo mundo vai te tratar muito bem desde que você não peça mais açucar no seu café! rsrsrs
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17 julho 2009

137 coisas para se fazer em Toronto

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Se você acha que Toronto é só a CN Tower, Casa Loma, Rogers Centre ou Eaton Centre está enganado. Existe uma infinidade de coisas que você pode fazer pela cidade se não quiser pegar a estrada e ir para o interior.
As opções incluem atrações pagas ou gratuitas, em locais fechados ou a céu aberto, no asfalto, na água ou no céu, you name it!

Este site traz 137 opções para quem está sem idéia do que fazer pela cidade. É só escolher uma região e ver o que ela tem para oferecer.
Bonne chance!
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14 julho 2009

Elora e Mennonitas

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Mennonitas: foto tirada neste domingo

O Canadá não é só Toronto ou Missisauga, onde o que menos tem é canadense de verdade. É preciso viajar um pouco para se conhecer esse povo, e foi isso que fizemos neste fim de semana.

Elora é um vilarejo que fica a mais ou menos 2 horas de Toronto, perto de Guelph. Eu diria que é conhecida por seu centro histórico e pelos mennonitas que moram lá, mas o vilarejo não é propriamente “conhecido”. Quando comentei com meus colegas canadenses que eu havia estado lá, a pergunta geral foi “onde é isso?”

Downtown Elora

Saindo do miolo da GTA o que se vê são fazendas, muitas e de todos os tipos. A maioria das casas é bem espalhada, longe umas das outras. No inverno é um deserto de gelo, que apesar de bonito dá uma sensação de que não existe mais ninguém no mundo além de você. E é isso o que os mennonitas, habitantes de Elora, fazem: cultivam a terra.

Os mennonitas são descendentes diretos do movimento anabatista do século XVI, contemporâneo da Reforma Protestante.O que mais me chamou a atenção na religião deles foram as roupas e os “carros”. Eles se vestem com roupas do tempo da minha tataravó e só dirigem carroças, já que progresso e tecnologia são palavras que não estão em seu vocabulário. Eles também não utilizam energia elétrica, telefone e nem podem receber tranfusão de sangue.

Ouvi falar que a região de Waterloo também tem bastante desses habitantes pitorescos.

Carroça que os mennonitas utilizam para se locomover.

Os mennonitas bolivianos dizem que com pneus nos tratores é mais fácil para que os jovens saiam de sua comunidade para beber ou comprar bebida, por isso utilizam tratores com rodas de ferro. Quanto à eletricidade, afirmam que é um pecado, pois ela facilita o trabalho humano. Para eles, o trabalho tem que ser duro.

Veja mais fotos aqui.
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09 julho 2009

Afetados pela greve

Os servidores públicos de Toronto entraram na terceira semana de greve, com isto já superaram as duas semanas de greve que fizeram em 2002. O que mais se comenta por aqui é sobre a sujeira e o mal cheiro da cidade, mas existem outras implicações, pois a greve não atinge somente a coleta de lixo.

Esses dias vi uma reportagem na TV mostrando que mais dois aterros foram fechados porque atingiram sua capacidade máxima, no entanto, mais dois foram abertos. Em um dos aterros fechados havia uma corôa de flores e uma faixa onde lia-se “Summer 09”, ou seja, para os moradores de Toronto este verão já era, está morto. Isto porque não é somente o lixo que está deixando de ser recolhido, mas outros serviços também estão parados, chegando ao cancelamento dos fogos de artifício no Canada Day.

As pessoas utilizam bastante os centros comunitários, principalmente aqueles que têm filhos, pois lá existem piscinas, quadras de baseball, hoquei, futebol, entre outras coisas. Na mesma reportagem um pai disse que as crianças não estão mais brincando na rua por causa do cheiro horrível de lixo. Eu vi muitas latas de lixo transbordando, mas acho que não cheguei a andar nas zonas mais atingidas, pois ainda não senti este cheiro de que todos falam. Continuo dando minhas pedaladas por aí sem atropelar lixo pelas ruas.

Outro setor afetado são os serviços no City Hall. Fomos pagar o "IPTU" do apartamento na semana passada e demos de cara com ele fechado por causa da greve. Tenho um colega que está reformando a casa e precisa de uma plumber license, mas com a greve ele terá que esperar, e enquanto isso a casa vai ficar sem cozinha e banheiro, pois ele não pode fazer a instalação dos canos sem este documento.

Não é só a população que perde com essa greve, mas a economia também. O verão é a época em que a cidade recebe mais turistas, mas com serviços indisponíveis, como a balsa para as Ilhas por exemplo, a cidade perde muito dinheiro. Em uma época de crise, isso é inadimissível. Fico imaginando quantos empregos temporários deixaram de ser gerados por causa da greve.

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06 julho 2009

Toronto Beaches e Fringe Festival

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É uma vergonha, mas depois de quase 2 anos finalmente fomos conhecer as Beaches de Toronto. Como não somos muito chegados em praia, só fomos para pedalar mesmo, pois lá existe uma trilha muito boa, a Martin Goodman Trail. Saímos um pouco da trilha e chegamos perto das Ilhas.

À tarde a areia estava cheia de gente tomando sol, mas em momento algum as pessoas entraram na água, talvez por estar muito fria.

Para quem quiser dar umas pedaladas por lá é bom chegar cedo, pois a trilha fica cheia. Até o meio-dia pedalamos numa boa, mas depois ficou bem congestionado.

Como a Alexandra disse uma vez, Summer in Toronto is frustating. Eu explico: o verão é muito curto para todas as atividades oferecidas, e muitas vezes você quer estar em 2 ou 3 lugares diferentes ao mesmo tempo para conferir as atrações, mas é impossível. Desta forma, chegamos cedo às Beaches (9hs) para poder voltar cedo e assistir a uma peça brasileira de teatro no Fringe Festival.

"A Arte de Escutar" estava sendo encenada originalmente no Rio de Janeiro, mas a Southern Mirrors, que também é responsável pelo Brazilian Film Festival of Toronto, gostou tanto da peça, que resolveu encená-la aqui em Toronto. Em Inglês.

Quem me falou da peça foi a própria Juliana, que conheci quando veio visitar Toronto no inverno. Ela faz uma das personagens da peça lá no Rio de Janeiro e é uma pena que não possa vê-la atuando.

O texto é muito divertido, mas fiquei curiosa para saber o que o pessoal daqui achou, pois ela lida com alguns esteriótipos que são compreendidos por nós brasileiros, mas que aqui no exterior não sei como são encarados. Ficou curioso? Então vá conferir a peça que fica em cartaz até dia 11 deste mês.
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28 junho 2009

Brazilian Official Barbecue (BOB)

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Aconteceu neste sábado a segunda edição do BOB - Brazilian Official Barbecue, pilotado novamente pelo Berg, nosso churrasqueiro de plantão, que despede-se da terrinha gelada para continuar sua jornada na Califórnia, perto da praia e do sol. Já ficou combinado que o III BOB terá uma versão internacional lá na terrinha do Tio Sam.

Desta vez o tempo colaborou e fez sol o dia todo.
:)
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