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23 novembro 2009

Registered Retired Savings Plan - RRSP

Há meses estou para escrever este post sobre o RRSP, que é uma espécie de previdência privada canadense, mas encontrei gente com muito mais conhecimento no assunto que eu, então vou simplesmente colar aqui as informações (citando as devidas fontes, claro).

O que é RRSP? O Wagner explica direitinho no blog dele:

Existem dois tipos de poupança (savigns plan): “registered” e “non-regitered”.

Registered: são definidas pela CCRA (Canada Revenue Agency), uma espécie de Secretaria da Fazenda daqui, que permite que você economize em uma conta especial para a sua aposentadoria sem pagar taxas sobre o seu conteúdo até a data da retirada.

Non-Regitered: não tem restrições, ou seja, você pode economizar mas não recebe nenhum tipo de benefício por elas, além do mais, é necessário pagar imposto sobre os juros do investimento.

A grande vantagem da RRSP é exatamente o fato de ter suas taxas postergadas (tax deferral), isto é, você recebe uma dedução imediata sobre o valor contribuído ao fazer sua declaração de imposto de renda a cada ano, mas tem certos limites. Todos os rendimentos e ganhos de capital gerados neste tipo de poupança não pagam taxas, contrário dos demais.

Você pode depositar até 18% do seu salário bruto, ou um máximo estabelecido a cada ano pela CRA e este valor será deduzido da sua renda para fins de cálculo de imposto de renda.

Por exemplo: suponha que você ganhe $45,000. A CRA diz que você vai ter de pagar aproximadamente $11,400 de taxas, mas se você descidir colocar $10,000 em uma conta de RRSP, não será necessário pagar taxa sobre esta parte. Assim, deduzindo o valor pago agora, suas taxas seriam aproximadamente $7,800, ou seja, uma economia de $3,600 em impostos.

Existe ainda o efeito composto (compund effect): um investimento anual de $10,000 em 20 anos, com uma taxa de 10%a.a. teria um valor de $630,000. O mesmo valor aplicado em uma conta “non-regitered” teria seu rendimento reduzido a 5.14%, pois você tem que pagar imposto a cada ano, e o valor total seria de, aproximadamente, $181,000. Grande diferença a longo prazo não é?

O Gean fez um post com a gerente de um banco, e ela deu informações importantes sobre RRSP. Vale a pena visitar o blog do Gean e ler todas as outras perguntas que ele fez.

Se eu chego a um país sem trabalho, posso contribuir para o RRSP?

Não, pois o valor que você pode contribuir depende de quanto você ganha por ano.

Qual a documentação necessária para se abrir um RRSP?

Todo RRSP precisa de um SIN (Social Insurance Number), pois sem ele o Revenue Canadá não tem como saber que você tem o RRSP para poder adiar os impostos.

Onde posso abrir um RRSP? Existe uma data-limite?

Em um banco ou com um agente de investimento ou de fundo mútuo. Não há idade mínima para contribuir. Você pode contribuir ate 31 de dezembro do ano em que você fizer 69 anos.

Há outras vantagens em contribuir para um RRSP?

RRSPs existem para ajudar-lhe a longo prazo, mas em uma emergência o dinheiro está disponível. Você pode contribuir para um RRSP para seu esposo(a), permitindo a ele(a) também poupar para a aposentadoria enquanto você se beneficia dos impostos adiados. Você pode também usar até $20.000 de seu RRSP para a compra de um imóvel ou para financiar seus estudos. Seu RRSP pode também ser uma fonte de rendimento durante o desemprego provisório ou a licença de maternidade ou paternidade.

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18 novembro 2009

Walk-In Clinic

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Nesta terça-feira utilizei pela primeira vez o serviço de uma Walk-In Clinic.
Eu sabia que havia uma bem perto de casa, mas não sabia o horário de funcionamento. Desta forma, descobri que se você fizer uma busca por “walk in clinic toronto” no Google, vai encontrar vários sites com avaliação e endereços das clínicas em sua região.
Essa que fui fica na Yonge x Sheppard e funciona com hora marcada ou não, dependendo da agenda do dia.
Cheguei lá às 9h30 da manhã achando que encontraria uma fila gigantesca, mas não havia ninguém, mesmo porque a clínica é bem pequena. Infelizmente, o médico só chegaria mais tarde, então a recepcionista me pediu para voltar às 11 da manhã.
Cheguei uns 20 minutos mais cedo e havia uma pessoa na minha frente. O doutor me chamou logo, mediu minha febre, pressão, olhou a garganta e me receitou Tamiflu para minha gripe. Eu havia me queixado de uma forte e insitente dor de cabeça que já durava mais de dois dias (sinusite), e é claro que ele não poderia ter deixado de recomendar Tylenol.
Tylenol já virou até piada por aqui entre os brasileiros, pois onde quer que você vá, vão te prescrever Tylenol para tudo. E não é que funciona? O meu é Tylenol Sinus e tem ajudado bastante.

Ouvi falar de clínicas que cobram uma taxa para atendimento, mas nesta eu não paguei nada. Também não paguei nada pelo Tamiflu, que é coberto pelo OHIP.
Fora a demora em marcar consulta com minha family doctor, não tenho do que reclamar do sistema público de saúde. Para mim tem funcionado a contento.
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13 agosto 2009

Enquanto o primeiro emprego não vem

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Dizem que no Brasil as coisas só começam a acontecer depois do Carnaval (embora eu não concorde). Aqui dizem que as coisas só começam a acontecer depois de setembro, pois em agosto ainda é verão e as pessoas costumam tirar uns dias de férias para aproveitar os últimos resquícios da temporada. Muitos têm uma cottage à beira do lago, ou simplesmente fogem da cidade para dar um tempo em toda a agitação.

Para os imigrantes que chegam nesta época ansiosos para conseguir o primeiro emprego pode parecer meio frustrante, pois muitas vezes você faz uma entrevista em uma empresa e só vai fazer a segunda 3 semanas ou mais depois. Para quem está angustiado vendo o rico dinheirinho ir embora pode parecer muito tempo. Mas é assim mesmo, é preciso esperar que os responsáveis pela entrevista e contratação retornem de suas férias. Depois disso, ainda é preciso ter mais paciência, pois as vagas “urgentes” que deveriam ter sido preenchidas “ontem”, ainda levarão mais uns 2 meses para serem preenchidas. Sim, os processos seletivos costumam ser lentos por aqui. Há exceções, claro, mas no geral há que se ter paciência.

Se você está nesta situação, sugiro que relaxe e aproveite para melhorar seu Inglês e suas interview skills, fazer um curso, conhecer a cidade (há muita coisa gratuita ou a baixo custo), fazer amigos, enfim, aproveite o verão como todos fazemos nessa terra. Está achando esquisito todos darem tanta importância ao verão? Então depois do seu primeiro longo inverno de dias nublados você vai entender o que estou falando. Mas não vamos pensar em frio agora porque ainda tem algum calorzinho pela frente (espero).
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25 março 2009

Você tem saudade de quê?

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Você já está no Canadá há algum tempo, sabe mais ou menos se virar, sabe pegar ônibus para ir aonde quer, e já entende como funcionam as coisas por aqui. Digamos que você já se considera parte de sua cidade, e não mais um recém-chegado absolutamente sem a mínima noção de nada.
Com o tempo a vida vai entrando nos eixos, criamos uma rotina e vamos levando, mas as lembranças sempre nos acompanham e uma música ou cheiro pode trazê-las ao presente, e aí dizemos “ Ai, que saudade de...”.

Esses dias estávamos passeando com os filhores na Mel Lastman Square. O Pedro chegou perto de mim e perguntou se era eu que estava usando perfume. Quando perguntei por que ele queria saber se era eu, ele respondeu que é porque ele sentiu o cheiro de quando chegamos aqui. Hein??? Ah, ele sentiu o cheiro do perfume que eu usava no dia-a-dia quando chegamos aqui e isso o remeteu ao passado.

Já acumulamos várias lembranças ao longo desses quase 2 anos no Canadá e do que mais tenho saudade é do tempo que tínhamos livre para fazer novas descobertas. Sinto falta daquele “ar de novidade” em tudo que fazíamos, mas pude ter um gostinho na semana passada quando conheci um ponto da cidade pelo qual nunca tinha andado, e aí me dei conta de que ainda tenho muita coisa para descobrir.

09 março 2009

How do you say...in English?

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Ano-bisexto: leap year

A saideira: one for the road
Let's have one for the road!
Vamos tomar uma saideira!

Autoditada: self-taught
John is a self-taught musician. He learned to play the piano by himself.
John é um músico autoditada. Ele aprendeu a tocar piano sozinho.

Brega, cafona: tacky
Gary has such a tacky taste in clothes!
Gary tem um gosto tão brega para roupas!

Boca-livre: free grab
Too bad you didn't show up last night. You missed out on the free grab.
Que pena que você não apareceu ontem à noite. Você perdeu a boca livre.

Bolsa de estudos: scholarship

Burocracia: red tape
I wish they would do away with all the red tape in our company.
Gostaria que eles eliminassem toda a burocracia em nossa empresa.

Caixa eletrônico de banco: ATM (automatic teller machine)

Calejado: seasoned

Caloteiro: deadbeat

Cheque pré-datado: post-dated check

Curso de reciclagem/atualização: refresher course

Dar a volta por cima: to bounce back

Dar aviso prévio: to give notice
According to our work contract, they are supposed to give us a month's notice before they fire us.
De acordo com nosso contrato de trabalho, eles precisam nos dar um mês de aviso prévio antes de nos demitir.

Dar um pulo na casa de alguém: to drop by
I'm planning to drop by Alice's later, would you like to come along?
Estou planejando dar um pulo na casa da Alice mais tarde, você gostaria de ir junto?

Dar uma de bobo: to play dumb
Stop playing dumb!
Pare de se fazer de bobo!

Desculpa esfarrapada: lame excuse

Dia sim, dia não: every other day
Brad shaves every other day.
Brad barbeia-se dia sim, dia não.

É um abacaxi! It's a lemon!

Emprego sem futuro: dead-end job

Estar de ressaca: to have a hangover

Favela: shantytown, slum

Fazer um DOC: to make a wire transfer

Fazer vista grossa: to turn a blind eye

Filial: branch

Levar alguém a sério: to take someone seriously

Mão-de-vaca, pão duro: cheapstake

Meia-boca: cheesy, shoddy

Nariz entupido: stuffed-up nose

Novato: rookie

O cheque voltou: the check bounced

Pau-para-toda-obra: Jack-of-all-trades

Pegar em flagrante, no flagra: to catch somebody red-handed

Pegar o jeito: to get the hang of it

Procuração: power of attorney

Ralé: riffrad

Segurar vela: to be the third wheel

Trote telefônico:crank call

Um sobrado: a two-storey house
Mary lives in a two-storey house
Mary mora em um sobrado.

Uma batidinha, um arranhão (no carro): a fender-bender

Usar aparelho nos dentes: to wear braces

Virar-se: to get by
Harry can't speak English very well, but he know enough to get by.
Harry não fala Inglês muito bem, ma sabe o suficiente para se virar.
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02 março 2009

O velhinho do aspirador

Parece que esse blog inaugurou a sessão “dicas domésticas”, mas garanto que não foi intencional. Procuro divulgar os produtos e serviços dos quais gostei para poder ajudar quem futuramente venha a precisar deles.

Neste fim de semana levamos nosso aspirador para trocar uma correia que estava arrebentada. Entrei no site do fabricante, que me indicou os locais onde poderia encontrar a peça para reposição, e lá fomos nós achando que iríamos encontrar uma loja grande. Pelo contrário, a loja até tinha um tamanho razoável por dentro, mas a fachada era bem pequena, o que dificultou um pouco para encontrá-la.

Chegando lá, fomos recebidos por um senhorzinho imigrante (italiano?) muito simpático que nos deu várias dicas sobre aspiradores e sua manutenção. Ele disse que o que tenho é muito grande e pesado para o meu tamanho, e me mostrou um modelo que seria adequado.

Senti-me naquelas lojinhas de bairro no Brasil, em que você conhece o dono há 20 anos e ele a você, e sabe de todas as suas necessidades. O atendimento realmente me surpreendeu e foi o primeiro deste tipo que recebi por aqui, embora tenha ido a outros locais onde também fui bem atendida, mas apenas com cordialidade e não de uma forma “personalizada” como esta.

Comprar aspirador é sempre uma tarefa difícil porque não conheço as marcas daqui, mas aprendi a evitar os da Dirt Devil porque tive 2 aspiradores que perderam quase todo poder de sucção em 3 meses. Hoje tenho um da Bissel, que apesar de grande e pesado (rsrsrs) corresponde às minhas expectativas.

Portanto, quando você precisar comprar um aspirador, consulte primeiro o senhorzinho (não me lembro seu nome): 2029 Avenue Road – North York.

25 fevereiro 2009

Maravilhas do Mundo Moderno

Depois de férias relâmpago de 2 semanas torrando debaixo de um calor de 32C pelo menos, eis que o inverno canadense nos brinda com windchill de -20C. Bem vindos ao Canadá!

Antes de me mudar para meu apartamento, moravam aqui 3 estudantes chineses que foram embora para a China e me deixaram com tudo encardido para limpar. Seis meses se passaram e eu ainda não consegui tirar toda a gordura que eles deixaram na cozinha, principalmente no fogão; mas agora "meus problemas acabaram"! Eis que descobri o incrível Easy-Off Heavy Duty Oven Cleaner! Sim, porque o Easy-Off normal nem fez cócegas na gordura encrustada no forno.

Sabe aquelas propagandas na TV em que alguém aplica um produto, passa um paninho e o local fica limpo? Pois é, isso existe e foi o que aconteceu com meu forno!

O produto é bem tóxico e não deve entrar em contato com a pele de forma alguma, eu até liguei o exaustor porque comecei a tossir na hora de aplicá-lo.

Confira as fotos. A parte cinza é onde passei a esponja para retirar o produto.



26 novembro 2008

Saudade

Saudade dói e não tem cura, mas a notícia boa é que com o tempo a dor diminui.
Quem sai da sua terra e deixa amigos, família e lembranças, inevitavelmente vai sentir essa dorzinha, e com o tempo vai aprender a administrá-la. Tem um ditado que diz que “O tempo cura tudo” , mas não cura saudade.

Você pode decidir pôr um fim nela voltando para onde estão as pessoas que você quer bem, mas aí sentirá saudade do novo lugar que deixou para trás, não tem jeito. O ser humano cria vínculos durante a vida toda, sejam eles com pessoas, animais ou lugares. Ele sempre terá alguma coisa para lembrar e sentir falta, e é isso que em parte dá graça as coisas.
Eu morei na Bolívia há 19 anos e se disser que não sinto saudade estarei mentindo. Como eu disse, este é um sentimento incurável.

Estes dia vi uma expressão que me chamou a atenção lá no Entrevistando Expatriados. Segundo a entrevistada, que mora nos Estados Unidos há quase 4 anos, a frase é do Tom Jobim :

Viver nos Estados Unidos é bom, mas é uma merda; viver no Brasil é uma merda, mas é bom. Aqui tudo funciona, tem bons empregos, pagam bem, o pessoal valoriza seu trabalho, as ruas são limpas, não existe violência, o custo de vida é mais baixo, os produtos são mais baratos… mas falta o calor humano do brasileiro, as paisagens lindas do nosso país. E isso, já dizia Mastercard: Não tem preço. E no Brasil tem o grande problema da violência, da pobreza. Ninguém valoriza seu trabalho, ninguém quer pagar o que você merece. Você vive com medo de ser assaltado, não pode sair pra andar de bicicleta ou iPod. Não pode usar relógio em ônibus. Não há liberdade nesse sentido.”

Gostei muito do que ela disse porque é assim mesmo que nos sentimos, divididos. Bom seria se pudéssemos ter todas as coisas boas em um lugar só.

12 novembro 2008

The "STAR" Formula

"STAR" é uma fórmula usada para responder questões comportamentais em entrevistas através de 4 passos:

Situation
Task
Action
Result

Alguns preferem usar "SAR" (Situation, Action, Result) ou "PAR" (Problem, Action, Result) , mas no fundo são a mesma coisa. Mas como funciona?

Durante a entrevista você terá que falar sobre vários momentos e acontecimentos na sua carreira, como comentei no post anterior, mas não basta simplesmente jogar os fatos para o entrevistador. É necessários estruturar uma história: relatar o cenário (situation), qual era o objetivo que deveria ser atingido(Task), o que foi feito para atingir esse objetivo (Action), e qual foi o resultado (Result).

É claro que você sempre vai contar histórias com finais felizes, como aquele projeto dificílimo no qual você tinha um curto espaço de tempo para entegar e de repente, imprevistos apareceram, mas como você tem muito jogo de cintura, é um bom comunicador e sabe trabalhar em equipe, saiu tudo conforme previsto e a empresa economizou um dinheirão por causa da sua criatividade.

Alguns exemplos:

The Problem: I had a customer who did notwant to hear about the features of my merchandise because of a prior interaction with my company.

The Action:
I listened to her story and made sure I heard her complaint. I then explained how I would have handled the situation differently and how I can offer her better service. I showed her some facts that changed her mind about dealing with the company again.

The Result:
She not only bought the merchandise, but complimented how I handled her account. She is now one of my best customers.
...
The Problem: At my last job I was de Administrative Assistant for two Directors, both had thigh projects deadlines and had asked me for budget details by the end of the day.

The Action:
I asked both of them for a five-minute meeting and explained that I was unable to get all of the budget information on a day for both of them. I asked them to explains the details of the project so that we could all understand each other's priorities and deadlines. Together we decided how I could assist both of them with the most urgent aspects of their project and set up a task schedule that we could all monitor for completion on our network.

The Result: We discovered that about 15% of the information could be used for both projects and I was able to finish bot set of budget information on-time. Each director knew exactly when their information was available, and could use their time more effectively to meet their deadline.


04 novembro 2008

Interview Questions

Dando continuidade aos posts sobre job search, hoje vou apresentar a vocês um material que recebi enquanto fiz um estágio numa practice firm.

Um entrevistador deve cobrir 3 questões básicas durante o processo de recrutamento e seleção de candidatos, para isto ele vai perguntar:

1)Can you actually do the job? Is your experience, training, education, aptitude, and interest sufficient so you will be productive for more?

2) Who are you? What are you like? What caracteristics and traits do you possess?

3) Will you fit in with the others in my company/organization? Will you be part of a problem or part of a solution?

Se o entrevistador achar que as 3 respostas são favoráveis a você, então ele se fará uma quarta: how much will you cost me?

Para descobrir as respostas ele pode fazer a mesma pergunta de formas diferentes, por isso você deve ter sempre uns 2 ou 3 exemplos (quanto mais melhor) de situações concretas pelas quais você passou. Aqui vão algumas questões mais comuns em entrevistas:

Tell me about yourself? - Esta é a pergunta mais importante da entrevista porque é o momento em que você tem para fazer seu marketing pessoal, mas cuidado para não se estender muito. A resposta não deve ser muito curta nem muito longa. Sempre nos dizem que uma resposta entre 2 e 3 minutos é mais que suficiente.
Você deverá falar das suas hard skills (formação acadêmica e/ou outros cursos habilidades com softwares, enfim, conhecimento técnico) e das soft skills, que são as qualidades interpessoais necessárias para a vaga, tais como communication, problem solving, leadership, etc.
Sugerem que falemos sobre alguma situação concreta na qual estejam envolvidas todas as qualificações exigidas para a vaga. Eu acho isso muito difícil, mas tem gente que consegue.
Procure lembrar de situações desafiadoras nos projetos em que você trabalhou.

Tell me about your experience with this type of work?

Why do you want to work here?

Why did you leave your last job?

What kind of salary are you looking for? - Nunca diga um valor exato. A sugestão é dizer "I am flexible and ready to discuss an amount that is fair to both of us, and takes into account my responsibilities and qualifications". Provavelmente o entrevistador vai insistir para que você diga um valor, então o melhor seria dar uma "range between X and Y" Eu sempre uso essa frase! Suba o valor o máximo que você puder porque eles sempre tentarão te dar um valor menor, mas procure não fugir da realidade senão a empresa vai te considerar muito caro e você acaba perdendo a oportunidade.

Why do you think you would like this particular job?

What do you know about our company?

What are your greatest strenghts?

What are your weaknesses?

What 5 words would you say best describe you?

What your previous manager would say about you?

Além das questões acima e muitas outras, ainda tem as questões comportmentais, com as quais o entrevistador tenta descobrir um pouco sobre sua personalidade:

Give me an example of a time when you had to make very fast decision for something that was very critical.

Describe a time when you were faced with the most difficult problem or stressor, which really tested your coping skills. What did you do?

How do you normally plan or schedule your workday whrn you have a choice? Give a good day's schedule in your opinion.

Ordinarily, do you prefer more of an individual effort or a team effort? Dscribe one you enjoy.

Describe the most creative work related project which you carried out.

What do you do better than your co-workers?

Why should I hire you?

Do you feel that you might be under/overqualified for this job?

Explain how you showed leadership during a challenging situation.

Leia mais sobre ste assunto aqui.

Próximo post: Como usar a fórmula "STAR" em entrevistas.

03 novembro 2008

Emprego, entrevistas e mais

Vira e mexe pessoas vêm até mim para pedir dicas sobre elaboração de currículo, como se portar em entrevistas, como enviar uma cover ou thank you letter, entre outras coisas. Por conta disso, decidi começar uma série de posts para dividir com vocês um pouco do que aprendi nestes cursos de job search oferecido pelo governo.

As dicas que vou colocar aqui podem não servir para 100% das pessoas ou situações, mas vão ajudar vocês a procurar o caminho correto.

Vou começar pela famigerada "canadian experience". Como e onde conseguí-la?
Para quem ainda não está empregado existem locais onde você pode pedir orientação e encaminhamento profissional:

Coop/internship, que é uma espécie de estágio não-remunerado em empresas. Para participar de um Coop você tem que ser indicado por um consultor de algum programa como o Career Foundation ou COSTI, por exemplo.
Outro locais: Yorkdale Adult Learning Centre, Scarborough Centre for Alternative Studies, Brian Flemming Catholic Centre - Mississauga.

Volunteer, você pode prestar trabalho voluntário algumas horas por semana em algum lugar que tenha (ou não) a ver com sua área de trabalho. Dê uma olhada nos sites: Volunteer 211, Volunteer Toronto, Charity Village, Animal Volunteers, Environmental Volunteer Network, Hospitals, Toronto District School Board.

Bridging Programs, que oferecem treinamento para skilled immigrants: International Accounting and Finance Professionals (IAFP), Association of International Phisicians and Surgeons of Ontario, Teach in Ontario, Workplace Orientation for Internationally Trained Engineers - Humber, Internationally Trained Nurses.

Practice Firms, trabalho real em empresas virtuais. Você trabalha normalmente como em qualquer outro lugar, mas nenhuma operação envolve dinheiro de verdade. Pieces of History, RealCo, Sign of Times, Simplicious.

Mentoring partnership/Job Placement, geralmente um profissional de determinada área dá dicas a interessados sobre tudo o que se relaciona à aquela profissão. O Job Placement corresponde a 8 semanas de trabalho não-remunerado patrocinado pelo College Re-employment Services for International Professionals Program. COSTI, JVS, ACCESS, Job Start, Skills for Change.

Upgrading your skills, através de cursos pagos ou o que eles chamam de career bridges. Um deles é o Career Bridge, mas é necessário ter o diploma reconhecido para participar do programa.

Employment agencies and recruiters, existe uma infinidade de agências de emprego e quanto mais entrevistas você fizer com eles, melhor. Você treina suas "interview skills" e ainda fica com seu resume "circulando" por aí.

Próximo post: dicas para se sair bem em entrevistas.

22 setembro 2008

Os bárbaros na Revista da Folha


A Revista da Folha acabou nos descobrindo aqui no congelador. A matéria saiu ontem junto com o jornal Folha de São Paulo.
Para ler a reportagem basta clicar nas imagens ou aqui.
A matéria é da Ivy Farias e nossos amigos do Icebloggus e Da Terra da Garoa... também deram as caras.


10 setembro 2008

Vale a pena imigrar?

Muita gente me escreve perguntando se vale à pena imigrar e eu costumo dizer que não existe resposta para esta pergunta porque há tantos fatores envolvidos que o que acaba contando é a experiência pessoal de cada um.

João é casado, tem 3 filhos, bom salário e acaba de comprar um SUV que satisfaz suas exigências em relacão a um carro: ele pode pagar o financiamento, o carro é espaçoso para a familia que viaja muito e a marca que comprou não costuma dar problemas com manutencão.

José é recém-casado, não tem filhos e não costuma viajar de carro. Ele optou por um modelo compacto porque não tem muita necessidade de espaço. Além do mais, ele e a esposa são muito jovens, com o salário que têm seria difícil manter um carro grande, portanto a compra de um carro mais barato e econômico caberia melhor no orçamento deles. Aí vem a pergunta: vale a pena ter um SUV?

Como você viu, há muitos fatores a serem ponderados, além dos aqui citados. O que é adequado para uns pode não ser para outros, por isso sugiro que você conheça as experiências de outros e coloque-se no lugar deles. Você estaria disposto a passar pelo mesmo e a abrir mão de muitas coisas e pessoas que hoje são fundamentais na sua vida? Há outras questões a serem feitas e respondidas. Por exemplo, você estaria disposto a:
  • abrir mão do conforto e da segurança material que tem hoje?
  • ficar longe da família e amigos?
  • aceitar mais "não" do que "sim"?
  • enfrentar um inverno longo e rigoroso?
  • adaptar-se a culturas diferentes e respeitar essas diferenças, por mais que elas lhe incomodem?
  • ser forte para superar os inúmeros obstáculos que aparecerão?
  • ter paciência e perseverança para conseguir um novo emprego onde muitas vezes sua experiência anterior será negligenciada?
  • dar 2 passos para trás em sua carreria para dar 1 adiante?
Enfim, será que você está disposto a começar tudo de novo com novas regras que você ainda não conhece? Você terá que reaprender a dirigir, a ir ao supermercado, ao médico, a lidar com a escola e os novos amiguinhos dos seus filhos, etc. É um novo mundo a ser descoberto e as possiblidades são infinitas, mas o preço é alto. Você esta disposto a pagá-lo?

Lembre-se que se sua resposta for "sim" você deverá estar preparado tanto para o sucesso quanto para o fracasso. Você não poderá vencer sempre, algumas batalhas serão perdidas e só cabe a você decidir se vai entregar os pontos ou lutar pela vitória.

Este é só o início de seu questionamento. Perguntas muito mais profundas e complexas surgirão no decorrer da sua avaliação.
Pense nisso.

01 setembro 2008

Primeiras Impressões sobre Toronto

Você se lembra quais foram suas primeiras impressões sobre Toronto? Lembro-me que em minha primeira semana por aqui essas foram as frases que mais me marcaram:

1) Os prédios são tao parecidos, todos quadrados (no caminho do aeroporto para Toronto)

2) Quanta gente na rua! Quanto japonês! (“Nao é japonês, é chinês!” O Pedro me corrigindo)

3) Quanto verde, que ruas lindas! (sobre as ruas próximas ao nosso flat, na Isabella St., em Downtown)

4) Será que só tem fritura e comida gordurosa por aqui? (sobre os inúmeros “restaurantezinhos” existentes na Yonge St. em Downtown; a maioria eram asiáticos)

5) Que frutas lindas e grandes! (a primeira vez em que entrei no Rabba e dei de cara com morangos suculentos e uma infinidade de berries)

6) Como tem homossexuais em Toronto! (eu ainda não sabia que estávamos hospedados em Gay Village)

7) Ninguém fala Inglês nessa terra? (espantada por ouvir de tudo no metrô, menos Inglês)

8) Como o metrô é sujo (quem mora aqui sabe que as pessoas deixam copos de café e principalmente jornais espalhados no chão dos trens do metrô)

9) Como faz calor nessa cidade! (chegamos no meio de um verão escaldante)

10) Acho que vou gostar de viver aqui (foi amor à primeira vista pela cidade)

E você? Quais foram suas primeiras impressões sobre Toronto (ou outra cidade do Canadá)? Será que você ainda se lembra?

28 agosto 2008

Mudando de casa

Fazer mudança aqui não é tão fácil como no Brasil porque a mão-de-obra é cara, portanto, quem vai fazer toda a parte pesada será você mesmo.

A primeira coisa a fazer é alugar um caminhão. Várias empresas como U-Haul, Budget e Discount fazem esse serviço e ainda vendem outros acessórios como plástico bolha, caixas de papelão e até alugam carrinhos para carregar coisas pesadas (chamam-se dolly).

Se você mora em apartamento, reserve o elevador para o dia da mudança nos dois edifícios e faça o horário do término da reserva do primeiro coincidir com o início da reserva do local de destino.

Uma semana antes providencie a mudança de endereço de todas as suas correspondências. O Canada Post oferece um serviço por $35 para encaminhar para o novo endereço, durante 6 meses, todas as suas correspondências que forem enviadas para o endereço antigo. O melhor é que o serviço pode ser contratato pela internet. Junto com isto ele também fornece uma tabela de coisas que você tem que fazer antes, durante e depois da mudança, como contatar os diversos órgãos para atualização de endereço (banco, escola das crianças, driver’s licence, luz, telefone, family doctor, veterinário, etc).

E onde conseguir caixas de papelão? As empresas que citei acima vendem todo tipo de caixa, assim como a IKEA, mas se você não quer gastar um dinheiro desnecessário pode consegui-las em estabelecimentos comerciais como o LCBO ou ate através de classificados na internet. Algumas pessoas doam suas caixas depois que se mudam.

Nós achamos caixas da U-haul inteirinhas e praticamente novas na salinha de recicláveis do nosso prédio. Depois de usadas, a U-haul recompra suas caixas mediante a apresentação do recibo de compra.

Uma coisa que tinhamos em mente desde de que chegamos é que não ficaríamos muito tempo no apartamento que alugamos, portanto, compramos o mínimo de coisas possível para não dar muito trabalho na hora de nos mudarmos.

Agradeço ao Claudio que nos ajudou a carregar e descarregar o caminhão. Sem ele não teríamos conseguido retirar tudo do apartamento nas 2 horas em que tivemos direito à reserva do elevador. Valeu! Conte conosco quando chegar sua vez!

12 agosto 2008

Family Doctor II


Como comentei no meu penúltimo post, hoje fui me consultar com a minha pretendida family doctor, mas infelizmente não fui aceita por causa de uma política da clínica.
Antigamente, quando os pacientes não gostavam de um médico (provavelmente o meu) podiam mudar para outro da mesma clínica, mas deu confusão (provavelmente meu médico ficou sem pacientes) e eles não permitem mais que isso aconteça. Uma pena porque passei com esta médica e uma outra e achei as duas excelentes, consultório limpinho, comunicativas e interessadas; exatamente o oposto da múmia do meu family doctor.

Apesar do site e de recentes pacientes dela dizerem que ela está aceitando novos pacientes, a secretária e ela me juraram que não, e mesmo que ela estivesse, eu não seria aceita por causa da política da clínica.

De qualquer forma, entrei em um site para busca de family doctors e consegui marcar para outubro uma consulta com uma family doctor aqui pertinho de casa. Portanto, um pouco antes de vocês completarem 3 meses no Canadá (que é o tempo de carência do OHIP) sugiro que já vão procurando um family doctor porque não é fácil encontrar.

Eu consegui essa múmia logo na primeira tentativa, mas tenho procurado por outro desde a primeira consulta com ele (rsrsrsrs) há 10 meses.

Para ajudar na busca, guardem com carinho o site acima e o Rate MDs.com, que passei também no penúltimo post. Ele tem a avaliação dos médicos de Ontario e os comentários costumam ser de pacientes. Eu já botei a boca no trombone por lá.

22 julho 2008

1 Ano!


Há 365 dias chegamos a Toronto com 6 malas cheias de sonho, esperança e uma interrogacão enorme.

Viemos preparados para recomeçar uma nova vida na qual o mais importante seria nosso bem-estar, ou seja, buscávamos qualidade de vida.

Abandonamos as zonas de conforto material e social para encarar um novo mundo que nos acolheu e que hoje podemos chamar de casa.

Não foi fácil e de vez em quando ainda encontramos algumas pedrinhas pelo caminho, mas aos poucos estamos conseguindo transformar as frestinhas que encontramos em grandes portas abertas.

Ao chegar, olhávamos para frente e víamos uma infinidade de coisas a serem conquistadas; hoje podemos olhar para trás com orgulho do que conquistamos.

A saudade da família e dos amigos continua grande, mas aprendemos a conviver com ela. Ainda temos muito a aprender e a descobrir porque este primeiro ano foi de adaptação. É preciso continuar batalhando diariamente porque as coisas não vêm fáceis ou de graça. É preciso fazer escolhas e muitas vezes, abrir mão de algo agora para poder ganhar no futuro.

Se pensamos em voltar ao Brasil? Só para visitar família e amigos. Nossa casa é aqui.

03 junho 2008

Tem horas que dá vontade de socar alguém


Eu não ia fazer um post sobre isso mas me senti na obrigação de dividir minha experiência com futuros aspirantes a imigrantes e mesmo com os imigrantes que já estão por aqui.

Muita gente acha que a vida aqui é fácil e que se você é da área de IT vão chover ofertas de emprego para você. Essas pessoas apenas se esqueceram que elas são imigrantes e isso torna as coisas um pouco mais difíceis para nós, mas não impossíveis.

Um dia desses passei por uma situação cujo adjetivo ainda não consegui encontrar para qualifiquá-la. Claro que a gente pensa nos piores, inclusive em palavrões, mas nisso eu penso depois.

Entrevistas de emprego são uma das coisas mais chatas nesse mundo e sempre que me aparece uma eu tomo como uma oportunidade de treinar minhas "interview skills". Pois bem, lá estava eu conversando com um recruiter de uma agência de empregos que me ligara alguns dias antes dizendo que tinha uma oportunidade que ele achava que seria muito boa para mim.

Quando esses caras te ligam, geralmente é verdade que eles estão procurando pessoas para uma vaga real, mas algumas vezes eles só querem colecionar currículos para cumprir com sua obrigação. Acho que este foi o caso desta entrevista.

De qualquer forma, como eu disse, sempre vejo estas situações como oportunidade para melhorar a forma como vou vender meu peixe.

Lá pelas tantas entra o assunto do salário e ele me pergunta qual seria o valor mínimo por hora que eu aceitaria. Disse um valor e ele achou que era razoável. Por ser um valor mínimo, era menos do que eu ganhava no último emprego, afinal, como ele mesmo disse, por menos que esse valor ele não precisaria nem se incomodar em me ligar. Inicialmente não trabalhamos com valores exatos em negociações de salários, mas com uma range.

Pois é, não sei se ele tinha uma vaga que pagava bem abaixo do que o mínimo que exigi ou se ele era só babaca mesmo, a questão é que ele me veio com a história de que apesar de eu ter escolhido uma range razoável, dificilmente eu conseguiria ganhar o mínimo porque não tenho muito tempo de experiência de trabalho canadense. Sim, TEMPO de experiência! Ele não falou nem em ALGUMA experiência, e essa eu nunca tinha ouvido.

Claro que fiquei indignadíssima e pedi para ele me explicar então o valor do salário do meu último emprego que era bem acima do valor mínimo em questão. Foi aí que o idiota se calou e não teve como continuar a conversa. Ironicamente eu disse a ele "Talvez tenha sido sorte, né?".

O cara simplesmente ignorou os quase 10 anos de experiência de trabalho que tenho, levando em conta apenas meu pouco tempo de experiência de trabalho canadense, que segundo ele, não chega a 1 ano. Claro que não! Eu cheguei aqui há 10 meses, para mim é humanamente impossível ter 1 ano de experiência neste país!

Eu já estava quase soltando um "This is bullshit" quando me lembrei que devemos ser "polites" e que você nunca sabe o dia de amanhã, então, por mais babacas que sejam as pessoas, trate-as bem. Um dia elas poderão ser o presidente da empresa em que você quer trabalhar.

Enfim, ainda não consegui engolir esse sapo e toda vez que me lembro da situação ela me parece irreal. Sabe quando seus ouvidos não acreditam no que ouvem?

E vocês? Alguém já passou por uma situação desse tipo?

10 abril 2008

Centennial College

A exigência de "experiência de trabalho canadense" não é um mito, mas um fato. Cada vez vejo mais e mais o assunto sendo abordado nos meios de comunicação e nos programas de ajuda a new comers.

Para aqueles que já possuem um diploma de outro país, o Centennial College conta com um programa para dar uma "turbinada" no currículo e acelerar a conquista do primeiro emprego no Canadá.

Um desses programas é o FTTO - Fast Track to Technology Occupation - destinado a ajudar profissionais a ir de encontro às expectativas dos empregadores através de qualificação profissional, melhora do idioma e contextualização do aluno no ambiente de trabalho canadense.

O College também conta com um programa de Engenharia Tecnológica (ou da Tecnologia?) e Ciências Aplicadas (SETAS), que acelera a obtenção de um diploma cujo curso duraria 3 anos. Além do curso ter uma duração menor também há a possibilidade de você ser encaminhado para um Co-op job no final.

Os candidatos devem passar pelo programa Bridge-to-Work para melhorar o Inglês e algumas technical skills. Ele dura 7 semanas e é totalmente gratuito (o governo de Ontario paga a conta).

Feito isto, o candidato poderá então entrar no segundo ano de um curso de Arquitetura Tecnológica (ou da Tecnologia?), Biotecnologia, Ciências da Computação e muito mais.

Para mais informações:

e-mail: ftto@centennialcollege.ca
telefone: (416) 289 5000, ramal 8227

20 março 2008

LINC - Language Instruction for New Comers to Canada

Language Instruction for New Comers to Canada é o famoso "curso de Inglês" (ou Francês) que imigrantes com pouco ou nenhum domínio do idioma podem fazer ao chegar por aqui.

São elegíveis para o programa: permanentes ou landed immigrants e convention refugees.

É necessário ir a um Assessment Centre para se inscrever e ser encaminhado ao nível que você se encaixa. Para isso é feito um teste pelo YMCA LINC Assessment Centre.

Existem vários horários de aulas, sejam elas em dias de semana, à noite ou aos sábados, meio período ou período integral de acordo com sua necessidade/disponibilidade.

Algumas universidades e community colleges também eferecem o curso, basta você se informar diretamente com elas e perguntar sobre a taxa a ser paga, caso seja aplicada.

Alguns Centros dispõem de creches gratuitas para filhos de alunos durante a duração do curso.

O curso é destinado a todos os membros da família e não somente àqueles que estão em busca de emprego.

Para mais informações ligue 1 888 242-2100.