Mostrando postagens com marcador Opinião. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Opinião. Mostrar todas as postagens

26 outubro 2009

O que comemos aqui que não comemos lá

.
Este é um dos assuntos sugeridos por vocês. Como estou meio sem tempo e com bastante preguiça, vou falar sobre algo que não exija pesquisa. A Leticia perguntou sobre a nossa alimentação, se já incluímos pratos “locais” ao nosso cardápio e quais seriam nossos favoritos.

No caso do Pedro, qualquer junk food com bastante carboidrato tá valendo. Ele adora o Baconator do Wendy’s. Não que eu não goste de porcaria, mas não fui agraciada com um corpinho esbelto como o dele, que não engorda com milhares de calorias além do necessário. Portanto, limito bastante a ingestão de carboidratos, frituras e outras gostosuras que só nos fazem engordar.

E falando em carboidrato, adoramos massa, seja ela qual for, e aqui viramos fãs do molho Alfredo, que era quase impossível de encontrar no Brasil.
Aqui é muito comum comer macarrão com vegetais, tais como brócolis e cenoura. Acho uma alternativa mais saudável e menos calórica à nossa tradicional macarronada italiana cheia de molho de tomate.

Sorvete, só compramos Hagen-Daz, já que vira e mexe está em promoção no mercado e dá para levar 3 potinhos por 10 doletas.

Molho Barbecue: virou amigo do nosso franguinho ao forno. Na categoria frango, aderiamos às chicken wings (sem pele) que são adoradas pelos canadenses também. Existem “restaurantes” especializados no assunto e que só servem chicken wings.

Bagel: substituiu meu pãozinho com manteiga na chapa. Claro que não é a mesma coisa, mas quem não tem cão, caça com gato.

Donuts: adoramos as famosas rosquinhas do Tim Hortons. Engraçado mesmo é quando estamos tomando nosso chocolate quente e aparecem policiais para comprar as "rosquinhas". Sempre me lembro das sátiras nos filmes com esse tipo de situação.

Também passamos a apreciar pratos de outros países que são muito comuns aqui:
  • Cozinha indiana: adoramos o butter chicken (frango com molho de tomate e um monte de especiarias) e o chicken biryani (arroz bem temprado com pedaços de frango).
  • Cozinha japonesa: o pessoal do trabalho me ensinou a gostar de ramen, uma sopa de noodles e alguma outra coisa que você escolher para adicionar à ela. O caldo tem um gosto forte de alho que eu adoro!
  • Cozinha koreana: todos já devem ter ouvido falar do korean barbecue. Tem um restaurante aqui perto de casa muito bom (não lembro o nome).
  • Cozinha thailandesa: embora a maioria dos pratos sejam pra lá de apimentados, alguns são parecidos com o nosso. É uma opção barata e alternativa ao fast food. Costumamos pedir um “picadinho” de frango ou de carne, acompanhado de arroz. O prato dá para 2 pessoas e saiu por $13, já com tip inclusa.
  • Cozinha mexicana: pagávamos uma fortuna para comer chilli no Brasil. Aqui vendem baratinho no Wendy’s. Também passamos a apreciar as quesadillas, “fajitas” e tacos.
  • Cozinha “canadense”: acho que esta está mais para americana, mas tudo bem. É possível encontrar pork ribs com molho barbecue em qualquer lugar, tipo aquela di-vi-na do Outback. Eu, infelizmente, não posso comer carne de porco porque passo mal, mas uma vez por ano eu encaro as consequências.
.

.

08 outubro 2009

Online ou Presencial?

.
A quantidade de cursos de curta e longa duração oferecida nos Colleges daqui de Ontario é simplesmente enorme, e muitas vezes fica difícil escolher um só.

Eu já estou na metade do meu terceiro (de seis) curso online na Humber e posso dizer que ele não deixa nada a desejar aos cursos presenciais. Assim como os cursos presenciais, a audiência e ritmo da aula variam. Meu primeiro curso foi bem dinâmico, com um pessoal brincalhão e um instrutor bem descontraído. Eu nem via os 60 minutos do live chat semanal passarem.

Com o segundo instrutor a coisa foi dinâmica também, mas ele era mais sério e todo metódico. Sempre que divulgava as notas dos assignments enviava um e-mail para todos dizendo qual foi a nota mínima, média e a máxima (sem divulgar nomes), então você tinha uma base de como estava indo em relação aos demais do grupo.

Esse terceiro já é completamente diferente, totalmente sério, não aceita brincadeiras ou piadas durante ou antes da aula, e é devagar, muito devagar (boring mesmo). Ele é tão parado que eu fico fazendo outras coisas durante o live chat (cozinhando, limpando, zapeando a internet, brincando com os dogs, vendo TV, etc) enquanto ele responde à pergunta, pois vai demorar pelo menos uns cinco minutos até a resposta aparecer escrita na minha tela.

No dia 17 eu começarei o meu quarto curso (u-hu, aí só faltarão mais 2 para eu me formar!), que será o único presencial. Não se preocupem que eu venho aqui escrevre o que estou achando.
.

22 julho 2009

2 years in Canada, eh?

.
Há 2 anos chegamos aqui mais perdidos do que cachorro em dia de mudança sem saber o que o futuro nos reservava. Um ano se passou e ficamos orgulhosos de ver quanta coisa havíamos conquistado até ali, mas ainda havia muito mais pela frente.

E novamente mais 1 ano se passou, e cá estamos nós comemorando 2 anos no Canadá. O que mudou, o que aprendemos? (Vou falar de Toronto).

1) que o canadense é divertido e bem-humorado

2) que canadense te atende bem quando você é cliente/consumidor, já o imigrante não te atende tão bem assim

3) que canadense obedece leis e regras, mas se você sair da linha ele vai se meter na sua vida e rodar a baiana porque você está desobedecendo uma regra

4) que quando você vai para uma cidade no interior todo mundo te cumprimenta na rua, mesmo sem te conhecer

5) que canadense adora cachorro, desde que os cachorros não morem em apartamentos

6) que pedreiro ganha muito mais que muitos trabalhadores de colarinho branco

7) que pegar black ice na estrada é muito mais perigoso do que imaginávamos

8) que quando o pára-brisa do seu carro ficar cheio de gelo congelado por causa da freezing rain é só deixar o ar quente ligado por alguns minutos que ele derrete

9) que aqui também tem corrupção, mas em escala muito menor que no Brasil

10) que aqui tem muito mais comida congelada pronta (e gostosa) do que no Brasil

11) que quando você quer fazer uma torta de maçã basta ir ao mercado, comprar a massa pronta e o recheio em lata. Coloca o recheio na massa da torta e aquece. Está pronta!

12) que aqui tem comida boa, mas você tem que ter dinheiro e paciência pra procurar

13) que comprar café é uma tarefa complicada dada a infinidade de opções entre sabores, torrefações e países de onde os grãos são provenientes

14) que aqui come-se muito, peixe, muita carne de porco e muito ovo (e eu não como nenhum dos três!)

15) que é possível andar de bicicleta na maioria dos lugares sem ser atropelado

16) que existem mais parques na cidade do que você tem condições de conhecer em um único verão

17) que trabalhando, todo mundo tem oportunidade de crescer materialmente

18) que é possível combinar transporte público com iPod, celular e notebook sem medo de ser assaltado

19) que policiais comem rosquinhas sim!

20) que não queremos voltar a morar no Brasil.

17 dezembro 2008

Neve...e silêncio


Se tem uma das coisas que mais gosto quando neva bastante é o som que a cidade produz. Vou explicar.

Não sei se é impressão minha, mas depois que pára de nevar e a cidade está todinha branca, eu acho que os sons urbanos ficam um poucos "abafados" e isso me traz uma sensação boa, de tranquilidade.

OK, vocês vão dizer que é porque as ruas ficam mais desertas e os carros andam em baixa velocidade, produzindo menos ruído. Pode até ser, mas vocês hão de concordar comigo que alguma coisa muda, não é mesmo?

Olhando para esta foto eu quase consigo ouvir o "som do silêncio" que estava na rua pela manhã:


Tudo deserto, sem passarinhos fazendo algazarra nas árvores, e nem os habituais cachorrinhos saíram para seus passeios matinais.


Da próxima vez que nevar bastante (parece que não vai demorar muito), tente reparar nos sons que você ouve na rua e me diga se você notou alguma diferença.

A minha explicação para este "fenômeno" é que talvez a neve "filtre" um pouco dos ruídos, tornando a cidade mais silenciosa. Quem entender desse assunto pode confirmar minha teoria ou dizer se estou realmente viajando nas idéias.

02 dezembro 2008

Uma luz no fim do túnel


Os imigrantes - na verdade não somente eles - ficaram isatisfeitos com a vitória do partido Conservador nas eleições canadenses, e quando todos achavam que tudo estava perdido (principalmente por causa da maledeta lista das 38 profissões de alta demanda da qual falei no post anterior) eis que ocorre uma reviravolta e o Partido Liberal ganha destaque na cena política.
Para saber sobre essa confusão sugiro que você leia o post da Alexandra, que inclui links para o assunto.

Claro que a novidade despertou a pulguinha na minha orelha, e a pergunta que não quer calar é: “haverá novas (boas) mudanças nas regras de imigração?”
Será que essa “lista das 38” vai vingar, ou vão descobrir um jeito mais justo e eficaz de trazer imigrantes qualificados?

Olha, essa lista daria um post à parte porque ela mais confunde do que esclarece. Como que um pedreiro ou um encanador pode ser um skilled worker...no Brasil? Como que ele vai conseguir a pontuação necessária para passar no processo? E este é só um dos poucos casos não esclarecidos.
O Pedro acha que o Canadá não está com foco nos pedreiros brasileiros, mas nos indianos que já possuem Inglês em seu sistema de ensino. Eu realmente não sei se é isso, e sinceramente, não me informei se para ser pedreiro na India precisa de curso superior.

O que sei é que achei essa lista absurda e uma tremenda falta de respeito e consideração com que aplicou depois de 27 de fevereiro. Na época da aplicação as regras ainda não haviam mudado, portanto, acho que eles deveriam fornecer o visto a estas pessoas...ou então deveriam ter parado de aceitar novas aplicações até que as novas regras fosses estabelecidas. Mudar tudo no último minuto do segundo tempo é sacanagem!

08 setembro 2008

O Canadá te fez bem?


Tenho mania de constantemente reavaliar minha vida, olhar para o passado e ver o que vou fazer com o futuro.
Apesar do feriado prolongado ter sido meio corrido por conta de (tentar) colocar tudo em ordem em casa, tive um tempinho para refletir e constatar que minhas idas ao médico são muito raras desde que cheguei aqui.

No Brasil eu vivia doente, pegava resfriados direto e minha imunidade estava sempre baixa. Há 1 ano estou aqui e nunca peguei um resfriado, mesmo com todo aquele frio do ano passado. Sinto-me mais disposta para o dia-a-dia e faço planos para o fim de semana.

O Canadá é o responsável por esta mudança? Em parte eu diria que sim porque meu nível de stress não está mais nas alturas, não tenho medo de andar na rua ou de ser assaltada no transporte público. Hoje moramos em um apartamento térreo com saída para a rua e a porta da sala fica constantemente aberta. Minha única preocupação é que os cachorros fujam.

Antes de vir para cá eu sentia medo o tempo todo, não respeitava os limites de velocidade ou semáforos vermelhos durante à noite, evitava até sair. Durante o verão derretia dentro do carro, que não tinha ar condicionado, porque tinha medo de abrir a janela e ser assaltada, como ja ocorrera outras vezes.

Por muito tempo tentei mudar de emprego mas não consegui encontrar nenhuma oportunidade que valesse à pena, portanto, o trabalho era outro ponto de stress. Trabalhar em algo que você não gosta com pessoas que você gosta menos ainda fazem da sua vida um martírio constante.

Estou no meu terceiro emprego no Canadá e não tenho muitas queixas. Elas sempre existem claro, porque nada é perfeito, mas o clima de respeito que sempre existiu em todos eles me faz sentir confortável e, felizmente, meus colegas de trabalho são legais.

Toronto é uma cidade pequena se comparada a São Paulo e muitas vezes você tem a impressão de estar vivendo em uma cidadezinha de interior mesmo, pelo menos aqui em North York onde muitos estabelecimentos comerciais não ficam abertos até mais tarde. Várias vezes cheguei ao restaurante às 9 ou 10 da noite e me deparei com as portas fechadas.

Acho que no fundo era isso que eu queria: uma cidade pequena com cara de cidade grande, mas nem por isso deixo de sentir falta de São Paulo, que apesar de todas as suas malezas ainda continua no meu coração.

01 setembro 2008

Primeiras Impressões sobre Toronto

Você se lembra quais foram suas primeiras impressões sobre Toronto? Lembro-me que em minha primeira semana por aqui essas foram as frases que mais me marcaram:

1) Os prédios são tao parecidos, todos quadrados (no caminho do aeroporto para Toronto)

2) Quanta gente na rua! Quanto japonês! (“Nao é japonês, é chinês!” O Pedro me corrigindo)

3) Quanto verde, que ruas lindas! (sobre as ruas próximas ao nosso flat, na Isabella St., em Downtown)

4) Será que só tem fritura e comida gordurosa por aqui? (sobre os inúmeros “restaurantezinhos” existentes na Yonge St. em Downtown; a maioria eram asiáticos)

5) Que frutas lindas e grandes! (a primeira vez em que entrei no Rabba e dei de cara com morangos suculentos e uma infinidade de berries)

6) Como tem homossexuais em Toronto! (eu ainda não sabia que estávamos hospedados em Gay Village)

7) Ninguém fala Inglês nessa terra? (espantada por ouvir de tudo no metrô, menos Inglês)

8) Como o metrô é sujo (quem mora aqui sabe que as pessoas deixam copos de café e principalmente jornais espalhados no chão dos trens do metrô)

9) Como faz calor nessa cidade! (chegamos no meio de um verão escaldante)

10) Acho que vou gostar de viver aqui (foi amor à primeira vista pela cidade)

E você? Quais foram suas primeiras impressões sobre Toronto (ou outra cidade do Canadá)? Será que você ainda se lembra?

13 agosto 2008

O que trazer - Parte II

O Paulo Melo fez um comentário em um post antigo e achei a resposta do Pedro tão boa que resolvi publicar como um outro post.

Peço que vocês nos enviem perguntas por e-mail ou então nos informem um e-mail para darmos retorno.

A pergunta era se valia a pena trazer eletrônicos para o Canadá, tais como aparelho de DVD e home theatre.

Se vale a pena trazer esses aparelhos vai depender de várias coisas:

1- Cabe na mala? Não vai tirar o espaço de coisas mais essenciais? Se você acha que consegue viver algumas semanas sem um DVD com home theatre, talvez tenha coisas mais importantes para trazer. E pode aproveitar essas semanas para conhecer a cidade, passear pelos parques, procurar uma boa casa etc.

2- Você consegue vender antes de viajar? Se conseguir vender aí por um bom preço, nem preciso lembrá-lo que aparelhos melhores e mais modernos estão sempre aparecendo no mercado, seja no Brasil, seja no Canadá.

3- O preço de um equivalente aqui vale a pena? Para ver o preço dessas coisas por aqui, você pode entrar no site da Future Shop (
www.futureshop.ca) ou da Best Buy (http://www.bestbuy.ca) só para citar dois exemplos.Compramos um DVD + home theatre bem baratinho, da marca mais simples, e com a desconto por já ter sido aberto, numa Best Buy nos Estados Unidos quando fui visitar a minha irmã. Mas quem não quiser economizar tanto, pode escolher entre vários modelos disponíveis.E quem tiver mais coragem pode ir no Pacific Mall (www.pacificmalltoronto.com), no meio de um bairro chinês no fim da cidade, que é uma espécie de Galeria Pajé daqui. Eu mesmo ainda não tive essa coragem.

Em geral, eu me preocuparia mais com coisas que não têm equivalente aqui, como certas roupas, calçados e livros, do que com coisas que são iguais no mundo todo, como eletrônicos.

14 maio 2008

Toronto não é mais a mesma

Toronto está deixando de atrair turistas como atraía há 10 anos, segundo um estudo da University of Guelph.

Os turistas estão deixando de colocar a cidade na sua "must see list" porque acham que não vale a pena gastar dinheiro por aqui. 70% das pessoas que visitaram Toronto em 1998 disseram estar muito satisfeitas com sua experiência. Em 2006 esse número caiu para 50% e apenas 17% disseram que os serviços recebidos por aqui superaram suas expectativas. Em 1998 esse número era de 30%.
De acordo com Duncan Ross, diretor executivo de turismo, não basta ter atrações, ótimos restaurantes e uma vizinhança peculiar, é necessário agregar valor aos serviços.

O assunto já está sendo debatido pelos reponsáveis e eu realmente espero que alguma coisa melhore porque o atendimento em redes de fast food, por exemplo, é em sua maioria ruim, com funcionários que gritam com clientes ou fazem pouco caso. O Tim Hortons e o Quiznos são os campeões nesta categoria.

28 março 2008

Algumas coisas boas

Quando se vai para outro país pensamos sempre nas grandes mudanças, mas existem pequenos detalhes que fazem a diferença e aqui eu finalmente consegui "vivenciar" estes detalhes.

Em primeiro lugar, qualquer pessoa pode processar ou ser processada. Isso pode ser bom ou ruim e é por isso que a maioria procura andar na linha. Esse país deve ser o paraíso dos advogados!

Nós seguimos regras, aliás, tem regra pra tudo! Outro dia vi um código de conduta para frequentar a piscina pública e não tinha nada a ver com coisas do tipo "não entre na água usando óleo bronzeador".

Ninguém fica te "encoxando" no transporte público senão você pode processá-lo por assédio. Já pensou se isso fosse válido no Brasil?

Se seu horário de trabalho é das 9 às 16h30 ninguém vai olhar feio porque você está saindo às 16h31. No Brasil você tem que fazer hora extra sem ganhar um tostão senão seu chefe acha que você está "desmotivado". Hora extra também serve para ser promovido. Se você trabalhar só 8 horas por dia pode esquecer!

Mesmo que o motorista esteja morrendo de pressa e xingando sua mãe enquanto você atravessa a rua no sinal vermelho, ele terá que esperar porque se ele te machucar poderá ser processado.

Ninguém fica gritando "gostosa" pra você na rua ou quando você passa em frente a uma construção.

Em muitas lojas você pode devolver o produto que comprou e receber seu dinheiro de volta sem dar maiores explicações. No Brasil eu NUNCA consegui devolver um produto ou receber o dinheiro de volta. Alguém aí já comprou aquelas coisas anunciadas na TV que garantem seu dinheiro de volta em até 30 dias se você não ficar satisfeito?

A maioria dos cachorros frequenta uma escolinha de adestramento enquanto filhotes. A-ha! Então é por isso que eles são tão educadinhos. Os meus continuam uns monstros me fazendo passar vergonha na rua.

Em diversas épocas do ano tem várias liquidações e vira e mexe você compra alguma coisa e ganha um cupom de desconto.
Toda sexta chega um jornalzinho (gratuito) aqui no prédio com as promoções da semana em lojas, supermercados, farmácias, etc. É só ler e aproveitar as ofertas!

13 março 2008

Valeu a pena?

"Tudo vale a pena se alma não é pequena", já dizia o poeta.

Quantas vezes já te perguntaram se valeu a pena ter imigrado?

Sou questionada sobre isso o tempo todo, seja por pessoas que já estão aqui, ou por aquelas que ainda estão por vir ou ainda por aquelas que ficaram.

Depende, o que vale a pena pra você? O que é bom para uns não é para outros e cada pessoa vem com objetivos e sonhos diferentes. Alguns são bem sucedidos e outros nem tanto. Tudo depende do tamanho da sua expectativa e da sua "alma". Ela é grande o suficiente para aceitar todas essas mudanças, para aceitar o novo e o diferente?

Acho que a Mirella colocou muito bem algumas afirmações em seu post no qual ela responde a perguntas de leitores abolutamente "extasiados" com as reportagens passadas no Brasil criando uma falsa realidade canadense. Algumas pessoas simplesmente perdem o foco e tudo aquilo com o que sonhavam é substituído pela necessidade de se “dar bem” para provar às pessoas que ficaram no Brasil, que a decisão de ter vindo foi correta… (citando a Mirella).

E às vezes as pessoas se dão bem sim, mas decidem voltar e não há problema algum nisso. Procure o que é melhor para você, não tenha vergonha de voltar atrás.

Alguns planos são postergados e outros eliminados, mas no lugar surgem novos. Sua vida vira de ponta-cabeça, fica uma bagunça e o primeiro ano por aqui é para colocar as coisas em ordem.

Outra pergunta que recebo muito é: "Você me aconselharia a ir para o Canadá?" Minha resposta é "Não".

Eu adoro abobrinha mas o Pedro destesta. Se você perguntar a ele se abobrinha é bom ele vai dizer que não, mas se vier perguntar para mim eu vou dizer que é uma delícia.

Como dito anteriormente, os meus sonhos e objetivos são diferentes dos seus, assim como a forma de ver o mundo. A única coisa que posso passar para você é minha experiência, mas mesmo que você siga exatamente os meus passos a sua vida será diferente da minha simplesmente porque pessoas pensam, gostam e agem diferente (ainda bem!).

E respondendo à pergunta colocada no início...valeu a pena sim!