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07 dezembro 2009

Salsicharia Pavão: uma boa surpresa

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Hoje tive uma surpresa muito boa em termos de honestidade.
Uma vez a cada dois ou três meses eu vou à Salsicharia Pavão, lá no bairro Português, para comprar carne e alguns produtos brasileiros (como pão de queijo, claro), e foi o que fiz neste sábado depois de passar muito tempo sem aparecer por lá. Desta vez comprei pouca coisa, e achei estranho quando a compra passou dos $100, mas eu estava com muita pressa e havia pedido uma carne mais cara, então imaginei que esse era o motivo do alto valor.
Como seguro morreu de velho, à noite fui conferir o recibo para ver por que a carne tinha saído tão cara, e eis que quase caio de costas quando percebo vários itens caros que eu não havia comprado, tipo carne de porco e até uma tal de "farinheira". O valor das coisas que eu não comprei superava o valor das coisas que realmente comprei.

No domingo de manhã levantei e fui correndo à Salsicharia para reaver meu rico dinheirinho, mas esqueci de verificar no site o horário de funcionamento, e eles não abrem aos domingos.

Saí do trabalho hoje e fui para lá, mas já sem esperanças de reaver meu dinheiro, pois eu não tinha como provar o que não tinha comprado.
Cheguei lá e expliquei cuidadosamente à portuguesinha o que ocorrera. Como eles já haviam feito o fechamento do caixa no sábado, ela não tinha como verificar a informação que eu lhe dera, mas me disse que provavelmente a pessoa havia esquecido de fechar a conta do cliente anterior antes de passar a minha, aí pensei "pronto, agora sim é que eu vou ficar no prejuízo", mas que nada! Quando vi, lá estava ela me estendendo a mão com a diferença a mais do que eu havia pago.

Não é a primeira vez que isso acontece comigo. No Loblaws eu quase paguei coisas a mais duas vezes. Numa delas a moça do caixa passou o mesmo produto duas vezes na registradora, e da outra vez ela passou um produto que estava em promoção, mas quando ele foi registrado estava $3 dólares mais caro. Eu não tive dúvidas: pedi para ela cancelar o produto porque eu não ia levar.

Há algum tempo li que existe, em média, 25% de erro na hora de escanear ou cadastrar produtos no mercado, ou seja, o cliente paga 25% a mais do que realmente compra, então fica aí a dica para você ficar de olho na hora de passar suas compras no caixa, pois você pode estar pagando coisa que não comprou ou estar pagando mais por itens com preço errado.
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23 novembro 2009

Registered Retired Savings Plan - RRSP

Há meses estou para escrever este post sobre o RRSP, que é uma espécie de previdência privada canadense, mas encontrei gente com muito mais conhecimento no assunto que eu, então vou simplesmente colar aqui as informações (citando as devidas fontes, claro).

O que é RRSP? O Wagner explica direitinho no blog dele:

Existem dois tipos de poupança (savigns plan): “registered” e “non-regitered”.

Registered: são definidas pela CCRA (Canada Revenue Agency), uma espécie de Secretaria da Fazenda daqui, que permite que você economize em uma conta especial para a sua aposentadoria sem pagar taxas sobre o seu conteúdo até a data da retirada.

Non-Regitered: não tem restrições, ou seja, você pode economizar mas não recebe nenhum tipo de benefício por elas, além do mais, é necessário pagar imposto sobre os juros do investimento.

A grande vantagem da RRSP é exatamente o fato de ter suas taxas postergadas (tax deferral), isto é, você recebe uma dedução imediata sobre o valor contribuído ao fazer sua declaração de imposto de renda a cada ano, mas tem certos limites. Todos os rendimentos e ganhos de capital gerados neste tipo de poupança não pagam taxas, contrário dos demais.

Você pode depositar até 18% do seu salário bruto, ou um máximo estabelecido a cada ano pela CRA e este valor será deduzido da sua renda para fins de cálculo de imposto de renda.

Por exemplo: suponha que você ganhe $45,000. A CRA diz que você vai ter de pagar aproximadamente $11,400 de taxas, mas se você descidir colocar $10,000 em uma conta de RRSP, não será necessário pagar taxa sobre esta parte. Assim, deduzindo o valor pago agora, suas taxas seriam aproximadamente $7,800, ou seja, uma economia de $3,600 em impostos.

Existe ainda o efeito composto (compund effect): um investimento anual de $10,000 em 20 anos, com uma taxa de 10%a.a. teria um valor de $630,000. O mesmo valor aplicado em uma conta “non-regitered” teria seu rendimento reduzido a 5.14%, pois você tem que pagar imposto a cada ano, e o valor total seria de, aproximadamente, $181,000. Grande diferença a longo prazo não é?

O Gean fez um post com a gerente de um banco, e ela deu informações importantes sobre RRSP. Vale a pena visitar o blog do Gean e ler todas as outras perguntas que ele fez.

Se eu chego a um país sem trabalho, posso contribuir para o RRSP?

Não, pois o valor que você pode contribuir depende de quanto você ganha por ano.

Qual a documentação necessária para se abrir um RRSP?

Todo RRSP precisa de um SIN (Social Insurance Number), pois sem ele o Revenue Canadá não tem como saber que você tem o RRSP para poder adiar os impostos.

Onde posso abrir um RRSP? Existe uma data-limite?

Em um banco ou com um agente de investimento ou de fundo mútuo. Não há idade mínima para contribuir. Você pode contribuir ate 31 de dezembro do ano em que você fizer 69 anos.

Há outras vantagens em contribuir para um RRSP?

RRSPs existem para ajudar-lhe a longo prazo, mas em uma emergência o dinheiro está disponível. Você pode contribuir para um RRSP para seu esposo(a), permitindo a ele(a) também poupar para a aposentadoria enquanto você se beneficia dos impostos adiados. Você pode também usar até $20.000 de seu RRSP para a compra de um imóvel ou para financiar seus estudos. Seu RRSP pode também ser uma fonte de rendimento durante o desemprego provisório ou a licença de maternidade ou paternidade.

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19 agosto 2009

A Dog Lover's Guide: Where to Stay, Play, and Shop in Toronto

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Dog Parks

Nothing compares to that tranquil stroll in a Toronto park, doggie in tow. Although your best bud won’t be too picky, here’s a list of dog parks that’ll guarantee a blissful afternoon for the two of you.

Stanley Park
The south part of Stanley Park is a common area for dogs and their owners to run about before and after soccer. The park’s division is for those who want to stay away from all the action and take in the scenery, which you can do in the wide-open north side filled with benches, lush trees and green rolling hills.

Tirinity Bellwoods Park
This park just launched a new eco-friendly way to divert dog waste by enforcing paper products as the only acceptable method of disposing pet waste for the Green Bin Pilot. Known as the dog bowl, the ravine is a designated leash-free area, and was used in the 1999 film Dog Park starring Luke Wilson. The off-leash zone is open 10 p.m. to 8 a.m. at the centre of the park, between walkways.

Cherry Beach
Cherry Beach is a great place for dogs to romp around in the water and cool off in the summer. They can play leash-free and mix with other furry friends and their brethren. This grassy, sandy beach has restrooms, benches, disposable bags and trash cans.

High Park
Recognized as one of the most popular parks in Toronto, High Park is home to tons of wildlife including fish, birds, and animals. The park’s hillside gardens contain rare plant species, including woodland fern-leaf, cup plant, shrubby St. John’s Wort and the wild blue lupine. An off-leash area known as Dog Hill is open 24 hours except during stage productions at the Dream site. The High Park Zoo is also a fun way to spend time with your four-legged bestie.

Sherwood Park
This lush park has multiple hiking trails and walking paths, a large hill and an off-leash zone at the east end. The park is open 24 hrs.

Sunnybrook Park
A gorgeous park with streams, tall trees and an off-leash area open 24 hours, with benches, poopbags and parking. Venture through the woods and cross Bayview Avenue into Sherwood Park. It’s a good, one-to-two hour walk through a rugged, natural setting.

Cedarvale Park
Panelled by steep hills, this park sits above subway line tunnels. In the southeast corner, you’ll find a deep and naturalized ravine with wetlands. Dogs and their owners love this park because of its new, fenced, off-leash area where Fido can play freely and you won’t have to worry about him running off.

Miller Avenue off Leash Dog Park
This fenced, off-leash dog area is relaxed and social. It has tables, benches, restrooms, and parking. There is a separate area where owners can train dogs to run through tunnels and over beams.

Don Valley Brickworks
Best suited for daytime jaunts, this park is located in the beautiful Bayview Extension. It has a 24-hour fenced, off-leash zone with doggie bags and parking. If you venture out in the hiking trails, there’s another off-leash zone to play in.

Kew Gardens
At the foot of Lee Avenue, the Beach(es) has a fenced area on the beach where dogs can roam free. Pooches can romp, surf and play in the lake and sand. Breathing in the fresh lake air is a nice change for those city-dwelling canines and their visiting comrades.

Places to Shop

The organic trend isn’t limited to those of the human variety. Pet owners are becoming more aware of what’s going into their pup’s mouth. Doggie bakeries using natural ingredients have become a popular destination for those who love to spoil their pets. Snout-watering treats like carob (a chocolate alternative) chip cookies, biscuits, cupcakes, and doggy birthday cakes are just a few of the fashionable items designed for pampered pooches.

Three Dog Bakery, 2014 Queen St. E.
Your four-legged friend will smell the natural, oven-baked, gourmet food and treats a mile away. This little shop in the Beach(es), has photos and cards from their loyal canine clientele posted wall-to-wall. It’s reminiscent of the TV show Cheers, where everyone knows your name. Savoury treats high in doggie-demand includes ruffles, truffle-shaped treats covered in carob chips, coconut, nuts, and birthday cakes for dogs.

Bark & Fitz, various locations across the GTA
This is a one-stop shop for all your health-conscious needs, with healthy pet foods, toys, gourmet treats, dog gear, grooming and pet care. The hottest-selling bakery items include cupcakes, cookies, cakes that look just like the human variety.

Rob’s K-9 Bakery, 125 Jefferson Avenue
Rob’s K-9 Bakery is dedicated to making furry friends happy. The bakery provides healthy goodies for birthdays, holidays and those fun occasions. If your dog has certain allergies, look no further. Rob’s products are made for all doggy needs, including treats for pets with food sensitivities. Rob has launched a product line called Cat Garden, exclusively catering to frisky felines.

Timmie Doggie Outfitters, 867 Queen Street West
Creating new design opportunities out of a love for pets, Timmie Doggie Outfitters specializes in catering to posh pooches. The chic, pet-accessory store carries a wide range of trendy clothes, accessories, toys, gourmet baked goods and a doggie spa.

Pet-Friendly Hotels

Planning ahead is crucial when traveling with your pooch, because many hotels are not as in love with your dog as you are. Here are some hotels in Toronto that will pamper your pooch according to your standards.

Four Seasons, 21 Avenue Rd.
Nuzzled in the trendiest postal code, lavish Four Seasons Hotel attracts its four-legged guests by offering bottled water, a dog bowl, treats, food, brushes, and even a pet-sitter upon request. There is a 15-pound maximum, but no extra charges for the fuzzy family member.

Novotel Toronto Centre, 45 The Esplanade
A convenient, pet-friendly hotel that’s located near Toronto’s urban parks. Souvenir doggy bags are given to your special guest, with treats and two dog bowls to use during your stay and to take home.

Le Méridien King Edward, 37 King St. E.
This hotel offers classic comfort and convenience to pooches as well. The hotel is just steps away from Harbourfront, trendy shopping areas, and entertainment. Welcoming your dog with open arms, the hotel provides pet supplies and if you let the concierge know ahead of time, your room will be Rover-ready with a doggie menu, bed, bowls, and a floor mat. No extra fees are tacked on for canine guests, but there is a 40-pound max size limit.

Para ver o artigo original, clique aqui.
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13 agosto 2009

Enquanto o primeiro emprego não vem

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Dizem que no Brasil as coisas só começam a acontecer depois do Carnaval (embora eu não concorde). Aqui dizem que as coisas só começam a acontecer depois de setembro, pois em agosto ainda é verão e as pessoas costumam tirar uns dias de férias para aproveitar os últimos resquícios da temporada. Muitos têm uma cottage à beira do lago, ou simplesmente fogem da cidade para dar um tempo em toda a agitação.

Para os imigrantes que chegam nesta época ansiosos para conseguir o primeiro emprego pode parecer meio frustrante, pois muitas vezes você faz uma entrevista em uma empresa e só vai fazer a segunda 3 semanas ou mais depois. Para quem está angustiado vendo o rico dinheirinho ir embora pode parecer muito tempo. Mas é assim mesmo, é preciso esperar que os responsáveis pela entrevista e contratação retornem de suas férias. Depois disso, ainda é preciso ter mais paciência, pois as vagas “urgentes” que deveriam ter sido preenchidas “ontem”, ainda levarão mais uns 2 meses para serem preenchidas. Sim, os processos seletivos costumam ser lentos por aqui. Há exceções, claro, mas no geral há que se ter paciência.

Se você está nesta situação, sugiro que relaxe e aproveite para melhorar seu Inglês e suas interview skills, fazer um curso, conhecer a cidade (há muita coisa gratuita ou a baixo custo), fazer amigos, enfim, aproveite o verão como todos fazemos nessa terra. Está achando esquisito todos darem tanta importância ao verão? Então depois do seu primeiro longo inverno de dias nublados você vai entender o que estou falando. Mas não vamos pensar em frio agora porque ainda tem algum calorzinho pela frente (espero).
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27 julho 2009

OSAP e Second Career Ontario

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O Canadá oferece vários meios para que as pessoas possam adquirir ou fazer um upgrade em suas skills através dos diversos Colleges espalhados pelo país, onde você pode optar por cursos presenciais ou online. Mas para quem está desempregado ou com a grana curta existem outras alternativas: o Ontario Student Assistance Program (OSAP) e o Second Carrer Ontario, por exemplo.

O OSAP é uma espécie de crédito educativo para pessoas de baixa renda, e cobre despesas com livros, taxas, custo de vida, transporte e a mensalidade da faculdade, claro. Mas é preciso que você seja qualificado para o programa. Pode ser uma alternativa para quem quer mudar de carreira ou simplesmente se aperfeiçoar ao chegar ao Canadá, antes de começar a procurar o tão sonhado primeiro emprego canadense. Vale lembrar que você tem que pagar esse dinheiro de volta para o governo depois que terminar seus estudos.

O Second Career Ontario funciona de forma semelhante ao OSAP, mas no final você não precisa devolver o dinheiro que recebeu. Para se qualificar a receber um valor de até $28 mil por ano você deve estar trabalhando menos de 20 horas por semana ou ter sido demitido do seu emprego.

Basta clicar nos links acima para entrar na página dos programas e obter mais detalhes.
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18 março 2009

Custo de vida São Paulo X Toronto

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Lendo este excelente post da Marilena sobre a crise financeira, comecei a ponderar algumas questões sobre a diferença de nossos padrões de vida aqui e no Brasil.

Como ela mesma mencionou, os gastos para se manter um padrão de classe média no Brasil são altíssimos, e olha que não estou falando da “classe média alta”, que pode pagar viagens para a Disney com toda a família todo ano, mas daquela que luta para ter condições de dar uma qualidade de estudo melhor para seus filhos e ter acesso a um sistema de saúde privado, geralmente pago quase todo pelo empregador.

Aqui temos inúmeros parques públicos e bem cuidados, que são seguros e acessíveis a todas as classes sociais. Para chegar até eles você utiliza o sistema de transporte público (TTC), que apesar de seus defeitos, funciona e é relativamente barato, já que com $109 mensais você compra o Metropass e faz quantas viagens quiser por mês. Se fizer o plano anual, seu Metropass sai por $99 mensalmente.

Além dos parques, há uma infinidade de atividades internas e festivais de rua, principalmente no verão, onde não se paga nada, ou se você preferir pode ir até as Ilhas gastando no máximo $6.50 em uma viagem de ida e volta no ferry boat. Outra opção são as beaches, onde a família inteira se diverte sem gastar muito.

No inverno pode-se ir a rinks gratuitos de patinação abertos ao público.

Agora, quanto gastaria uma família com 2 filhos (1 criança e um adolescente) em São Paulo para se divertir? Vamos fazer um orçamento meio tosco, supondo que essa família faça um programa típico de paulistano: ir ao shopping center. Os valores apresentados não são exatos, mas estão bem próximos da realidade.

Pegando apenas 1 ônibus:

Valor da passagem adulto: R$2.30 x 3 = 6.90

Valor da passagem infantil: R$1.27

Total: R$8.17 – Ida e volta R$16.34

Lanche no Mc Donald's (lanche número 1): 12.00 x 3 = R$ 36.00

Mc Lanche Feliz: R$13.00

TOTAL: R$ 65.34
Indo de carro:

Litro da gasolina: R$ 2.49 (suponhamos que seja um carro econômico e faça 8 Km/litro, distância ida e volta de 16km) x 2 = 4.98

Valor do estacionamento por 2 horas: R$7.00

Lanche no Mc Donald’s: R$ 36.00 + R$ 13.00
TOTAL: R$ 60.98

Em Toronto:

TTC:

A opção mais barata seria o Family Day Pass a $9. A família toda pode fazer quantas viagens quiser no dia utilizando apenas 1 bilhete.

Lanche no Mc Donald’s (número 1): $ 6.99 x 3= $20.97

Mc Lanche Feliz: $5.75
TOTAL: $35.72

Indo de carro:

Litro da gasolina: $0.84 x 2 =$1.68

Valor do estacionamento/hora: gratuito na maioria dos shopping centers

Lanche no Mc Donald’s: $20.97 + $ 5.75

TOTAL: $ 28.04

Então uma família em São Paulo gastaria R$ 65.34 se fosse ao shopping de ônibus e R$ 60.98 se fosse de carro.
Em Toronto os valores sairiam quase pela metade (não adianta converter a moeda porque você vai receber e gastar em dólar). De TTC a famíla gastaria $ 35.72 e de carro $28.04.

Já no quesito aluguel acredito que Toronto saia disparada na frente em termos de preços, já que para alugar um simples basement paga-se pelo menos $400.

Acredito que seja mais fácil manter um padrão de classe média em Toronto do que São Paulo, pois aqui não se gasta fortunas com escolas particulares, por exemplo, (embora exista esta opção), e é posssível fazer mais atividades gratuitas do que lá, pois além da oferta ser maior, não existe o problema da violência.

Eletrônicos e carros também são mais accessíveis, e se você decidir viajar para o exterior ,a diferença entre o dólar canadense e o dólar americano é pequena, tornando os valores mais acessíveis.

Enquanto estava fazendo a pesquisa de preços dos lanches no Mc Donald's, deparei-me com diferenças absurdas de valores que me foram enviados de algumas regiões do Brasil. O lanche número 1 custa:

R$ 9.90 em Ponta Grossa - PR
R$12.00 em São Paulo - Capital
R$18.00 no Rio de Janeiro - RJ (praticamente o dobro do valor cobrado em Ponta Grossa)

Se pessoas de outras cidades no Canadá pudessem informar o valor do lanche número 1 seria interessante para se fazer uma compração de preços entre cidades.
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16 janeiro 2009

A tal da crise

Nos últimos dois meses o principal assunto nos meios de comunicação é a crise que estourou nos Estados Unidos e causou consequências pelo mundo afora.

Que a crise existe não há dúvida, mas acho que há uma grande parcela de especulação também que só torna a situação pior do que já está.

Não tenho acompanhado a situação no Brasil, mas soube através de amigos que algumas empresas demitiram em massa ou até fecharam algumas de suas plantas. Aqui no Canadá as coisas não estão fáceis mas também não estão tão feias quanto nos Estados Unidos. Aqui vão alguns fatos:
  • Alberta perdeu 16 mil postos de trabalho em dezembro, o que representou um aumento de 1% na taxa de desemprego, que subiu para 4,1%. Os principais setores afetados foram os de produção de energia e manufatura. No entanto, Alberta e Manitoba tiveram um aumento de 1,3% e 1,7% respectivamente, na taxa de emprego, ficando acima da média nacional que foi de 0,6%.
  • Em 2008, Saskatchewan registrou um aumento na taxa de emprego chegando a 3,1% (leia mais).
  • O Canadá perdeu em torno de 100 mil postos de trabalho entre novembro e dezembro, elevando a taxa de desemprego para 6%. A previsão é de que mais 251 mil pessoas percam seus emprego em 2009 (leia mais)
  • É pouco se comparado aos Estados Unidos que demitiram 524 mil trabalhadores só em dezembro, um número assustador para a economia canadense que exporta 75% de suas produção para os vizinhos do sul (leia mais).
  • Dale Orr, economista em Toronto, diz que se você sabe consertar uma ponte ou uma estrada não tem com o que se preocupar. Segundo ele, o governo canadense tem investido em infra-estrutura para alavancar novos empregos. Nos Estados Unidos, o novo presidente eleito Barak Obama, pretende investir 850 bilhões de dólares em infra-estrutura. Já a GTA, com um investimento de pelo menos 6 bilhões de dólares, vai criar 17 mil novos postos de trabalho nos próximos 2 anos (leia mais).
  • O "boom" na área de construção foi responsável por um aumento de 7,4% na taxa de emprego, a mais alta desde os ano 70. Em British Columbia esse número chegou a 10%. Na verdade, 87 mil dos postos de trabalhos criados de Janeiro a Outubro de 2008 foram em sua maioria preenchidos por carpenters, eletricistas e outros trabalhadores na área da construção. Segundo um especialista, Ontario teria experimentado o gosto amargo da crise muito mais cedo se não fosse pelo aumento de empregos na área da construção, que hoje emprega 3 vezes mais que a indústria automotiva. No entanto, a crise também atingiu o setor, que teve uma diminuição no número de casas sendo construídas, passando de 250 mil para 172 mil unidades (leia mais).
  • A verdade é que ninguém sabe qual o tamanho da crise e nem quanto ela vai durar. Segundo alguns economistas, a recessão será breve e o país retornará à prosperidade no final deste ano ou início de 2010. Até lá, quem é que vai pagar o mortgage da sua casa? (leia mais).
Update: um ótimo post que ilustra bem a especulação em torno dessa crise é A recessão e a pamonha. Vale a pena a leitura!

07 janeiro 2009

Pedágio: uma surpresa


Primeiro Mundo é outra coisa!

Durante o feriado aproveitamos para conhecer o Vaughan Mills e, é claro que mesmo com GPS, esta que vos fala teve a capacidade de errar o caminho, mas essa já é uma outra história.

O negócio é que acabei pegando uma via pedagiada, mas como não passei por pedágio algum achei que a placa tinha se "enganado". O engano foi meu, isso sim! Eis que hoje recebo uma fatura de pedágio me cobrando pelo trecho percorrido:

Toll charges: $1.07
Video toll charge: $3.60
Account fee: $2.55
Total: $7.22

É mole? O pedágio até que é barato, mas as outras taxas são de quebrar as pernas!

O que eu achei legal nesse sistema é que você não enfrenta fila para pagar em horário de pico ou feriados, não precisa ter o dinheiro na hora de passar pela rodovia e ainda recebe a conta em casa mensalmente. O lado ruim? Os valores cobrados por toda esta comodidade, é claro!

17 novembro 2008

Contando moedinhas...

Este post, que eu já venho adiando há algum tempo, eu estou escrevendo especialmente para a minha querida Jeanne, embora talvez ele possa ser útil a outras pessoas que tenham a mesma desafinidade com Matemática. Vou falar sobre as moedas canadenses e como elas são conhecidas. Embora, como em qualquer parte do mundo, cada moeda tenha um valor numérico, aqui, a exemplo de outros países anglófonos, cada moeda tem também um nome. E a maioria das pessoas só se referem a elas por esse nome, sem nenhuma menção ao seu valor. Por isso, se você gosta de dar (e receber) o troco certinho, como se já não bastasse o trabalho de ter que memorizar o tamanho e cor de cada moeda, é indispensável também conhecê-las pelo nome para evitar confusão! Talvez por isso quase todo estabelecimento comercial tenha em frente ao caixa um jarro onde as pessoas largam as moedinhas do troco que não querem conferir.

O Canadá adotou para as suas moedas quase sempre os mesmos nomes usados nos Estados Unidos, o que é compreensível. Até o nome da unidade monetária é o mesmo: Dollar, e os formatos e cores também são equivalentes. Apenas as figuras são diferentes. Por isso é muito comum receber moedas americanas no meio do troco, e algumas máquinas que aceitam moedas em alguns estados americanos costumam ter cartazes pedindo encarecidamente aos usuários que não utilizem moedas canadenses (pois elas são aceitas como as americanas, embora seu valor seja um pouquinho menor).

As moedas canadenses são:


pennynickeldime


quarterhalf-dollar


loonietoonie


O nome penny para a moeda de um centavo é usado em quase todos os países de língua Inglesa. Porém aqui na América do Norte o plural de penny é sempre pennies, enquanto no resto do mundo anglófono costuma-se usar pence como plural quando se refere ao valor em centavos (e pennies quando se fala da quantidade de moedas). Realmente aqui eu nunca ouvi ninguém falar pence em nenhuma circunstância, e alguns até nem sabiam do que eu estava falando quando mencionei essa denominação.

A moeda de 50 centavos é chamada de half-dollar ou 50¢ piece. Mas quase nunca se encontra uma. Só sei que elas ainda estão em circulação porque cheguei a receber duas nos meus primeiros dias aqui, mas depois disso nunca mais vi nenhuma. Se eu soubesse como são raras, teria guardado até hoje! Aliás, muita gente faz exatamente isso, tornando-a ainda mais rara. É também (pelo que me lembro) a mais grossa.

O loonie e o toonie, respectivamente 1 e 2 dólares, são moedas que não têm equivalente nos Estados Unidos. Os americanos chegaram a cunhar algumas moedas comemorativas de 1 dólar, mas lá o valor unitário é representado por uma nota, que também tem um apelido: greenback (por causa de uma cédula da época da Guerra Civil, que era verde só no verso). Como o Canadá não tem mais a nota de um dólar canadense, mas apenas a moeda, os noticiários, quando falam sobre a cotação do dólar, costumam dizer, por exemplo, loonie versus greenback (para evitar ficar falando dólar daqui ou dólar dali, o que poderia gerar confusão).

Loonie é o diminutivo de loon, nome da ave que está cunhada na moeda. Em francês, essa ave se chama huard, e é assim que chamam a moeda em Quebec. Para manter a rima, eles chamam a moeda de dois dólares de polaire, pois ela tem cunhado um urso polar.

Outra peculiaridade do loonie é que, embora seja redondo por fora como qualquer moeda típica, a parte interna da borda não é uma circunferência, mas um hendecágono (polígono de 11 lados), o que (teoricamente) a torna mais difícil de confundir mesmo com as raras moedas de um dólar americanas.

Saber os nomes das moedas é importante porque os comerciantes nunca se referem a elas pelo valor, apenas pelos nomes. Eu aprendi isso logo na primeira semana aqui, quando precisava de moedinhas para lavar a roupa e fui trocar uma nota no Rabba. O caixa perguntou se eu queria loonies ou toonies. Levei alguns (irritantes) segundos até lembrar do que ele estava falando. E outro dia a Jeanne comprou alguma coisa e, para facilitar o troco, a caixa perguntou se ela não tinha um penny. Não sabendo do que ela estava falando, ela deu um toonie. Imaginem a cara que a mocinha fez...

13 agosto 2008

O que trazer - Parte II

O Paulo Melo fez um comentário em um post antigo e achei a resposta do Pedro tão boa que resolvi publicar como um outro post.

Peço que vocês nos enviem perguntas por e-mail ou então nos informem um e-mail para darmos retorno.

A pergunta era se valia a pena trazer eletrônicos para o Canadá, tais como aparelho de DVD e home theatre.

Se vale a pena trazer esses aparelhos vai depender de várias coisas:

1- Cabe na mala? Não vai tirar o espaço de coisas mais essenciais? Se você acha que consegue viver algumas semanas sem um DVD com home theatre, talvez tenha coisas mais importantes para trazer. E pode aproveitar essas semanas para conhecer a cidade, passear pelos parques, procurar uma boa casa etc.

2- Você consegue vender antes de viajar? Se conseguir vender aí por um bom preço, nem preciso lembrá-lo que aparelhos melhores e mais modernos estão sempre aparecendo no mercado, seja no Brasil, seja no Canadá.

3- O preço de um equivalente aqui vale a pena? Para ver o preço dessas coisas por aqui, você pode entrar no site da Future Shop (
www.futureshop.ca) ou da Best Buy (http://www.bestbuy.ca) só para citar dois exemplos.Compramos um DVD + home theatre bem baratinho, da marca mais simples, e com a desconto por já ter sido aberto, numa Best Buy nos Estados Unidos quando fui visitar a minha irmã. Mas quem não quiser economizar tanto, pode escolher entre vários modelos disponíveis.E quem tiver mais coragem pode ir no Pacific Mall (www.pacificmalltoronto.com), no meio de um bairro chinês no fim da cidade, que é uma espécie de Galeria Pajé daqui. Eu mesmo ainda não tive essa coragem.

Em geral, eu me preocuparia mais com coisas que não têm equivalente aqui, como certas roupas, calçados e livros, do que com coisas que são iguais no mundo todo, como eletrônicos.

14 maio 2008

Toronto não é mais a mesma

Toronto está deixando de atrair turistas como atraía há 10 anos, segundo um estudo da University of Guelph.

Os turistas estão deixando de colocar a cidade na sua "must see list" porque acham que não vale a pena gastar dinheiro por aqui. 70% das pessoas que visitaram Toronto em 1998 disseram estar muito satisfeitas com sua experiência. Em 2006 esse número caiu para 50% e apenas 17% disseram que os serviços recebidos por aqui superaram suas expectativas. Em 1998 esse número era de 30%.
De acordo com Duncan Ross, diretor executivo de turismo, não basta ter atrações, ótimos restaurantes e uma vizinhança peculiar, é necessário agregar valor aos serviços.

O assunto já está sendo debatido pelos reponsáveis e eu realmente espero que alguma coisa melhore porque o atendimento em redes de fast food, por exemplo, é em sua maioria ruim, com funcionários que gritam com clientes ou fazem pouco caso. O Tim Hortons e o Quiznos são os campeões nesta categoria.

12 fevereiro 2008

Você tem Crédito? - Parte II: vida de imigrante

Claro que ainda estou indignada com o fato de não termos nosso crédito aprovado por conta dos vizinhos caloteiros. O assunto acabou surgindo lá no trabalho e outras histórias de imigrantes apareceram.

Uma das technical writers que trabalha comigo nasceu no Irã e veio para o Canadá com 18 anos. Hoje, aos 35 (quase 20 anos depois) ela enfrenta alguns probleminhas por conta do sobrenome persa, mesmo pronunciando Inglês como um nativo.

Segundo ela, se você tem um sobrenome que remete à sua etnia (Souza, por exemplo) as coisas sempre serão um pouquinho mais difíceis do que para um "Smith".

Ela trabalhou por 1 ano nos EUA no ano passado e nada mais natural do que parcelar mercadorias de um valor considerável, então lá foi ela na Best Buy americana tentar financiar uma TV de plasma no cartão de crédito. Negado! Apesar de EUA e Canadá partilharem muitas coisas, o histórico de crédito é com certeza algo que não faz parte da lista.

Por causa do sobrenome ela teve problema no Banco. Quando retornou a Toronto quis encerrar a conta americana e transferir o dinheiro para um banco canadense, algo em torno de $26 mil.
A primeira gerente com quem ela falou disse que não faria a operação porque ninguém poderia garantir que ela não estava fazendo lavagem de dinheiro para levar para o Irã.
Baiana rodada, lá vai ela falar com a segunda gerente, mas desta vez ela queria transferir também o dinheiro da conta da irmã, o que dobraria o valor em questão.

Ao ver o novo valor a nova gerente foi toda sorrisos, desculpou-se pela atitude da gerente anterior e explicou que ela estava apenas seguindo o procedimento padrão de segurança anti-terrorista porque depois do atentado de 11 de setembro de 2001 houve uma grande remessa de dinheiro lavado para o Irã. Não me perguntem por quê!

Se ela não fosse persa bastaria apresentar a Driver's Licence para realizar a operação, mas ainda pediram o passaporte e o cartão de cidadania canadense dela. Essa foi só uma das várias situações pelas quais ela passou por conta do sobrenome.

Nos cursos que fizemos (tipo NOW, Job Start, Skills for Change) conhecemos pessoas do Irã e do Afeganistão que estavam no país há mais de 1 ano sem trabalhar. Dois iranianos se recusavam a colocar a localidade das empresas em que trabalharam em seu país de origem porque quando o empregador via que elas estavam localizadas no Irã a oportunidade de emprego simplesmente ia por água abaixo. Eles inclusive fizeram um teste ocultando informações para serem chamados para entrevistas mas percebiam que o fato de serem persas impossibilitava as coisas.

A outra pessoa que trabalha comigo já passou dos 40, é filha de mãe canadense e pai americano. Nasceu no Canadá mas passou a maior parte da vida nos EUA. Quando retonou a Toronto também teve que construir um histórico de crédito porque o fato de ter nascido aqui não garantia nada.

Este é um país muito bom e teoricamente de oportunidades iguais para todos mas, como tudo na vida, é preciso seguir algumas regras básicas. Portanto, cuide bem do seu histórico de crédito pagando as contas em dia, não gaste muito no cartão de crédito e nem tenha vários cartões e não esqueça de acertar as contas com o Leão.
(Ah, e procure uma vizinhança menos caloteira! rsrsrs)

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08 fevereiro 2008

Você tem Crédito?

Semana passada meu celular parou de funcionar de vez e decidimos aproveitar a oportunidade para comparar novamente as diversas operadoras. Tivemos que escolher uma logo nos primeiros dias, quando abrimos a conta no banco e algumas vezes eu ficava receoso de que a minha escolha precipitada talvez não fosse a melhor. Aliás, foi por isso mesmo que escolhemos uma que não nos amarrou a um contrato de três anos.
No entanto, depois de seis meses vivendo aqui, tive a mesma impressão quando fiz as comparações: todos os planos são muito parecidos. As diferenças são muito pequenas, mas agora que sabemos o quanto usamos o telefone na nossa nova rotina, pudemos escolher melhor os detalhes que poderiam fazer alguma diferença para nós. Ainda por cima, depois de seis meses exposta aos cachorrinhos das propagandas da Fido, a Jeanne não tinha mesmo muitas dúvidas sobre a mudança.
Só que, para mudar de operadora, precisaríamos de um plano de três anos, o que não seria tão ruim, agora que o medo de ter que voltar correndo para o Brasil já passou. Além disso, na nossa primeira operadora, como havíamos acabado de chegar em Toronto, tivemos que deixar um depósito de $400.00 para compensar a nossa falta de um histórico de crédito canadense. Dessa vez, depois de seis meses pagando direitinho todas as contas, esperávamos não precisar disso.
Assim, depois de uma comparação prévia pela Internet, fomos novamente ao Eaton Centre, onde todas as operadoras têm várias lojas, mas acabamos fisgados por um excelente vendedor, Sam, em um quiosque da Fido. Depois de esclarecer (com muita paciência) todas as nossas dúvidas, chegou a hora de fazer os contratos. Nessa hora, a Jeanne já falou que, se tivesse depósito, ela não assinaria o contrato. O vendedor não deve ter entendido o que ela falou comigo em Português, mas sem dúvida ele conseguiu ler o desânimo no rosto dela quando veio o veredito: $100.00 de depósito (para cada um). Antes que eu pudesse responder qualquer coisa, ele já falou que ia tentar mais uma vez. Depois de algum tempo, ele anuncia satisfeito que nenhum depósito seria necessário. Como? Ele me mostrou.
Inserindo todos os meus dados no formulário, a informação era que meu crédito não era suficiente e o depósito era necessário. Então ele fez uma única alteração: trocou o meu endereço residencial pelo dele, e o crédito foi aprovado sem precisar de depósito! Segundo ele, o problema não é o meu nome estar "sujo", mas alguém no meu prédio que não pagou alguma dívida, e isso coloca todo o meu prédio como uma região "duvidosa". Dá para acreditar?
Final feliz, conseguimos nossos novos telefones, nas embalagens com fotos de cachorrinhos que a Jeanne tanto queria, mas ela ficou indignada com a história do nosso crédito não depender apenas das nossas próprias atitudes, mas também das dos nossos vizinhos, ou mesmo do antigo morador do nosso apartamento.