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10 maio 2009

Gramática

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Apesar de gostar de Português na escola, análise sintática nunca foi meu tópico favorito, e só fui perceber sua importância quando comecei a escrever em Inglês há alguns anos. Chegando aqui ela tornou-se ainda mais importante, já que meu trabalho é basicamente escrever.

Como parei meu curso de Inglês assim que terminei o nível intermediário, não sei se no nível avançado as escolas ensinam análise sintática aos seus alunos. Se não o fazem deveriam fazê-lo, pois é fundamental para quem quer se comunicar e escrever bem em Inglês.

Não tive ânimo para voltar para um curso de Inglês porque tenho necessidades específicas para o meu trabalho, e pagar um professor particular seria honeroso demais. O que fazer então? Ora, a Internet nos oferece um mundo de opções gratuitas, algumas delas muito boas por sinal.

Passei a procurar por exercícios de gramática e escrita, e deparei-me com alguns links interessantes e que me têm sido de muita utilidade. O que eu mais gosto é o “Guide to Grammar and Writing” como o chamo; é um site que tem tudo o que preciso. Se você é como eu e não tem muita paciência para teoria, pode ir direto aos quizzes. Muitas vezes eu prefiro aprender na prática, e depois dou uma olhada na teoria.

Nos links abaixo você também encontra exercícios de preposição, que considero uma das coisas mais complicadas na língua Inglesa. Algumas vezes uma preposição mal colocada pode mudar completamente o sentido da frase.

Business English Site


English Grammar and Writing

Common Errors on English

Tecla SAP - Dicas de Inglês

The University of Victoria Writer's Guide: para profissionais e acadêmicos.

GrammarBook.com

Finercafe.com


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25 abril 2009

A importância de se falar o idioma local

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Há algum tempo coloquei aqui uma reportagem polêmica sobre a legitimidade de se permitir que pessoas que não são fluentes em Inglês ou Francês possam ser cidadãs canadenses. Pois bem, a maioria dos comentários apontou para a importância de se falar o idioma local para se exercer a cidadania, ente outros aspectos.

Este post do BogTO mostra uma situação em que a falta de fluência ou desconhecimento total do idioma, que é o caso, foi uma barreira para a investigação policial de um suposto crime. O post deixa muito a desejar, mesmo porque ele não sabe dizer se a pessoa envolvida na situação é imigrante ou turista, mas gostei do tema porque me levou à reflexão.

Nele, o autor questiona se a polícia, bombeiro e paramédicos de Toronto deveriam ter conhecimento de várias línguas para salvar pessoas, já que a polícia e os paramédicos foram incapazes de descobrir por que um rapaz (que só falava Espanhol) estava jogado no meio da estrada às 2 da manhã com ferimentos no rosto.

Como disse, o post é meio pobre, mas os comentários feitos sobre ele dão um bom pano pra manga. Há opiniões de todo tipo, como os sempre presentes gatos pingados racistas, que são contra imigrantes, ou aqueles que acham que o governo é muito benevolente disponibilizando tantos serviços em várias línguas para a população de Toronto. Neste sentido é realmente de admirar o esforço do governo e até de instituições privadas, como Bancos que querem atrair mais clientes, em disponibilizar informações e serviços nos mais diversos idiomas. Claro que isso não ocorre porque eles são "bonzinhos", mas porque o imigrante representa dinheiro, seja como consumidor ou pagando impostos.

O ponto comum ente meu post anterior e o post do BlogTO, é a importância que as pessoas vêm no fato de imigrantes terem sim que falar um dos idiomas oficiais do Canadá, mas o interessante é pensar o outro lado: será que as autoridades também deveriam ser multilíngues?


30 março 2009

Polêmica sobre cidadania X idioma

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Há alguns dias recebi um link que causou uma certa polêmica, já que nele o o Ministro da Cidadania, Imigração e Multiculturaliasmo, Jason Kenney, disse que a cidadania canadense deveria ser negada àqueles que não soubessem falar fluentemente umas das duas línguas oficiais do Canadá.

Olivia Chow, Toronto Member of Parliament, rebateu dizendo que se pessoas que não são fluentes em Inglês ou Francês não podem ser cidadãs, então ela vê um grande problema nisso, já que a própria mãe dela que está no Canadá há 15 anos e é cidadã canadense há 12, não é fluente em Inglês.

Esta é uma matéria que vale a pena ser lida na íntegra, por isso vou transcrevê-la aqui.

E você, o que acha das posições do ministro e da MP?


Should be language test for citizenship: Minister
Bill Graveland - THE CANADIAN PRESS
Mar 20, 2009

CALGARY–Immigrants who can't speak English or French well enough should be denied citizenship, says a federal politician.

Canada needs to improve its efforts to integrate newcomers, Jason Kenney, minister of citizenship, immigration and multiculturalism, said Friday.

"I believe one area that we can ask immigrants in the country to make a greater effort (in) is that of language," Kenney said in a speech to an immigration conference in Calgary.

"Last January I was in Delhi and sat in on a few immigration interviews. I encountered one woman who has lived in Canada for 15 years and been a Canadian citizen for nearly 12 years," he said.

"This woman was sponsoring a spouse to come to Canada but she could not conduct the interview with an official in either of our official languages. It made me wonder – is this an isolated example? Regrettably I don't think it's isolated enough."

Kenney later told reporters that immigration needs an overhaul and a key effort must be to ensure that immigrants and those who want to become new Canadians speak a competent level of French or English.

He said the requirement is already there but isn't being enforced strictly enough.

"In terms of the citizenship, if you can't complete the test in one of those two languages, you're not supposed to become a citizen, which I don't think is harsh," he said.

"It's just basically saying go back and study more and come back to us when you can get by in one of those languages."

Kenney worries that granting citizenship without guaranteeing language skills puts a new Canadian at an economic and social disadvantage.

And he wants to know how some people who can't speak either of Canada's official languages got through the system.

"All I can say is if someone can't conduct an immigration interview in English or French they don't have basic competences.

"I have citizenship judges tell me that frequently people are given a pass even though they don't have that ability."

The NDP immigration critic, Toronto MP Olivia Chow, said language is important, but it shouldn't be the only criterion.

"If the government is saying if you're not fluent in English or French then you can't be citizens, I have a real problem with that," said Chow, who sat in on Kenney's speech.

"My mother's not very fluent in English but she makes a very good citizen. She's been in Canada since 1970 but she had to work in a hotel for many years to raise her family, even though she was a school teacher," Chow said. "Is it her fault her English isn't fluent? No. Does she make a good citizen? Yes, I think so."

Chow argues there should be subsidies available for immigrants so they can attend languages classes but not have to worry about missing work so they can feed their families.

A conference organizer chose her words carefully when reacting to Kenney's speech.

"I think it probably raised a few eyebrows," said Tracey Derwing, a professor of educational psychology at the University of Alberta. Her area of expertise is how people learn second languages.

"The (citizenship) test is a multiple-choice test so people are expected to get 12 out of 20 questions right. And if they're not able to do it, then they're interviewed by a judge and asked the questions orally," she said.

"I don't think it's really possible in every instance for people to gain the language skills they need before coming from overseas.

"But the test doesn't really assess what it takes to be a good citizen and a lot of people born in Canada could write that test and not do a very good job."

Kenney also said he wants to find ways of recognizing an immigrant's credentials in a more timely fashion.

He gave as an example the case of a Syrian obstetrician who has delivered "hundreds of babies," but who has been working as a chambermaid for the last five years.
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09 março 2009

How do you say...in English?

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Ano-bisexto: leap year

A saideira: one for the road
Let's have one for the road!
Vamos tomar uma saideira!

Autoditada: self-taught
John is a self-taught musician. He learned to play the piano by himself.
John é um músico autoditada. Ele aprendeu a tocar piano sozinho.

Brega, cafona: tacky
Gary has such a tacky taste in clothes!
Gary tem um gosto tão brega para roupas!

Boca-livre: free grab
Too bad you didn't show up last night. You missed out on the free grab.
Que pena que você não apareceu ontem à noite. Você perdeu a boca livre.

Bolsa de estudos: scholarship

Burocracia: red tape
I wish they would do away with all the red tape in our company.
Gostaria que eles eliminassem toda a burocracia em nossa empresa.

Caixa eletrônico de banco: ATM (automatic teller machine)

Calejado: seasoned

Caloteiro: deadbeat

Cheque pré-datado: post-dated check

Curso de reciclagem/atualização: refresher course

Dar a volta por cima: to bounce back

Dar aviso prévio: to give notice
According to our work contract, they are supposed to give us a month's notice before they fire us.
De acordo com nosso contrato de trabalho, eles precisam nos dar um mês de aviso prévio antes de nos demitir.

Dar um pulo na casa de alguém: to drop by
I'm planning to drop by Alice's later, would you like to come along?
Estou planejando dar um pulo na casa da Alice mais tarde, você gostaria de ir junto?

Dar uma de bobo: to play dumb
Stop playing dumb!
Pare de se fazer de bobo!

Desculpa esfarrapada: lame excuse

Dia sim, dia não: every other day
Brad shaves every other day.
Brad barbeia-se dia sim, dia não.

É um abacaxi! It's a lemon!

Emprego sem futuro: dead-end job

Estar de ressaca: to have a hangover

Favela: shantytown, slum

Fazer um DOC: to make a wire transfer

Fazer vista grossa: to turn a blind eye

Filial: branch

Levar alguém a sério: to take someone seriously

Mão-de-vaca, pão duro: cheapstake

Meia-boca: cheesy, shoddy

Nariz entupido: stuffed-up nose

Novato: rookie

O cheque voltou: the check bounced

Pau-para-toda-obra: Jack-of-all-trades

Pegar em flagrante, no flagra: to catch somebody red-handed

Pegar o jeito: to get the hang of it

Procuração: power of attorney

Ralé: riffrad

Segurar vela: to be the third wheel

Trote telefônico:crank call

Um sobrado: a two-storey house
Mary lives in a two-storey house
Mary mora em um sobrado.

Uma batidinha, um arranhão (no carro): a fender-bender

Usar aparelho nos dentes: to wear braces

Virar-se: to get by
Harry can't speak English very well, but he know enough to get by.
Harry não fala Inglês muito bem, ma sabe o suficiente para se virar.
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17 novembro 2008

Contando moedinhas...

Este post, que eu já venho adiando há algum tempo, eu estou escrevendo especialmente para a minha querida Jeanne, embora talvez ele possa ser útil a outras pessoas que tenham a mesma desafinidade com Matemática. Vou falar sobre as moedas canadenses e como elas são conhecidas. Embora, como em qualquer parte do mundo, cada moeda tenha um valor numérico, aqui, a exemplo de outros países anglófonos, cada moeda tem também um nome. E a maioria das pessoas só se referem a elas por esse nome, sem nenhuma menção ao seu valor. Por isso, se você gosta de dar (e receber) o troco certinho, como se já não bastasse o trabalho de ter que memorizar o tamanho e cor de cada moeda, é indispensável também conhecê-las pelo nome para evitar confusão! Talvez por isso quase todo estabelecimento comercial tenha em frente ao caixa um jarro onde as pessoas largam as moedinhas do troco que não querem conferir.

O Canadá adotou para as suas moedas quase sempre os mesmos nomes usados nos Estados Unidos, o que é compreensível. Até o nome da unidade monetária é o mesmo: Dollar, e os formatos e cores também são equivalentes. Apenas as figuras são diferentes. Por isso é muito comum receber moedas americanas no meio do troco, e algumas máquinas que aceitam moedas em alguns estados americanos costumam ter cartazes pedindo encarecidamente aos usuários que não utilizem moedas canadenses (pois elas são aceitas como as americanas, embora seu valor seja um pouquinho menor).

As moedas canadenses são:


pennynickeldime


quarterhalf-dollar


loonietoonie


O nome penny para a moeda de um centavo é usado em quase todos os países de língua Inglesa. Porém aqui na América do Norte o plural de penny é sempre pennies, enquanto no resto do mundo anglófono costuma-se usar pence como plural quando se refere ao valor em centavos (e pennies quando se fala da quantidade de moedas). Realmente aqui eu nunca ouvi ninguém falar pence em nenhuma circunstância, e alguns até nem sabiam do que eu estava falando quando mencionei essa denominação.

A moeda de 50 centavos é chamada de half-dollar ou 50¢ piece. Mas quase nunca se encontra uma. Só sei que elas ainda estão em circulação porque cheguei a receber duas nos meus primeiros dias aqui, mas depois disso nunca mais vi nenhuma. Se eu soubesse como são raras, teria guardado até hoje! Aliás, muita gente faz exatamente isso, tornando-a ainda mais rara. É também (pelo que me lembro) a mais grossa.

O loonie e o toonie, respectivamente 1 e 2 dólares, são moedas que não têm equivalente nos Estados Unidos. Os americanos chegaram a cunhar algumas moedas comemorativas de 1 dólar, mas lá o valor unitário é representado por uma nota, que também tem um apelido: greenback (por causa de uma cédula da época da Guerra Civil, que era verde só no verso). Como o Canadá não tem mais a nota de um dólar canadense, mas apenas a moeda, os noticiários, quando falam sobre a cotação do dólar, costumam dizer, por exemplo, loonie versus greenback (para evitar ficar falando dólar daqui ou dólar dali, o que poderia gerar confusão).

Loonie é o diminutivo de loon, nome da ave que está cunhada na moeda. Em francês, essa ave se chama huard, e é assim que chamam a moeda em Quebec. Para manter a rima, eles chamam a moeda de dois dólares de polaire, pois ela tem cunhado um urso polar.

Outra peculiaridade do loonie é que, embora seja redondo por fora como qualquer moeda típica, a parte interna da borda não é uma circunferência, mas um hendecágono (polígono de 11 lados), o que (teoricamente) a torna mais difícil de confundir mesmo com as raras moedas de um dólar americanas.

Saber os nomes das moedas é importante porque os comerciantes nunca se referem a elas pelo valor, apenas pelos nomes. Eu aprendi isso logo na primeira semana aqui, quando precisava de moedinhas para lavar a roupa e fui trocar uma nota no Rabba. O caixa perguntou se eu queria loonies ou toonies. Levei alguns (irritantes) segundos até lembrar do que ele estava falando. E outro dia a Jeanne comprou alguma coisa e, para facilitar o troco, a caixa perguntou se ela não tinha um penny. Não sabendo do que ela estava falando, ela deu um toonie. Imaginem a cara que a mocinha fez...

20 março 2008

LINC - Language Instruction for New Comers to Canada

Language Instruction for New Comers to Canada é o famoso "curso de Inglês" (ou Francês) que imigrantes com pouco ou nenhum domínio do idioma podem fazer ao chegar por aqui.

São elegíveis para o programa: permanentes ou landed immigrants e convention refugees.

É necessário ir a um Assessment Centre para se inscrever e ser encaminhado ao nível que você se encaixa. Para isso é feito um teste pelo YMCA LINC Assessment Centre.

Existem vários horários de aulas, sejam elas em dias de semana, à noite ou aos sábados, meio período ou período integral de acordo com sua necessidade/disponibilidade.

Algumas universidades e community colleges também eferecem o curso, basta você se informar diretamente com elas e perguntar sobre a taxa a ser paga, caso seja aplicada.

Alguns Centros dispõem de creches gratuitas para filhos de alunos durante a duração do curso.

O curso é destinado a todos os membros da família e não somente àqueles que estão em busca de emprego.

Para mais informações ligue 1 888 242-2100.

20 fevereiro 2008

Os foras que a gente dá

Quando não se tem domínio de um idioma é muito comum que você troque gato por lebre e diga coisas sem sentido. Vejam que confusão!

Em espanhol: oficina, taller, cubiertos;
que em português significam: escritório, oficina e talheres.

Uma vez chamaram meu amigo de pintudo e ele ficou todo sem graça, mas como eu já sabia o que era expliquei que não tinha nada demais, só estavam dizendo que ele era bonito, tinha muita pinta. Outro falso cognato para bonito (que na verdade é uma gíria em espanhol) é churro, aquele canudinho frito que a gente recheia com doce de leite. E se alguém te disser que está embarazada na verdade está grávida.

Pois é, o inglês também tem dessas pegadinhas e mesmo conhecendo a palavra ou expressão a gente acaba falando umas coisas que dá até vergonha de lembrar depois.

Nesta semana eu estava comentando como estava feliz por não precisar mais de legenda para assistir LOST e acabei saindo com um legend no meio da frase. Automaticamente a pessoa me perguntou "closed caption?", que acabei associando com tecla SAP. Fiz a maior confusão e fiquei com aquela sensação de "ih, falei besteira".
Horas depois, já em casa, finalmente me toquei do absurdo que falei e lembrei que eu deveria ter falado "subtitles". Já pensou assistir LOST sem "lendas?
Que mico!