28 agosto 2008

Mudando de casa

Fazer mudança aqui não é tão fácil como no Brasil porque a mão-de-obra é cara, portanto, quem vai fazer toda a parte pesada será você mesmo.

A primeira coisa a fazer é alugar um caminhão. Várias empresas como U-Haul, Budget e Discount fazem esse serviço e ainda vendem outros acessórios como plástico bolha, caixas de papelão e até alugam carrinhos para carregar coisas pesadas (chamam-se dolly).

Se você mora em apartamento, reserve o elevador para o dia da mudança nos dois edifícios e faça o horário do término da reserva do primeiro coincidir com o início da reserva do local de destino.

Uma semana antes providencie a mudança de endereço de todas as suas correspondências. O Canada Post oferece um serviço por $35 para encaminhar para o novo endereço, durante 6 meses, todas as suas correspondências que forem enviadas para o endereço antigo. O melhor é que o serviço pode ser contratato pela internet. Junto com isto ele também fornece uma tabela de coisas que você tem que fazer antes, durante e depois da mudança, como contatar os diversos órgãos para atualização de endereço (banco, escola das crianças, driver’s licence, luz, telefone, family doctor, veterinário, etc).

E onde conseguir caixas de papelão? As empresas que citei acima vendem todo tipo de caixa, assim como a IKEA, mas se você não quer gastar um dinheiro desnecessário pode consegui-las em estabelecimentos comerciais como o LCBO ou ate através de classificados na internet. Algumas pessoas doam suas caixas depois que se mudam.

Nós achamos caixas da U-haul inteirinhas e praticamente novas na salinha de recicláveis do nosso prédio. Depois de usadas, a U-haul recompra suas caixas mediante a apresentação do recibo de compra.

Uma coisa que tinhamos em mente desde de que chegamos é que não ficaríamos muito tempo no apartamento que alugamos, portanto, compramos o mínimo de coisas possível para não dar muito trabalho na hora de nos mudarmos.

Agradeço ao Claudio que nos ajudou a carregar e descarregar o caminhão. Sem ele não teríamos conseguido retirar tudo do apartamento nas 2 horas em que tivemos direito à reserva do elevador. Valeu! Conte conosco quando chegar sua vez!

16 agosto 2008

Malas


A compra das malas foi um grande dilema para nós porque lemos muitas opiniões divergentes mas a maioria falava que era melhor comprar malas de boa qualidade por causa da forma como elas eram (mal) manuseadas no aeroporto.

Depois de nossa vinda para cá e de uma ida aos EUA chegamos à conclusão que não vale a pena gastar dinheiro com malas caras porque nas duas viagens que fizemos elas foram danificadas.

Quando viemos do Brasil uma de minhas malas (novinha em folha) chegou com o (grosso) tecido rasgado e na outra vez quebraram uma das rodinhas e a sujaram toda. Portanto, se você não quiser disperdiçar seu rico dinheirinho nem pense em comprar algo de alta qualidade porque existe uma grande possibilidade de que sua mala não chegue no mesmo estado em que saiu do Brasil.

E o que fazer se sua bagagaem foi muito danificada?

Em casos de dano, a bagagem deve ser retirada da esteira do aeroporto pelo passageiro, que precisa comunicar o problema à empresa aérea. Um relatório será preenchido em três vias (uma fica com o passageiro) contendo todos os detalhes sobre os danos, apontando até mesmo as possibilidades de reparo.
A empresa aérea imediatamente promoverá investigação e se responsabilizará pelo pagamento de indenização ou reparo, na forma da lei, ressalvados os casos de dolo, má-fé, ou, ainda, embalagem inadequada para transporte.
A empresa aérea não aceita reclamações referentes a dinheiro, jóias, máquinas fotográficas, filmadoras e outros objetos de valor. O passageiro deve ler atentamente a contra capa do bilhete de passagem, onde constam as limitações de responsabilidade da empresa aérea no transporte da bagagem.
Ao deixar para reclamar de dano, violação ou extravio, por carta, o passageiro está sujeito a prazos imprevisíveis para receber indenizações.

13 agosto 2008

O que trazer - Parte II

O Paulo Melo fez um comentário em um post antigo e achei a resposta do Pedro tão boa que resolvi publicar como um outro post.

Peço que vocês nos enviem perguntas por e-mail ou então nos informem um e-mail para darmos retorno.

A pergunta era se valia a pena trazer eletrônicos para o Canadá, tais como aparelho de DVD e home theatre.

Se vale a pena trazer esses aparelhos vai depender de várias coisas:

1- Cabe na mala? Não vai tirar o espaço de coisas mais essenciais? Se você acha que consegue viver algumas semanas sem um DVD com home theatre, talvez tenha coisas mais importantes para trazer. E pode aproveitar essas semanas para conhecer a cidade, passear pelos parques, procurar uma boa casa etc.

2- Você consegue vender antes de viajar? Se conseguir vender aí por um bom preço, nem preciso lembrá-lo que aparelhos melhores e mais modernos estão sempre aparecendo no mercado, seja no Brasil, seja no Canadá.

3- O preço de um equivalente aqui vale a pena? Para ver o preço dessas coisas por aqui, você pode entrar no site da Future Shop (
www.futureshop.ca) ou da Best Buy (http://www.bestbuy.ca) só para citar dois exemplos.Compramos um DVD + home theatre bem baratinho, da marca mais simples, e com a desconto por já ter sido aberto, numa Best Buy nos Estados Unidos quando fui visitar a minha irmã. Mas quem não quiser economizar tanto, pode escolher entre vários modelos disponíveis.E quem tiver mais coragem pode ir no Pacific Mall (www.pacificmalltoronto.com), no meio de um bairro chinês no fim da cidade, que é uma espécie de Galeria Pajé daqui. Eu mesmo ainda não tive essa coragem.

Em geral, eu me preocuparia mais com coisas que não têm equivalente aqui, como certas roupas, calçados e livros, do que com coisas que são iguais no mundo todo, como eletrônicos.

12 agosto 2008

Family Doctor II


Como comentei no meu penúltimo post, hoje fui me consultar com a minha pretendida family doctor, mas infelizmente não fui aceita por causa de uma política da clínica.
Antigamente, quando os pacientes não gostavam de um médico (provavelmente o meu) podiam mudar para outro da mesma clínica, mas deu confusão (provavelmente meu médico ficou sem pacientes) e eles não permitem mais que isso aconteça. Uma pena porque passei com esta médica e uma outra e achei as duas excelentes, consultório limpinho, comunicativas e interessadas; exatamente o oposto da múmia do meu family doctor.

Apesar do site e de recentes pacientes dela dizerem que ela está aceitando novos pacientes, a secretária e ela me juraram que não, e mesmo que ela estivesse, eu não seria aceita por causa da política da clínica.

De qualquer forma, entrei em um site para busca de family doctors e consegui marcar para outubro uma consulta com uma family doctor aqui pertinho de casa. Portanto, um pouco antes de vocês completarem 3 meses no Canadá (que é o tempo de carência do OHIP) sugiro que já vão procurando um family doctor porque não é fácil encontrar.

Eu consegui essa múmia logo na primeira tentativa, mas tenho procurado por outro desde a primeira consulta com ele (rsrsrsrs) há 10 meses.

Para ajudar na busca, guardem com carinho o site acima e o Rate MDs.com, que passei também no penúltimo post. Ele tem a avaliação dos médicos de Ontario e os comentários costumam ser de pacientes. Eu já botei a boca no trombone por lá.

06 agosto 2008

Neighbours, eh?


Para quem ainda fica curioso com o "sotaque" canadense, saibam que até a Casa Branca se preocupa com isso. Vejam só esta notícia que eu encontrei hoje, sobre um manual usado pela comitiva americana que visitou o Canadá há 4 anos. Além de explicar o significado da expressão "eh?", ainda ensina que aqui, para chamar uma pessoa para si, usa-se a mão inteira, e não apenas o indicador. Também recomenda tirar os ósculos de sol durante uma conversa e o chapéu quando dentro de casa. Imagino que americanos precisariam dessas instruções...

Um aspecto do Canadá para o qual eu só atentei depois que cheguei aqui é o fato de que só temos um vizinho. Bem diferente do Brasil, que faz fronteira com nada menos que dez países. E o Canadá parece estar culturalmente muito mais próximo do seu único vizinho do que o Brasil de qualquer dos seus dez. Sem mencionar que essa fronteira, o famoso "49th parallel", já foi decantado como a única fronteira não vigiada do mundo (faz tempo...).

É claro que o Canadá tem a sua própria história, sua própria cultura, sua própria personalidade, e até, em certa medida, o seu próprio sotaque! Por que não? Sem mencionar o charme peculiar da parte francófona. Eu passei apenas um dia nos Estados Unidos e podia perceber a todo momento que não estava no Canadá. No entanto, não me parece que a distância seja tão grande para precisar de "manual de instruções" como esse.

Já que estamos falando em fronteiras, às vezes eu tenho a impressão que alguns americanos gostariam que os Estados Unidos fossem uma ilha, para não ter nenhuma. Talvez seja uma herança britânica que não pegou aqui no Canadá.


05 agosto 2008

Family Doctor


Encontrar um family doctor em Toronto é uma tarefa difícil; encontrar um BOM family doctor é mais difícil ainda porque ele pode ser bom para uns e ruim para outros, mas com a ajuda deste site fica mais fácil avaliar e escolher o seu.

Os comentários que vi sobre o meu atual médico não me surpreenderam - uma múmia em pessoa - e só me incentivaram a procurar outro. Tenho consulta marcada na próxima semana com uma médica na mesma clínica. Infelizmente ela foi mal avaliada neste site mas estou indo porque recebi ótimas recomendações de amigos que se tornaram pacientes dela recentemente. O negócio é tentar.

Na verdade, eu nem sei se ela ainda está aceitando novos pacientes. Como eu liguei já pedindo para marcar consulta com ela, a recepcionista apenas me perguntou se eu já havia estado lá. Disse que sim e dei meu nome. Ela nem se tocou que sou paciente de outro médico. Não é certo o que estou fazendo mas da outra vez que tentei fazer da forma correta meu family doctor não me permitiu me libertar dele e infelizmente a médica que adorei não estava aceitando novos pacientes.

O jeito é cruzar os dedinhos e torcer para que ela me aceite.

03 agosto 2008

Dia de cão



No meio da semana decidimos que iríamos para Niagara Falls neste domingo, mas quem disse que conseguimos alugar um carro? Pesquisamos vários lugares e até fomos pessoalmente em algumas agências, mas a resposta era sempre a mesma: SOLD OUT! Não é a primeira vez que passamos dificuldade para alugar carro em feriado. Ainda não consegui entender se tem gente demais nessa cidade ou oferta de menos.

Lembro-me de ler no blog da Luly que o Wander não estava conseguindo achar pneus de inverno em Toronto, sem falar da falta de pás para tirar neve que acabaram no meio da estação. Vai entender!

Pois bem, já que estávamos sem carro, pegamos nossas bicicletas e lá fomos nós para as Ilhas com a cachorrada.

O dia estava perfeito: não muito quente, metrô e ferry boat vazios e as ilhas lindas como sempre.
Nem preciso dizer que os filhotes adoraram. Nos acompanharam de bicicleta durante umas 2 horas e até banho no lago o Willy tomou!

Ele cismou com as ondas que estavam quebrando nas pedras e resolveu pular na água para "caçá-las". O bicho é muito sem noção e eu não acreditei que ele fosse pular. Assim que caiu na água começou a escalar a parede para eu tirá-lo de lá. Acho que ele não fazia a mínima idéia de que aquilo era água. FRIA!

Na volta fomos conhecer um café onde você pode entrar com seu cachorrinho e até dar uma olhada na exposição de fotos caninas. O nome do lugar é Paws Way Pet Discovery Centre e fica na 245 Queens Quay West.

31 julho 2008

No cemitério


Tulipas plantadas na primavera

Uma coisa muito comum por aqui é frequentar cemitérios, mas não para visitar os mortos, e sim para pedalar, praticar uma corrida ou caminhada, passear com o bebê ou com o cachorrinho.

Temos um em frente de casa que é muito bonito e bem cuidado, cheio de verde, de flores e até tem um pequeno córrego com uma ponte.

No princípio pode parecer uma coisa sinistra mas logo você vê que as pessoas fazem daquele local um parque.

Além do que já mencionei, ainda é possível ver pessoas lendo um livro à sombra de uma àrvore, patinando, pintando as unhas e até fazendo entrevista de emprego por telefone (!!!)

O que ainda não vi foi gente tomando um sol para pegar uma corzinha, o que é comum em praças e parques.
Aliás, no próprio Parque Ibirapuera em São Paulo, eu via umas "lagartixas" de biquíni espichadas na grama tentando se bronzear um pouco. Tem gosto para tudo, não é mesmo?

Confira aqui algumas fotos do cemitério. Como foram tiradas com o celular a resolução não está lá essas coisas.

Memorial aos soldados que morreram na II Guerra Mundial

Córrego no verão

Córrego no inverno

Ponte sobre o córrego


Ísis e Willy puxando o Pedro

Willy cansado de correr


27 julho 2008

Festival Peruano

Umas amigas peruanas e uma boliviana estavam nos cobrando há algum tempo para levá-las para comer feijoada. Pois bem, todo último domingo de cada mês é oferecida uma feijoada beneficente lá no bairro português e hoje resolvi cumprir minha promessa, mas demos com a porta na cara porque ao invés da tradicional feijoada resolveram fazer um churrasco lá no High Park mas se esqueceram de atualizar a programação no site deles.

Como elas queriam comer comida brasileira de qualquer jeito resolvemos ir ao Brazilian Star, que não é o melhor restaurante brasileiro por aqui, mas era o mais perto. Para nossa "sorte" ele havia fechado há 1 semana para reformas por tempo indeterminado.

Nossa última alternativa seria o Rio 40° que é bem melhor que o Brazilian Star, mas iríamos demorar para chegar lá. Eu já estava verde de fome e perguntei se elas não queriam comer outra coisa. Não, queriam comida brasileira.

Felizmente o restaurante estava aberto mas absolutamente lotado. O atendimento foi bem demorado mas elas adoraram a comida e resolveram nos carregar para um festival peruano no City Hall para comemorar o "Dia do Peru" que é amanhã.

O que menos vimos lá foi música ou dança peruana. Teve apresentação de danças do México, Chile, Argentina (tango dançado por chinesas), Espanha, Egito, Índia, Turquia, Escócia, Bulgária e pasmem...Brasil! Sim, trouxeram um pessoal para dançar salsa-samba (???) e no final saíram sambando no meio do povo. Está aí o vídeo para provar. A qualidade da imagem não é das melhores porque filmei com câmera fotográfica, mas dá pra ter uma idéia...e eu continuo devendo a feijoada para o pessoal.


26 julho 2008

Entrevistando Expatriados


A família está ficando "famosa". No início do mês a minha entrevista foi publicada no Entrevistando Expatriados. Eu até havia feito um post para divulgar o blog mas acabei esquecendo de publicar, hehehehe

A Ísis também tem saído em algumas "publicações" no Brasil por conta da madrinha coruja mas por enquanto eu só tenho este link.

Então é isso, dê uma passadinha lá e prestigie o blog que é mantido com tanto capricho.


22 julho 2008

1 Ano!


Há 365 dias chegamos a Toronto com 6 malas cheias de sonho, esperança e uma interrogacão enorme.

Viemos preparados para recomeçar uma nova vida na qual o mais importante seria nosso bem-estar, ou seja, buscávamos qualidade de vida.

Abandonamos as zonas de conforto material e social para encarar um novo mundo que nos acolheu e que hoje podemos chamar de casa.

Não foi fácil e de vez em quando ainda encontramos algumas pedrinhas pelo caminho, mas aos poucos estamos conseguindo transformar as frestinhas que encontramos em grandes portas abertas.

Ao chegar, olhávamos para frente e víamos uma infinidade de coisas a serem conquistadas; hoje podemos olhar para trás com orgulho do que conquistamos.

A saudade da família e dos amigos continua grande, mas aprendemos a conviver com ela. Ainda temos muito a aprender e a descobrir porque este primeiro ano foi de adaptação. É preciso continuar batalhando diariamente porque as coisas não vêm fáceis ou de graça. É preciso fazer escolhas e muitas vezes, abrir mão de algo agora para poder ganhar no futuro.

Se pensamos em voltar ao Brasil? Só para visitar família e amigos. Nossa casa é aqui.

20 julho 2008

Carnaval Brazilian Grill



Fazia 1 ano que eu não ia a um restaurante exclusivamente para um rodízio com picanha, mas meus dias de penúria acabaram. O pessoal do trabalho me falou de uma churrascaria chamada Carnaval Brazilian Grill cujos preços são acessíveis, e não é que é verdade? Um almoço sai por $12,99.

Claro que o nível não é o dos melhores rodízios do Brasil, mas dá para matar a saudade de um churrasquinho feito no espeto e daquele ambiente de churrascaria. O pessoal que foi comigo hoje tomou caipirinha e até repetiu a dose!

Para nossa surpresa, fomos recebidos por uma "canadense" mas o churrasqueiro era um legítimo gaúcho importado diretamente do sul do Brasil.

Outra surpresa foi a conta. Aqui você estipula o valor da gorjeta do garçom (15% ou 20%) e acrescenta à conta no final, mas nessa churrascaria o valor já vem embutido como "gratuity", ou seja, eles te "poupam" o trabalho de ter que calcular o valor. Eu achei bem brasileiro.

Infelizmente choveu o dia todo e não deu para fazermos mais nada.

Sei que hoje teve a festa brasileira lá nas Ilhas mas o tempinho ruim deve ter estragado um pouco a diversão. Me lembro que no ano passado fez um calor infernal e ouvi dizer que o pessoal se divertiu bastante. Espero que tenham podido repetir a dose neste ano.

19 julho 2008

Craigslist

Pensando em comprar, vender, alugar, trocar, doar, fazer amigos, arranjar um parceiro, mudar de emprego? Pois tudo isso você encontra no craigslist, um site de classificados em que você encontra coisas inimagináveis.

Há algum tempo eu estava fazendo umas buscas só para dar uma olhada no que estava sendo doado e fiquei impressionada com a quantidade de tanques! Sim, aqueles tanques que a gente usa para lavar roupa no Brasil. Quem disse que aqui não tem? Praticamente em toda casa que fui eu vi um desses no basement.

Outra forma de fazer negócio é através dos murais de anúncios que ficam na sala de correspondência dos prédios. A quantidade de ofertas por causa de moving sale é enorme e todo mundo acaba vendendo o que precisa. Para novos imigrantes que acabaram de chegar sem emprego acaba sendo uma boa porque geralmente os preços são bons.

Eu já usei esse mural uma vez para vender e agora que estamos para nos mudar de apartamento vou me utilizar dele para fazer desta vez a minha moving sale!

A primeira coisa que estamos vendendo são duas cadeiras altas que usamos ao lado do balcão da pia, já que ainda não temos mesa de jantar. Elas foram muito úteis mas depois de 8 anos sem mesa em casa nós decidimos que queremos comprar uma. Quem estiver interessado é só mandar um e-mail para nós. O valor dela na IKEA é de $28,99 mas é claro que nós vamos vender bem mais baratinho, apesar de estarem como novas.

Temos mais coisas para serem vendidas mas só vamos anunciar quando estiver mais perto do dia da mudança.

14 julho 2008

Imigração: Canada x Mundo


Estava fuçando o site do CIC para ver se encontrava alguma novidade a respeito das mudanças no processo de imigração, já que soube recentemente do caso de deportação de uma família de brasileiros que veio dos EUA para o Canadá. Ele era motoboy no Brasil e conseguiu uma permissão de trabalho na Diocese Católica de London/Ontario. Cinco anos depois ele resolveu abrir sua própria empresa, o que invalidou sua permissão para trabalho. Por causa da lei C-50, aprovada na semana passada, o motoboy não é considerado trabalhador qualificado, portanto, não tem porquê ficar no Canadá...

Este fato me fez pensar bastante sobre o critério de seleção que será (foi) adotado para permitir que novos imigrantes entrem no país. Nestes programas de apoio ao imigrante é possível ver um exército de pessoas qualificadas (ou não) desempregadas ou exercendo funções totalmente fora de suas áreas ou até survival jobs.

Mas voltando ao CIC, o site diz que os critérios de avaliação estão mudando porque a demanda de skilled workers no Canadá tende a aumentar e como o tempo de espera para o recebimento do visto de imigrante permanente é muito grande (chegando a anos em alguns casos), acabamos perdendo essa mão-de-obra altamente especializada para O Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia, que têm um tempo de processo bem mais curto.

Para acelerar as coisas, a idéia é passar na frente aqueles cujas profissões estão em demanda por aqui, e aí é que a vaca torce o rabo.

Sei que para a área médica as coisas são um pouco diferentes, mas vocês têm idéia de quanto custa e quanto tempo leva para um médico brasileiro, por exemplo, conseguir exercer sua profissão aqui? Estive conversando com alguns médicos que estão aqui há algum tempo e fiquei impressionada com a burocracia, e principalmente com a fortuna que custa! Estudar e trabalhar ao mesmo tempo são coisas impossíveis. Daí eu me pergunto: será que não dá para facilitar a vida desses médicos (sem perder a qualidade) já que sofremos com a falta deles no país?

O cerco à imigração está se fechando e isso eu já previa desde que cheguei em Toronto e passei a observar a cidade, mas continuo achando que alguma coisa não se encaixa nessa história toda.

Por onde você procurar vai encontrar protestos contra essa Bill C-50, que muda as regras no processo de imigração, e este são alguns exemplos:

No one is illegal

Toronto Social Justice Magazine


Letter to the Prime Minister

13 julho 2008

Caipirinha Gringa



De vez em quando nos surpreendemos com um pouquinho de Brasil aqui na terrinha gelada. Por onde você andar neste verão vai encontrar a mulherada de chinelos Havaianas, em sua maioria chinesas, e hoje foi o dia em que encontramos o Brasil diversas vezes.



A maior surpresa ficou para a caipirinha de Pitu no Casey's. Só para matar a curiosidade resolvi pedir uma achando que não iria gostar porque não bebo pinga, mas não é que o treco é bom? Bem docinho e quase não tem gosto alcólico.


09 julho 2008

Toronto Islands

Temos feitos vários passeios ao ar livre desde que o calorzinho começou e por falta de tempo (e preguiça também, confesso) acabei não postando aqui.

Um deles foi o pic-nic perto do Lake Simcoe no Sibbald Point Park, a 1 hora de Toronto, com direito a passeio de barco patrocinado pela Rosa e pelo Wagner. Eu me esbaldei e só não estava melhor porque o clima não ajudou muito no final por causa do ventinho frio.


E o outro foi no domingo passado quando finalmente conseguimos conhecer as Ilhas. Tínhamos feito uma tentativa no Canada Day mas a fila para pegar o ferry boat estava quilométrica, então pegamos nossas bicicletas e fomos explorar as redondezas. Acabamos chegando a um parque no meio do nada.

Assim que pagamos os $5,50 pela travessia de barco notamos uma fila gigantesca para a Centre Island e uma pequena apenas de bicicletas para o Hanlan's Point. Não tivemos dúvidas e foi para lá que seguimos.


Chegando na ilha não tem muita coisa a não ser vegetação. O parque estava vazio e acabamos nos embrenhando por um caminho que nos levou à praia naturista (na verdade clothing optional) que tem por lá. Eu já sabia dessa praia mas levei o maior susto quando saí do meio do "mato" e dei de cara com uns peladões esticados na areia. O engraçado é que fui eu que fiquei com vergonha de estar no meio deles toda vestida.

Andamos mais um pouco e fomos parar na Ward's Island onde alugamos um quadriciclo. A ilha é linda, com jardins bem cuidados e muita, muita gente. Lá você ainda pode alugar pedalinhos ou caiaques para passear no lago.


O Pedro gostou tanto do passeio que estamos querendo voltar lá neste fim de semana. Eu gostaria de levar os cachorros mas parece que só vamos levar as bicicletas mesmo. Bom, ainda tenho tempo para conseguir convencê-lo a levar nossos filhotes junto.
Fica aí uma dica de passeio para quem quiser nos encontrar por lá neste fim de semana.



08 julho 2008

Ecologicamente correto

Aqui em Toronto (e acredito que no resto do Canadá também) existe uma grande preocupação com o aquecimento global, reciclagem e outros assuntos ligados ao ecossistema. Por todo lado vê-se propagandas incentivando e ensinando a população a poupar energia, água, a reciclar e não poluir o meio ambiente.

O que está na moda agora são os carros híbridos. O Smart for two tem o que eles chamam de ecoAUTO Rebate, ou seja, você compra o carro e depois recebe uma parte do dinheiro de volta, neste caso 2 mil dólares, mas não pára por aí.

Na semana passada notei uma placa interessante no estacionamento de um conjunto de edifícios comerciais, ela dizia que aquela vaga era exclusiva para veículos híbridos previamente aprovados, ou seja, você compra um carrinho ecologicamente correto e vai lá na administração do edifício para cadastrá-lo para aquela vaga. Com isso você tem estacionamento garantido todo o mês. Melhor seria se você usasse o transporte público, claro, mas muita gente trabalha fora de Toronto e precisa utilizar o carro para ir até o trabalho.

Em uma das empresas em que trabalhei aqui havia cartazes incentivando as pessoas a comerem suas refeições na lanchonete ao invés de pedirem o almoço "para viagem" e levá-lo em uma caixinha de isopor até o escritório.

Tanta preocupação tem fundamento porque a camada de ozônio aqui na América do Norte está mais danificada do que na América do Sul, e com isso a gente acaba tendo como amigos inseparáveis a garrafinha de água e o protetor solar mesmo nos dias em que não faz tanto calor. Uma hora de exposição ao sol já é suficiente para fazer um bom estrago. Como prova, dá uma olhada no braço do Pedro depois de andarmos de bicicleta no Canada Day; ele esqueceu de passar protetor solar e voltou parecendo um pimentão:

Estados Unidos e China lideram o ranking dos países que mais poluem o mundo. A China assinou o Protocolo de Kyoto em 1997 se comprometendo a diminuir a emissão de gases poluentes mas vocês bem se lembram que os Estados Unidos se recusaram a assiná-lo, infelizmente.

03 julho 2008

Eu tardo mas não falho

Pessoal, sei que estou devendo alguns posts e algumas respostas a e-mails que tenho recebido mas esta semana foi uma loucura e continuará assim até o final do mês. Prometo que aos poucos responderei às perguntas que vocês me enviaram.

Obrigada pelo carinho!


27 junho 2008

Uma cidade para todos

Toronto é uma cidade friendly em vários aspectos no que se refere a homossexuais, pets, crianças e bicicletas mas não pára por aí. Pessoas que têm algum tipo de dificuldade de locomoção contam com uma cidade desenhada para elas na maioria dos casos.

Andando pelas ruas é impossível não notar a quantidade de calçadas rebaixadas e de portas de estabelecimentos comerciais que possuem um botão para abertura automática da porta.

Já as estações de metrô deixam bastante a desejar, principalmente as mais antigas que não possuem rampas nem elevadores. É praticamente impossível que alguém em uma cadeira de rodas saia do trem e tenha acesso à rua devido às imensas escadarias. As escadas também são uma barreira para a frota de carrinhos de bebês que está por toda a cidade. Muitas mães precisam de ajuda para chegar ao topo.

Escadaria de uma estação de metrô

O streetcar é ainda pior porque suas portas são tão estreitas que dificultam até a passagem de pessoas obesas, sem contar que não possuem rampa rebaixada como os ônibus.

Para contornar a situação existe um sistema chamado Wheel-trans para pessoas com dificuldade de locomoção, que as levam onde elas precisam ir. O serviço só não funciona entre 1 e 5 da manhã e o preço da passagem é o mesmo cobrado nos demais tansportes públicos.

Para usufruir deste sistema é preciso preencher um formulário e confirmar horários. Este site traz todos os detalhes.

Veículo da Wheel Trans

No inverno existe uma lei que exige que os moradores de casas limpem a neve de suas calçadas em até 12 horas, do contrário poderão arcar com uma multa de $105. Mas e os velhinhos e deficientes físicos?
Eles não são obrigados a retirar a neve da frente de suas casas, mas devem chamar um serviço público que faça isso por eles. Através do telefone (416)392-7768 você conseguirá mais informações.

Realmente é incrível como a cidade pensa em todos os seus habitantes. Claro que existem reclamações e as coisas estão longe da perfeição, mas é bom ver que o dinheiro que você paga em impostos (e olha que o preço é alto) é revertido em serviços para a população.

24 junho 2008

Churrasco

No domingo a brasileirada se reuniu para um churrasco com muita picanha. Confesso que há muito tempo eu não comia uma carne tão boa, sem gosto de ter sido congelada e descongelada várias vezes.

Esta proeza foi conseguida pelo Berg, amigo do Claudio e da Elaine, que ajudaram a promover a churrascada. Ele recebeu inúmeros elogios e foi eleito como o "churrasqueiro oficial dos brasileiros em Toronto"!

Olha ai o churrasqueiro

A festa foi muito agradável, todos se divertiram e fizeram novas amizades. Para falar a verdade, foi até muito melhor do que esperava, e graças à ela os que compareceram já têm programa para o próximo fim de semana. Aliás, o que não falta por aqui nesta época é o que fazer; antes de planejarmos o final de semana seguinte já temos pelo menos uns 2 convites para atividades diferentes, aí fica a dífícil decisão de escolher entre os dois, ou três... Bem diferente do inverno que passamos aqui sozinhos e encolhidos dentro de casa, saindo à rua apenas para ver as tempestades de neve.

Durante a tarde caiu uma chuvinha chata que nos fez correr para dentro do salão coberto, mas assim que melhorou um pouco lá estava o Berg firme e forme pilotando a churrasqueira de novo. Aliás, ele teve até um co-piloto que ficou segurando o guarda-chuva para não molhar a carne!

Já estou ansiosa pelo próximo encontro...